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Arrancada ou Drag Racing é uma competição onde dois veículos (carros ou
motocicletas) tentam cobrir um determinado percurso, em linha reta,
no menor tempo possível, partindo com o carro parado. Diferente da
irresponsabilidade de alguns motoristas que ainda teimam em tirar "rachas"
na rua, a Arrancada é um esporte onde pilotos bem preparados e em local
apropriado competem oficialmente.
Esta
modalidade surgiu no leito seco do Lago Muroc no deserto do Mojave na
Califórnia, logo após a Segunda Guerra Mundial. No início, jovens americanos
apaixonados por velocidade, mas sem muito dinheiro, passaram a construir
seus carros a partir de sucatas de roadsters (veículos conversíveis de dois
lugares) encontrados em ferros-velhos, transformando-os em supermáquinas
equipadas com motores V8 de grande cilindrada.
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sábado, 8 de setembro de 2012
Como surgiu a arrancada......
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
A historia do hipismo....
HIPISMO
O hipismo é o único esporte em que homens (cavaleiros)
e mulheres (amazonas) competem em uma mesma prova. Suas regras variam
de acordo com a modalidade, que são: adestramento, CCE (Concurso
Completo de Equitação), enduro, especial, pólo, rédeas, salto e volteio.
História
Amizade entre o homem e o cavalo remonta os princípios
da civilização, quando o animal começa a ser usado como meio de
locomoção. Conduzindo os soldados nas guerras, participando das famosas
caçadas à Inglaterra.
O cavalo sempre foi presença obrigatória e bem amada
na vida do homem. Hoje, raramente ele puxa um arado, foi substituído
pelo automóvel . E cavalgar transformou-se num esporte: o hipismo
praticado por homens,mulheres e crianças.
Esporte conhecido pela elegância , o hipismo surgiu do
costume de nobres europeus, especialmente ingleses, de praticarem a
caça à raposa, quando os cavalos precisavam saltar troncos, riachos,
pequenos barrancos e outros obstáculos que os caçadores encontravam
pelas florestas. O desenvolvimento da atividade ocorreu no século XX,
com a criação das primeiras pistas com obstáculos exclusivamente para a
prática de saltos.
O esporte tem como linha básica para um bom resultado a
integração entre o conjunto (cavaleiro/cavalo). E com o passar do tempo
o comportamento do cavaleiro foi mudando, buscando facilitar o trabalho
do animal. Inicialmente, o montador ficava com o corpo na vertical,
forçando o seu equilíbrio nas rédeas e no estribo.
No final do século XIX, o italiano Frederico Caprilli
decidiu deixar a cabeça e o pescoço da montaria livres, sem alterar o
equilíbrio do cavalo no instante do salto. Atualmente, os cavaleiros
mantém o corpo inclinado para a frente, acompanhando a direção do animal
na transposição do obstáculo.
O hipismo fez parte do programa da primeira Olimpíada
da Era Moderna, em 1896, em Atenas, como esporte de demonstração.
Entretanto, somente foi incorporado definitivamente aos Jogos Olímpicos
em 1912, em Estocolmo.
Uma característica particular do hipismo é que homens e
mulheres podem competir juntos com as mesmas possibilidades de vitória,
diferentemente de outros esportes, em que a performance masculina é
superior devido à maior força física. Além da categoria da amazona ou
cavaleiro e da integração entre animal e condutor, o importante é contar
com uma montaria saudável e bem condicionada. Sem divisão por sexo, os
competidores são separados conforme a idade: mini-mirim (oito a 12
anos), mirim (12 a 14), juniores (14 a 18) e seniores (acima de 18). As
entidades que dirigem o esporte costumam utilizar também as seguintes
sub divisões: principiantes, aspirantes, jovens cavaleiros, seniores
novos, veteranos e proprietários.
Além do salto, os esportes eqüestres têm outras
modalidades. Nos Jogos Olímpicos são disputados também o adestramento,
(em que o cavalo executa movimentos cadenciados, em perfeita harmonia
com o cavaleiro); concurso completo de equitação, (disputado em três
dias com provas de adestramento, corrida no campo com obstáculos
naturais e artificiais, de resistência ao trote e salto); enduro, entre
outros.
HIPISMO
Primeira aparição nos Jogos Pan-americanos: 1951
O hipismo é a única modalidade dos Jogos
Pan-americanos em que atleta e animal formam um conjunto. E a
importância de cada um é de tal forma dividida que o hipismo também é um
dos poucos esportes em que homens e mulheres competem uns contra os
outros. A história da modalidade se confunde com a história da própria
civilização, quando o homem começou a usar o cavalo como meio de
locomoção e passou a adestrá-lo. Mas foi só em 1921 que foi criada a
Federação Eqüestre Internacional. A esta altura, o hipismo já era
largamente praticado em suas três categorias.
Saltos é a categoria mais conhecida e, dependendo da
competição, ganha quem percorrer um trajeto determinado no menor tempo
possível, derrubar o menor número possível de obstáculos ou somar o
maior número de pontos. No adestramento, o vencedor é determinado por
uma avaliação de juízes, que julgam as performances nos movimentos
obrigatórios e na coreografia livre. Por fim, o concurso completo de
equitação (CCE) é uma categoria cuja disputa dura três dias, envolvendo
adestramento, prova de fundo (subdividida em quatro etapas) e saltos.
HIPISMO
SURGIMENTO DA EQUITAÇÃO
Após a Guerra da Tríplice Aliança D. Pedro II trouxe
de Portugal o Cap Luiz de Jácome, que tinha a missão de estabelecer as
bases para a criação das coudelarias do Exército e difundir a doutrina
eqüestre de Baucher, predominante na Europa naquela época. Sua ação
fez-se sentir no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, estimulando a
equitação nos quartéis e nos clubes civis.
Após a proclamação da república, o Marechal Hermes
Rodrigues da Fonseca, então Presidente da República, tendo realizado
cursos militares na Alemanha, enviou à Escola de Cavalaria de Hanover
oficiais do Exército.
Com isso, difundiam-se pelo Brasil duas doutrinas, a Francesa e a Alemã.
Após a Primeira Grande Guerra chegou ao Brasil a
Missão Militar Francesa, comandada pelo General Gamellin. Como
instrutores de equitação vieram os comandantes Gipon e De Marrail.
Em 1922 o Ministro da Guerra criou o Centro de
Formação de Oficiais Instrutores de Equitação, com o objetivo de formar
oficiais instrutores de equitação, capazes de transmitir, nas escolas e
corpos de tropa, regras uniformes de Equitação. Era o embrião da atual
Escola de Equitação do Exército. O trabalho iniciado e difundido pela
Escola de Equitação do Exército tomou o Brasil.
Desde então o hipismo cresceu e se desenvolveu. A
equitação que antes era dirigida aos militares e que tinha por objetivo
adestrar os cavalos e cavaleiros para o combate deu lugar à equitação
como esporte e difundiu-se também ao público civil.
Em 1952 o hipismo nacional teve um de seus resultados
mais expressivos, o quarto lugar do então tenente coronel Eloy Menezes
nas Olimpíadas de Helsinky, feito igualado apenas no ano 200 pelo
cavaleiro André Johanpeter, nas Olimpíadas de Sidney.
As medalhas de bronze conquistadas pela nossa equipe
de Hipismo nas Olimpíadas de Atlanta e Sidney, os títulos na Copa do
Mundo e nos Jogos Mundiais conquistados por Rodrigo Pessoa marcaram
definitivamente a presença do Brasil neste esporte, trazendo como
conseqüência a popularização e o aumento de praticantes por todo o país.
HIPISMO
O hipismo é o esporte das corridas de cavalos que teve
origem na Inglaterra dos princípios do século XVII. Foi a partir da
iniciativa de Jaime I que se realizaram as construções dos primeiros
hipódromos nas planícies de Newmarket. Além disso, também foi
responsável pela importação de garanhões reprodutores do Oriente, com a
finalidade de melhoria das raças existentes no país.
O incentivo da criação de cavalos puro-sangue (os
únicos aos quais até hoje é permitida a participação nas corridas)
partiu da iniciativa de Carlos II, amador do hipismo e considerado o
“pai do esporte hípico”. Na verdade, as várias linhagens dos cavalos de
corrida descendem de apenas três reprodutores nascidos na Inglaterra.
Os reprodutores que deram origem a essas linhagens
são: o Matchem (1748), que faz parte da segunda geração do cavalo árabe
de Godolphin Barb, cuja importação foi realizada em 1730; o Herod
(1758), descendente em quarta geração de Byerly Turk, reprodutor árabe
de importação do ano de 1690; o cavalo Eclipse (1764), descendente em
quarta geração do cavalo árabe Darley Arabian, que fora importado em
1704
Hipismo
Hipismo ou equitação pode ser tanto uma arte, uma actividade de lazer, um desporto ou uma forma de transporte.
Desporto
Como desporto, o hipismo realça a ligação entre o cavaleiro e a sua montada, em provas de perícia, velocidade e adestramento.
Corrida de cavalos
Alguns desportos hipicos são:
Adestramento
Concurso completo de equitação (CCE)
Salto
Enduro
Equitação Paraequestre
Pólo
Saltimbancos
Volteio
As competições hipicas fazem parte do programa dos Jogos Olímpicos desde 1912, tendo havido também provas hipicas na edição de 1900. Este é um dos poucos desportos onde homens e mulheres competem entre sí.
Concurso completo de equitação (CCE)
Salto
Enduro
Equitação Paraequestre
Pólo
Saltimbancos
Volteio
As competições hipicas fazem parte do programa dos Jogos Olímpicos desde 1912, tendo havido também provas hipicas na edição de 1900. Este é um dos poucos desportos onde homens e mulheres competem entre sí.
Hipismo ou equitação pode ser tanto uma arte, uma actividade de lazer, um desporto ou uma forma de transporte.
Desporto
Como desporto, o hipismo realça a ligação entre o cavaleiro e a sua montada, em provas de perícia, velocidade e adestramento.
Corrida de cavalos
Alguns desportos hipicos são:
Adestramento
Concurso completo de equitação (CCE)
Salto
Enduro
Equitação Paraequestre
Pólo
Saltimbancos
Volteio
As competições hipicas fazem parte do programa dos Jogos Olímpicos desde 1912, tendo havido também provas hipicas na edição de 1900. Este é um dos poucos desportos onde homens e mulheres competem entre sí.
Concurso completo de equitação (CCE)
Salto
Enduro
Equitação Paraequestre
Pólo
Saltimbancos
Volteio
As competições hipicas fazem parte do programa dos Jogos Olímpicos desde 1912, tendo havido também provas hipicas na edição de 1900. Este é um dos poucos desportos onde homens e mulheres competem entre sí.
HIPISMO
Equitação
A equitação é a arte de cavalgar! Cavalos são
criaturas fortes, bonitas, inteligentes e amigas. Se foram bem treinados
e não sofreram com a maldade e a ignorância de humanos quando mais
novos, certamente serão bons animais e lhe trarão muitas alegrias.
Existem várias formas de você aproveitar a companhia
de um cavalo: pólo, corrida, enduro, adestramento, salto etc. - mas
todas são bastante caras. Você vai precisar de equipamento (botas,
capacete, culote, sela, arreios, manta). Seu cavalo tem que ter uma
alimentação adequada, deve ser examinado sempre por um veterinário
competente, ser vacinado, escovado e exercitado todos os dias. Tem que
dormir em um lugar apropriado para ele. Tudo isso custa muito dinheiro!
Existe, é claro, a possibilidade de você fazer
equitação na escolinha de um clube hípico e, assim, pode economizar
usando o cavalo da instituição. Se você for realmente bom em alguma
modalidade da equitação, pode até conseguir montar cavalos de outras
pessoas em competições - afinal, é o que grande parte dos competidores
faz!
Adestramento
No adestramento, o conjunto (cavalo e cavaleiro) deve
fazer manobras em total harmonia, dentro de um picadeiro de areia,
enquanto são observados por um juiz.
Este esporte parece mais simples, mas na verdade é
dificílimo. O cavalo deve executar passos especiais e mover-se ao mais
leve comando do cavaleiro, como se tudo tivesse sido ensaiado mil vezes
antes, com absoluta perfeição.
Corridas
As corridas de cavalos são realizadas nos hipódromos.
Acontecem no mundo todo e, em alguns lugares, as provas incluem salto em
altura. Os animais correm na areia ou na grama, e a distância que eles
têm que percorrer varia de acordo com o tipo de prova.
Embora o tipo de corrida mais conhecido no Brasil seja
a corrida a galope, há também corridas a trote, onde o cavalo puxa um
pequeno carro de duas rodas, muito leve, conhecido como "aranha". Em
qualquer dessas modalidades, vence o conjunto que chegar primeiro.
Esse esporte movimenta muito, muito dinheiro. Em
geral, o dono do cavalo não o monta nunca. Para isso há o treinador e,
sobretudo, o jóquei, um profissional que estudou e treinou muito tempo
para poder montar em uma corrida.
O cavalo ideal para as corridas é o Puro Sangue
Inglês, um animal mais nervoso, muito alto e muito veloz, que chega à
velocidade de 60km por hora.
Nos EUA, foi criado um tipo de corrida mais curta,
onde quem brilha é o QM, ou Quarto de Milha, um cavalo muito ágil e
invencível em curtas distâncias.
Enduro
No enduro eqüestre (ou seja, feito com cavalos), os
conjuntos seguem por uma trilha anteriormente marcada, que pode ter ou
não obstáculos. Nesse esporte, não é importante quem chega primeiro; o
que importa é chegar no tempo certo, ou mais perto possível disso!
O enduro é um esporte que se importa com o cavalo. Há
pontos de descanso durante o trajeto, e nesses pontos se verifica o
batimento do coração do animal. Se o seu cavalo apresentar sinais de
estar cansado demais, ele será impedido de continuar a prova!
As provas de enduro podem percorrer quase 50km. Para
tão longas distâncias, as melhores raças são as que têm um andar bem
confortável: Mangalarga, Árabe e Anglo-Árabe.
Hipismo clássico
As provas de salto tradicionais acontecem nos haras e
nos clubes de equitação, em picadeiros de areia. Um percurso é criado
por juízes e o conjunto de cavalo e cavaleiro deve saltar todos os
obstáculos sem cometer faltas - ou seja, sem derrubar nem deixar de
saltar nenhum obstáculo - no menor tempo possível.
Hipismo rural
No hipismo rural, os conjuntos (cavalo e cavaleiro)
têm que percorrer uma pista cheia de obstáculos, ao ar livre, no meio do
campo. O objetivo é superar todos eles o mais depressa possível, sem
derrubar balizas nem deixar de saltá-las.
Esse esporte vem conquistando cada vez mais pessoas no
Brasil. É dividido por categorias, de acordo com a idade e a
experiência dos desportistas.
Boas raças de cavalos para esse esporte são o Árabe e o
Anglo-Árabe, porque são animais ágeis, dóceis e de excelente
temperamento.
Pólo
O pólo é um esporte bastante violento para o cavalo.
Teve origem na Inglaterra (o Príncipe de Gales, filho da Rainha
Elisabeth, adora jogar pólo), mas é muito comum na Argentina, que cria
excelentes animais para esse esporte.
Joga-se pólo com uma bola, um taco comprido e dois times. Montados a cavalo, os jogadores devem levar a bola à baliza do adversário.
Joga-se pólo com uma bola, um taco comprido e dois times. Montados a cavalo, os jogadores devem levar a bola à baliza do adversário.
Há clubes no Brasil dedicados ao pólo. Como exige
muito do animal, cada jogador deve ter mais de um cavalo de reserva para
o mesmo jogo, para poder trocar de animal caso ache que a sua montaria
esteja muito cansada.
Arremessos de peso em geral....
Arremesso do pesoO
objetivo é arremessar o mais longe possível uma bola de metal maciço.
Para os homens, o peso tem 7,260 kg; para as mulheres, 4 kg. No
arremesso, o atleta mantém o braço flexionado, apoiando o peso junto ao
pescoço. Deve permanecer dentro de um círculo com 2,1 metros de
diâmetro.
História A antiga civilização egípcia incluía
provas de arremesso de pedras em suas festividades, bem como os gregos,
nas primeiras reuniões religiosas e esportivas, há mais de 3 mil anos.
No século 17, soldados ingleses organizaram competições de arremessos de
balas de canhão, o embrião do atual arremesso do peso.
A prova está presente nos Jogos Olímpicos da Era Moderna desde a primeira edição, em 1896, em Atenas.
A prova está presente nos Jogos Olímpicos da Era Moderna desde a primeira edição, em 1896, em Atenas.
| Júlio César: lançamento do dardo |
Lançamento do DardoO dardo tem comprimento e
peso diferentes para homens (mínimo de 2,60 metros e 800 g) e mulheres
(mínimo de 2,20 m e 600 g). Na prova, os atletas, sempre com o braço
totalmente estendido, devem lançar o dardo o mais longe possível, sempre
dentro de um espaço delimitado por duas linhas marcadas no campo.
HistóriaA prova é a que mais lembra o modo de
vida das antigas civilizações, em que o dardo (lança) era usado para
caçar e guerrear. A primeira aparição em Jogos Olímpicos deve ter sido
por volta de 708 d.C., integrando o pentatlo. Faz parte do Programa
Olímpico da Era Moderna desde 1908, na Olimpíada de Londres.
| Montanha: lançamento do martelo |
Lançamento do MarteloNa prova, o atleta tem de lançar o mais longe possível um conjunto formado por uma bola de metal semelhante ao peso presa a um cabo de aço com uma empunhadura na outra extremidade. Em uma "gaiola" e em cima de um círculo de 2,13 m de diâmetro, o atleta faz o martelo girar até ganhar velocidade e o solta. O martelo tem de cair dentro de uma área delimitada no campo.
HistóriaDo folclore irlandês vêm as façanhas de
Cuchulain, que nos Jogos Atléticos do povo celta, por volta de 2 mil
a.C, realizava prodígios de força e destreza. Conta a lenda que, em
certa ocasião, amarraram uma grande pedra ao eixo de uma carruagem.
Cuchulain rodopiou sobre o próprio corpo e lançou o aparato "a uma
distância que nenhum homem podia igualar". Nascia o lançamento do
martelo.
| Ronald Julião: lançamento do disco |
Lançamento do discoO disco também é lançado de
dentro de uma "gaiola". Para os homens, pesa 2 kg e mede entre 21,9 e
22,1 cm. Para as mulheres, o peso é de 1 kg, com diâmetro entre 18 cm e
18,2 cm. O atleta deve segurar o disco contra o antebraço do lado do
lançamento, girar sobre si mesmo e fazer o lançamento, estendendo o
braço.
HistóriaEternizado na famosa estátua Discóbolus,
de Míron, na Antiguidade o lançamento do disco fazia parte do pentatlo,
que também incluía salto em distância, o stadium (corrida de cerca de
200 m), lançamento do dardo e luta. Existem registros de discos feitos
de pedra, ferro e bronze. Acredita-se que a prova tenha sido incluída no
programa olímpico da 18ª Olimpíada da Era Antiga, em 708 a.C.; na Era
Moderna, está presente já nos primeiros Jogos, em Atenas/1896.
Como surgiu o arremesso de peso....
Nesta modalidade, os atletas competem para arremessar uma bola de metal o
mais longe possível. Este esporte é chamado oficialmente de arremesso
devido ao fato do peso ser empurrado e os demais serem projetados com
características diferentes.
O objetivo do lançamento do peso, uma das disciplinas do atletismo, é atirar uma esfera de metal o mais longe possível. Os atletas atiram a bola, a partir do ombro, de dentro de um círculo traçado no chão com 2,135 de diâmetro. A esfera tem de cair dentro de uma área traçada por duas linhas com cerca de 40º de abertura e com o vértice no círculo. O círculo está delimitado por uma faixa de dez centímetros e se o concorrente pisar fora dessa área, o lançamento é anulado. O atleta tem de colocar o peso junto ao queixo e em momento nenhum pode deixá-lo ir abaixo ou atrás do nível do ombro. Nas competições oficiais, cada lançador dispõe de três tentativas e, depois, os autores das sete melhores marcas têm a possibilidade de fazer mais três lançamentos.
O lançamento do peso foi inventado por soldados para ocupação dos tempos livres. No tempo do cerco a Troia, entre os séculos XIII e XII a. C., já havia relatos de concursos de lançamento de pedras entre os soldados que pretendiam exibir a sua força. A invenção do canhão de guerra, já no século XIV d. C., permitiu desenvolver este jogo, já que os soldados passaram a usar as balas para fazer os lançamentos. Aliás, foi este tipo de bola, com cerca de 7,5 quilos de peso, que os universitários ingleses adotaram nos torneios que realizavam em meados do século XIX, jogo que foi o verdadeiro precursor do atual lançamento do peso, uma vez que as bolas pesam 7,26 quilos.
O primeiro recorde mundial foi registado pela Federação Internacional de Atletismo em 1876, tendo sido o norte-americano J. M. Mann o autor de um lançamento de 9,44 metros. Sem espanto, esta modalidade integrou desde o início, em 1896, em Atenas, os Jogos Olímpicos da era moderna. As mulheres só a partir de 1948, em Londres, é que puderam lutar por uma medalha olímpica, atirando um peso de cerca de 4 quilos.
Até finais da década de 40, o lançamento era feito com o atleta virado de frente para o campo de lançamento, mas nos anos 50, um outro americano, Parry O'Brien, desenvolveu um novo estilo, em que o atirador roda 180º, conseguindo fazer lançamentos mais longos. Essa estratégia foi adotada até aos dias de hoje.
Os melhores atletas mundiais, que medem por norma dois metros e pesam cerca de 150 quilos, conseguem atingir marcas à volta dos 23 metros.
O lançamento do peso foi inventado por soldados para ocupação dos tempos livres. No tempo do cerco a Troia, entre os séculos XIII e XII a. C., já havia relatos de concursos de lançamento de pedras entre os soldados que pretendiam exibir a sua força. A invenção do canhão de guerra, já no século XIV d. C., permitiu desenvolver este jogo, já que os soldados passaram a usar as balas para fazer os lançamentos. Aliás, foi este tipo de bola, com cerca de 7,5 quilos de peso, que os universitários ingleses adotaram nos torneios que realizavam em meados do século XIX, jogo que foi o verdadeiro precursor do atual lançamento do peso, uma vez que as bolas pesam 7,26 quilos.
O primeiro recorde mundial foi registado pela Federação Internacional de Atletismo em 1876, tendo sido o norte-americano J. M. Mann o autor de um lançamento de 9,44 metros. Sem espanto, esta modalidade integrou desde o início, em 1896, em Atenas, os Jogos Olímpicos da era moderna. As mulheres só a partir de 1948, em Londres, é que puderam lutar por uma medalha olímpica, atirando um peso de cerca de 4 quilos.
Até finais da década de 40, o lançamento era feito com o atleta virado de frente para o campo de lançamento, mas nos anos 50, um outro americano, Parry O'Brien, desenvolveu um novo estilo, em que o atirador roda 180º, conseguindo fazer lançamentos mais longos. Essa estratégia foi adotada até aos dias de hoje.
Os melhores atletas mundiais, que medem por norma dois metros e pesam cerca de 150 quilos, conseguem atingir marcas à volta dos 23 metros.
Como surgiu o tenis de mesa.....
O tênis de mesa, ténis-de-mesa ou mesatenismo foi inventado
na Inglaterra no século XIX onde era conhecido como ping pong,
até se tornar uma marca registrada e por isso mudou-se o nome na
Europa para tênis de mesa, sendo o nome ping pong atualmente usado
apenas para fins recreativos. É um dos esportes mais populares
do mundo em termos de número de jogadores, assim como sendo um
dos mais novos dos esportes olímpicos. O tênis de mesa é
conhecido como sendo o esporte com o tipo de bola mais rápida do
mundo, sendo o esporte de raquete que mais produz efeito (rotação)
na bola.
(ping pang qiu) é o nome oficial na China e Taiwan.
(takkyu) é o nome oficial do esporte no Japão.
(Tak-ku) é o nome oficial do esporte na Coréia.
(takkyu) é o nome oficial do esporte no Japão.
(Tak-ku) é o nome oficial do esporte na Coréia.
Regras do jogo
O jogo
Uma partida de tênis de mesa é disputada em melhor de qualquer número de sets ímpares[6]. Usualmente, torneios nacionais são disputados em melhor de 5 sets e torneios internacionais em melhor de 7 sets, o que significa que o jogador ou dupla que vencer, respectivamente, 3 ou 4 sets vence a partida. Para vencer um set, o jogador ou dupla precisa somar 11 pontos ou, em caso de empate em 10 pontos, somar dois pontos de vantagem em relação ao seu adversário.
Uma partida de tênis de mesa é disputada em melhor de qualquer número de sets ímpares[6]. Usualmente, torneios nacionais são disputados em melhor de 5 sets e torneios internacionais em melhor de 7 sets, o que significa que o jogador ou dupla que vencer, respectivamente, 3 ou 4 sets vence a partida. Para vencer um set, o jogador ou dupla precisa somar 11 pontos ou, em caso de empate em 10 pontos, somar dois pontos de vantagem em relação ao seu adversário.
A partida se inicia com o saque de um dos oponentes conforme a ordem
de saque escolhida pelo vencedor do sorteio para tal fim. Cada jogador
tem o direito de sacar duas vezes consecutivas independente da pontuação
que obtiver. Em duplas, a ordem de saque é alternada entre as duplas
e entre os jogadores de modo que cada um dos quatro jogadores saque. seqüencialmente,
duas vezes
O saque
A atual regra de saque para as partidas de tênis de mesa inclui várias restrições ao modo como se deve fazê-lo. Antes de ser efetuado o saque, o jogador deve repousar a bola sobre sua mão espalmada de modo que o adversário e os árbitros possam vê-la. A bola deve ser lançada verticalmente para cima no mínimo 16 cm acima da posição de repouso. Durante esse lançamento e no golpe subsequente o sacador não pode colocar seu corpo, acessórios ou sua própria raquete entre a bola e o sacador de modo que impeça este de observá-la.
No saque, o sacador deve rebater a bola fazendo com que ela toque em
sua mesa e, em seguida, na mesa do adversário. Apenas em jogos
de duplas é obrigatório que o bola toque no lado direito
da mesa do sacador e, em seguida, no lado direito da mesa do recebedor.[7].
Se, após tocar a mesa do sacador, a bola tocar na rede e tocar
na mesa do recebedor caracteriza-se uma obstrução e o saque
deve ser repetido sem bônus de pontos para os jogadores. O número
de obstruções no saque é ilimitado, ou seja, o jogador
deve sacar até que o saque seja considerado bom ou até que
erre o saque.
Podemos destacar dois momentos que com certeza marcaram a evolução
do esporte tênis de mesa, primeiro foi quando o inglês James Gibb, que
amava essa atividade, resolveu criar uma bola feita de celulóide, e o
segundo foi quando E.C. Goode inventou uma versão melhorada da famosa
raquete de madeira colando uma camada de borracha em cada lado.
A partir desses avanços, o
esporte que ficou conhecido como ping pong começou a se popularizar no
país e mundo a partir de 1901, quando as pessoas organizaram alguns
torneios, até que em 1988 o tênis de mesa se propagou de vez quando o esporte se tornou Olímpico em Seul.
Tênis de mesa “ping pong” surge no
Brasil: Segundo os historiadores e a CBD (Confederação Brasileira de
Desporto), o esporte chegou ao país através dos turistas ingleses em
meados de 1905, mas o tênis de mesa se firmou de vez mesmo em 1912,
quando foram iniciadas as primeiras atividades organizadas no país.
Regras e curiosidades gerais do Tênis de Mesa
A Mesa: Deve ter 2,74 m de comprimento X
1,525 m de largura X 76 cm de altura. Podem ser utilizados vários tipos
de materiais, mas devem ter cor escura e fosca. Além disso, deve estar
com uma linha branca de 2 cm de largura que passará por toda a volta da
mesa.
A Rede: As medidas devem ser 15,25 cm de largura e 15,25 cm de altura, e ainda ser pintada em cor escura.
A Bola: Deve pesar 2,7 gramas e ter
diâmetro de 40 mm, além disso, deve ser construída em material de
celulóide ou plástico similar.
A Raquete: Pode ser de qualquer tamanho, forma e peso. O material deve ser de pelo menos 85% de madeira natural
ou ecológica. O lado que é utilizado para bater na bola deve ser
pintado na cor vermelha ou preto, já o outro deve ser de madeira – e o
jogador não pode utilizar esse lado para praticar o esporte.
A Partida: O tênis de mesa constitui-se
de sets com até 11 pontos, podendo existir a quantidade de sets que
desejar (mas sempre devendo ser um número ímpar). Quando acontece o
empate em 10 pontos, por exemplo, o vencedor será quem marcar 2 pontos
consecutivos.
O Saque: O sacador deve lançar a bola
para cima (no mínimo a 16 cm da palma da mão livre), e quando acontece a
descida, a bola deve tocar primeiro no lado de quem está sacando,
passar pela rede sem tocar e depois cair no campo do adversário. O saque
deve ser feito atrás da linha de fundo ou na linha imaginária.
Não vale ponto: O jogo será interrompido
quando o saque tocar na rede (queimar), adversário não estiver
preparado para jogar (desde que não tenha tentado rebater a bola), errar
na ordem do saque/recebimento/lado e ou caso aconteça algumas condições
especiais como alguma pessoa atrapalhou o saque ou excesso de barulho.
Vale 1 ponto: Caso não aconteça uma das
situações acima, o jogador perderá um ponto quando errar o saque, errar
na hora de rebater, tocar consecutivamente duas vezes na bola, a bola
cair no campo e bater duas vezes ou sem querer rebater/sacar com o lado
de madeira do raquete.
Roupa adequada: Os jogadores podem
vestir qualquer tipo de camisa, short e saia, desde que quando a bola
for branca ou laranja, somente a gola e as mangas devem ser das mesmas
cores, tudo isso para não confundir o adversário.
sábado, 28 de julho de 2012
A história da bocha....
Origem: O Jogo da Bocha é considerado um dos mais
antigos do mundo, havendo indícios de que ele tenha sido praticado no
Egito e na Grécia antiga. Há controvérsias quanto à sua origem. Alguns
consideram suas raízes italianas, tendo a bocha sido a primeira
organização formada em Turim, em 1888, com um primeiro campeonato
realizado em Gênova, em 1951. Segundo a Federação Paulista de Bocha e
Bolão, os latinos a propagaram extensivamente durante a Idade Média,
tendo sido mais tarde, proibida sua prática, pelo então Patriarca de
Veneza em 1576. Posteriormente, o jogo foi fomentado na Corte de
Elizabeth I da Inglaterra e, mais tarde, imitado na Itália. A Federação
de São Paulo noticia que o jogo foi difundido no mundo por influência
dos povos francês e italiano. Na Itália, a primeira organização
esportiva do Jogo da Bocha foi fundada no dia 4/11/1877, na cidade de
Rivoli, com a denominação de “União do Piemonte” (Almanaque Correio do
Povo, 1976: 152). Em resumo, o Jogo da Bocha tem sido um dos traços
culturais da comunidade italiana.
A emergência do Jogo da Bocha, no Rio Grande do Sul, está relacionada
à chegada dos primeiros imigrantes italianos, em fins do século XIX. Em
Porto Alegre, a comunidade italiana totalizava 10% da população, cerca
de 6.000, em 1893 (Constantino, 1994: 94). Esta comunidade se reunia nos
finais de semana, após a missa (igreja católica), para praticar o Jogo
da Bocha, que representava uma das principais atividades de lazer dos
homens. No princípio, o jogo era realizado com marmelos, fruta típica da
região da serra do Rio Grande do Sul, cujo aspecto é semelhante à bocha
(Ampessan, 2000). Hoje, esse Estado constitui a região do Brasil em que
a Bocha tem mais destaque, embora este esporte possa ser considerado
como parte da cultura de todo o sul do país, tendo portanto uma prática
difusa e ligada às tradições comunitárias locais.
Final do Século XIX: Os imigrantes italianos
fundaram, em algumas cidades do Rio Grande do Sul, as Societàs
italianas, nas quais foi institucionalizado a prática do Jogo da Bocha:
Bagé (Società Italiana di Soccorso Mutuo e Beneficenza, em 01/01/ 1871);
Pelotas (Società Italiana Unione e Filantropia, em 1873); Santana do
Livramento e Rivera (Società Italiana di Mutuo Soccorso, Unione e
Benevolenza, em 07/5/1876); Porto Alegre (Società di Mutuo Soccorso e
Benevolenza, em 10/7/1877); Santa Vitória do Palmar (Società
Benevolenza, em 1879); Rio Grande (Società. Italiana di Soccorso Mutuo,
em 1884); Caxias do Sul (Società Italiana di Mutuo Soccorso di Caxias,
em 11/11/1887); Rosário do Sul (Società Italiana de Bocha Gugliermo
Marconi, final do século XIX); Santa Maria (Società Italiana di Soccorso
Mutuo, em 1892). De acordo com Constantino (1994: 94), desde a década
de 1870 existiam associações italianas em Uruguaiana e Alegrete. Estas
sociedades, além de prestarem um serviço de ajuda mútua aos imigrantes
italianos, também promoviam o ensino e a difusão da cultura italiana
(Licht, 1992).
Início do Século XX: O Jogo da Bocha era praticado
no Brasil sobretudo em festas religiosas, nas zonas de colonização
italiana: São Paulo, sul de Minas Gerais, pequenas comunidades do
Espírito Santo e Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do
Sul. Neste último estado ocorre a expansão do jogo por meio da fundação
de associações esportivas identificadas com a comunidade italiana
(descendentes atuais no país: 25 milhões).
1915: Em 05 de março deste período, é fundada a
Sociedade Gondoleiros no populoso Bairro São João, em Porto Alegre. Além
da bocha, a sociedade desenvolveu outros esportes como o Tênis, bolão,
judô, futebol de salão e patinagem (Licht, 1992). Os fundadores foram:
“Oscar Hampe, Francisco Düring, Oscar Ansolch, Antonio Brayer, Walter
Sperb, Domingos Vergona, José Sanguineti, José Viana, Antonio Genta,
Alfredo da Fonseca, Alberto Marques, Ulysses Pinto, André Rumi, Américo
Telini, Manoel Silveira, José Manganelli, Hermenegildo Silveira, Carlos
Jostes, Luiz de Batim, Emilio da Silva Pinto, Leonel Candido, Jacob
Ferrantino, Salvador Vigna, Oriovaldo de Oliveira, Hostiano Gomes,
Sebastião Vargas, Antonio Soares da Fonseca, Hugo Garcia, Caetano
Garrafiel e Ataliba Cunha” (Daudt, 1952: 111).
1927: Em 06 de dezembro, é fundada a Sociedade União
Vila Nova pelos imigrantes italianos e seus descendentes, no Parque
Monteggia Vila Nova, em Porto Alegre. Os esportes principais eram a
Bocha e o Futebol (Amaro Júnior, 1942).
Década de 1930: Neste período, o Jogo da Bocha foi
trazido para a América do Sul como um esporte institucionalizado, com
base inicial na Argentina, Paraguai e Uruguai, sendo oficializada com a
fundação da Federação Argentina de Bochas. Conforme De Boni (1994: 99),
no período compreendido entre 1875-1935, aproximadamente 1,5 milhões de
italianos entraram no Brasil e cerca de 100 mil instalaram-se no Rio
Grande do Sul. Neste estado, o Jogo da Bocha expandiu-se, sendo fundadas
as seguintes associações especializadas em Porto Alegre: Club de Bocia
Caminho do Meio (Club Sportivo Caminho do Meio), em 02/12/ 1930 (sede na
Rua São Manoel nº 556); Círculo Operário Ferroviário do Rio Grande do
Sul, em 22/9/1937 (sede na Avenida Farrapos nº 146, sala 44); Club de
Bocias Central, em 02/02/1938 (localizado inicialmente na Rua Beiruth
com a Travessa Simão Kappel, depois mudou para a Travessa São José nº
430, no Bairro Navegantes, em Porto Alegre), cujos fundadores foram José
Groff; Tenente Nicacio Gomes; Julio Lima; Tenente João Amaral; Bruno
Swoboda (Brasil, 1977: 364). No final da década, a maioria das “Società
Italiana” encerrou suas atividades sociais, culturais, filantrópicas e
esportivas ou foram encampadas por outras associações desportivas, em
razão da chamada Lei da Nacionalização – Decreto-Lei nº 868 de 18/11/
1938 (Licht, 1992). A prática do Jogo da Bocha sofreu um forte impacto,
tendo em vista o controle do governo exercido sobre as associações
esportivas.
Década de 1940: No Brasil, este jogo foi reconhecido
como esporte pela Confederação Brasileira de Desportos-CBD, em 1943.
Foi então fundada a Confederação Sul-Americana de Bocha, e organizado o I
Campeonato Sul-Americano Masculino em Buenos Aires, na Argentina, em
1944. Além da Argentina, participaram representantes do Paraguai e
Uruguai. O Brasil não participou porque ainda não era filiado (Ampessan,
2000). A primeira entidade municipal do Estado do Rio Grande do Sul, a
Associação Porto Alegrense de Bocha, cujo primeiro presidente foi
Anselmo Manzoli Filho, foi organizada em 09/04/1942. Esta entidade
extingui-se dois anos depois (04/04/1944) e, na mesma data, foi criada a
Federação Rio-Grandense de Bocha, em cumprimento ao Decreto- Lei nº
3.199/1941 (ato que organizou o esporte brasileiro). As associações
fundadoras foram: Grêmio Esportivo Teresópolis de Bocha, Clube de Bocha
Central, Sociedade União Vila Nova, Esporte Clube São José, Grêmio
Esportivo Renner, Ipiranga Futebol Clube, Grêmio Esportivo Gaúcho,
Associação Desportiva Inca, Sociedade Gondoleiros, Clube Esportivo
Caminho do Meio. A primeira diretoria da Federação foi composta por:
“Antonio Joaquim Mesquita (presidente), João Eugênio Haussen
(vice-presidente), Atílio José Rapone (2º vice-presidente), Hugo Schmith
(secretário geral), Valdemar Aita (secretário adjunto), Oswaldo Dias da
Costa (tesoureiro), Alcibíades Ferreira bastos (tesoureiro), Oldrado
Ramos, Alberto Montego e Euribiades Gomes (membros do Conselho Fiscal)”
(Daudt, 1952: 187).
A Federação Rio-Grandense de Bocha promoveu vários campeonatos em
Porto Alegre. No I Campeonato de Bocha de Porto Alegre, realizado em
1944, participaram dez clubes: Clube Esportivo Caminho do Meio, Clube de
Bochas Central, Clube Bochófilo Navegantes, Sociedade Gondoleiros,
Esporte Clube Ipiranga, Sociedade União Vila Nova, Grêmio Esportivo
Bento Gonçalves, Clube Independente e Clube Teresópolis. Sagrou-se
campeão o Clube de Bocha Central, vice-campeão, o Clube Esportivo
Caminho do Meio e em terceiro lugar, o Grêmio Esportivo Renner. O I
Campeonato Estadual de Bocha foi realizado em 1945, em Porto Alegre, no
qual sagrou-se campeão, o Clube de Bocha Central e vice-campeão, a
Sociedade Caxiense de Bochas. Neste ano, foi fundado o Clube Bochófilo
Navegantes (01/11/1945), em Porto Alegre. Em 1946, o campeão e
vice-campeão do Campeonato Estadual de Bocha foram, respectivamente,
Clube Esportivo Caminho do Meio e Sociedade Caxiense de Bocha.
Participaram do Campeonato Estadual as seguintes associações: Grêmio
Esportivo Mauá (Bento Gonçalves), Clube Esportivo Caminho do Meio (Porto
Alegre) e Sociedade Caxiense de Bocha (Caxias do Sul), que até 1952 era
a única associação de Bocha filiada à Federação. Além de conquistar o
Campeonato Estadual, o Clube Esportivo Caminho do Meio de Porto Alegre,
conquistou o tricampeonato de Bocha no Campeonato de Porto Alegre. No
Campeonato Estadual realizado em 1947, a Sociedade Caxiense de Bochas
foi campeã e o Clube Esportivo Caminho do Meio foi vice-campeão. Em
15/02/1948 foi fundada em Porto Alegre a Sociedade de Bocha Rio Branco. A
década de 1940 apresenta a maior freqüência de reportagens sobre a
Bocha, nos principais jornais porto-alegrenses, em relação às décadas de
1950 e 1960 (Silva, 1997: 68).
Década de 1950: O Brasil se filiou à Confederação
Sul-Americana de Bochas, participando do IV Campeonato realizado na
Argentina por esta entidade, em 1950. Até então, nos jogos brasileiros a
regra praticada era o “ponto” e “bota”. A partir da filiação foram
adotadas as regras oficiais, permanecendo as regras não oficiais somente
em jogos de caráter recreativo. Em 1951 foi realizado o I Campeonato
Mundial Masculino de Bocha, em Gênova (Itália), mas o Brasil não
participou. No ano seguinte a CDB promoveu o V Campeonato Sul-Americano,
em São Paulo. Em 1957, o Brasil participou do II Campeonato Mundial de
Bocha, realizado em Montevidéo (Uruguai). No Rio Grande do Sul, assumiu o
novo presidente na Federação Rio-Grandense de Bocha, Oswaldo Rosa da
Costa, em 1951. Em 1952, assumiu a presidência da Federação
Rio-Grandense de Bocha, Potiguara Freire, que permaneceu até 1962. No
período de 1953 a 1959, foram criadas várias ligas de Bocha no interior
do Rio Grande do Sul: Liga Santanense de Bochas (Santana do Livramento,
07/09/1953), Liga Caxiense de Bocha (Caxias do Sul, 14/12/1959), Liga
Santamariense de Bocha (Santa Maria, 31/03/1959). Também surgiram
algumas sociedades no interior do Estado: Sociedade Bochófila Pratense
(Nova Prata, 24/ 06/1952) e Sociedade Bochófila Rio Branco (Nova Prata,
01/03/ 1959). Em Porto Alegre eram realizados campeonatos com a
participação das equipas locais como: Grêmio Esportivo Renner,
Neugebauer e Zivi (Macchi Jr, 1955: 36).
Década de 1960: No Brasil, foi realizado o I
Campeonato Brasileiro Masculino de Bocha, em 1964, na cidade de São
Paulo, com a participação do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de
Janeiro e Minas Gerais. Sagrou-se campeão o Estado do Rio Grande do Sul,
e São Paulo foi vice-campeão. Em 1966, teve início a participação
feminina na prática deste esporte, culminando na criação de um
departamento feminino pela Federação Paulista e a realização do I
Torneio Misto de Bocha. Em 1968 foi realizado o II Campeonato Brasileiro
de Bocha. No Rio Grande do Sul, a presidência da Federação
Rio-Grandense de Bocha foi ocupada por Antenor Lopes dos Reis, em 1963. O
ex-presidente Oswaldo Rosa da Costa retornou para ocupar a presidência
no período de 1964 a 1966. No ano de 1967, assumiu a presidência Pery
Soares de Souza.
Foram organizadas novas associações de Bocha nas praças e centros de
comunidade de Porto Alegre: Associação dos Moradores da Vila Elizabete e
Parque – AMVEP, em 1962; Associação dos Moradores e Amigos da Vila
Jardim – Vila Jardim, em 1962; e Associação Jardim Barão do Cahy – Barão
do Cahy, em 1969. Neste último ano, no Estado do Rio Grande do Sul
havia 7.563 desportistas praticantes de Bocha, sendo 7.403 do sexo
masculino e 209 “menores”, em 1969 (DaCosta, 1971: 209).
Década de 1970: No Brasil foi realizado o III
Campeonato Brasileiro de Bocha, em 1971 e no ano seguinte o IV
Campeonato Brasileiro. Em 1975, as regras não oficiais, ainda amplamente
utilizadas, geraram a modalidade “Pontobol”, “Rafa” ou jogo livre,
sendo então implantada oficialmente pela Confederação Brasileira de
Desportos – CBD. No Brasil, esta modalidade é praticada apenas nos
estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do
Sul. Em 1978, o Brasil conquistou o título de campeão sul-americano. No
ano seguinte, a Confederação Brasileira de Desportos deixou de dirigir
os esportes não olímpicos, sendo criada em sua substituição a
Confederação Brasileira de Desportos Terrestres-CBDT. No Rio Grande do
Sul, em 1971, assumiu a presidência da Federação Rio-Grandense de Bocha,
Edgar Christmann. Neste mesmo ano, a Associação Leopoldina Juvenil, uma
sociedade fundada pelos imigrantes alemães, inaugurou suas canchas
oficiais de Bocha.
O ex-presidente da Federação Rio-Grandense de Bocha, Pery Soares de
Souza voltou a ocupar a presidência em 1972. Seu intenso trabalho junto a
esta Federação rendeu-lhe o título de patrono da Bocha do Rio Grande do
Sul. Em 1974, Edgar Christmann, novamente ocupou o cargo de presidente
(até 1978). Foram organizadas novas ligas de Bocha no interior do
Estado: Liga Passofundense de Bochas (Passo Fundo, 26/02/1972), Liga
Alegretense de Bocha (Alegrete, 22/07/1974), Clube de Bochas Avenida
(Carlos Barbosa, 01/10/1975). O Primeiro Campeonato Estadual Juvenil de
Bocha de Porto Alegre, cujo campeão foi o Clube Independente e
vice-campeão, o Clube de Atiradores Santamariense foi realizado em 1977.
Foram fundadas várias associações de Bocha pelas comunidades de Porto
Alegre: Centro Comunitário – COINMA (1971); Associação dos Moradores
Passo da Mangueira – AMVIPAM (1971); Associação dos Servidores DEMHAB –
Departamento Municipal de Habitação (1972); Associação dos Moradores de
Conjunto Residencial – Protásio Alves (1972); Recanto da Velha Guarda em
28/12/1976 (atual Sociedade Esportiva Recanto da Alegria – SOERAL);
Associação Comunitária Parque dos Maias – Parque dos Maias (1978) (dados
fornecidos pela SME/PMPA, 2003).
Década de 1980: Neste período, no Rio Grande do Sul,
a Federação de Bocha, possuía 191 clubes filiados por intermédio das
ligas, 16 clubes de Porto Alegre diretamente filiados, e 85 clubes do
interior filiados, totalizando 292 clubes filiados e a inscrição de
12.580 atletas.
As mulheres participaram pela primeira vez, oficialmente, do Jogo da
Bocha em caráter de demonstração visando sua participação nos
campeonatos, em 1983. O I campeonato Sul-Americano Feminino de Bocha,
aconteceu em São Caetano do Sul (São Paulo), em 1987. Também foi
realizado neste ano o I Campeonato Brasileiro Feminino de Bocha, com a
participação de cinco Estados: Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de
Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina, sendo vencedora a equipe de São
Paulo. Em Porto Alegre foi realizado o I Campeonato Feminino de Bocha,
em 1988, cuja classificação foi Glória Tênis Clube (1º lugar), AMVIPAM
(2º lugar), CTG Tiaraju (3º lugar), Rio Branco e Progresso (4º lugar). A
primeira tentativa para transformar a Bocha em esporte olímpico ocorreu
durante a realização do Campeonato Mundial na Itália, em 1989. Os
dirigentes esportivos da Confederação Brasileira de Desportos Terrestres
(atual Confederação de Bocha e Bolão), Nelson Nogarolli (presidente), e
Adão Gomes dos Santos (vice-presidente) participaram do encontro com
dirigentes europeus para discutir o assunto. Com o falecimento do
vice-presidente e o pedido de demissão do presidente da CBDT, as
propostas não foram encaminhadas (Ampessan, 2000).
Década de 1990: Foi instalada a Confederação
Brasileira de Bocha e Bolão, cujo primeiro presidente foi Victorio
Pellicari, em 4/5/1991. Em 1992, foi criada a Confederação Paulista de
Bocha, com sede em São Paulo, que passa então a ser responsável pela
administração e organização dos eventos, em 1992. Realizado o Campeonato
Mundial de Bocha, na cidade de Garibaldi (Rio Grande do Sul), em 1998,
no qual o Brasil conquistou o primeiro lugar. Neste mesmo ano aconteceu o
Campeonato Mundial de Seleções em Erechim (Rio Grande do Sul) como
também o Primeiro Campeonato Brasileiro de Bocha Rafa.
Este período foi um marco para a Federação Rio Grandense de Bocha,
que contabilizou aproximadamente 40 ligas, 310 clubes e 11.600 atletas
filiados, sendo 10.000 homens e 1.600 mulheres, sem contabilizar os
praticantes de cancha de rua (Achilles Ampessan, entrevista em
11/11/2003). As cidades onde a bocha se destacou foram Santa Maria, que
tinha a maior liga de clubes, São Sepé, Uruguaiana e Alegrete. Nos Jogos
Intermunicipais do Rio Grande do Sul (JIRGS), as competições de bocha
(categoria masculino e feminino) integraram a programação em 1991
(Licht, 1992). Em 1992, foi fundada em Porto Alegre a Società Taliana
Massolin di Fiori, visando promover a prática do Jogo da Bocha, além do
ensino da língua italiana e outros aspectos desta cultura.
A Associação Leopoldina Juvenil construiu uma segunda cancha de Bocha
e “instalações propícias para a realização de campeonatos com a
participação de equipes visitantes, em 1996. Jantares ou churrascos a
moda gaúcha, costumam encerrar as disputas” (Teixeira, 2001: 94). As
quatro equipes oficiais da Sociedade são: Coringa, Faísca, Veteranos e
Amizade. O Jogo da Bocha expandiu-se nos centros de comunidade e praças
de Porto Alegre: Associação Esportiva Bochófila Chácara das Pedras –
Chácara das Pedras (1990); Centro Comunitário Parque Madepinho – CECOPAM
(1991); Centro Esportivo Recreativo Correio do Povo – CERCOP (1992);
Departamento de Bocha da Praça Piratini – Piratini (1992); Liga de Bocha
– INTERCAP (1992); e Associação de Bom Jesus – Bom Jesus (1994);
Associação Cristo Redentor – ASSERCRIR (1996).
2000-2002: O Estado do Rio Grande do Sul totalizava,
aproximadamente, 25 ligas de Bocha, 190 clubes filiados e 6.000
atletas, em 2000. A queda de clubes filiados e ligas em relação à década
anterior foi justificada em razão do empobrecimento dos clubes (Telmo
Bonatto Tonhi, entrevista em 06/11/2003 ). Os municípios do Rio Grande
do Sul com número expressivo de atletas eram: Porto Alegre: 995 atletas,
sendo 819 do sexo masculino (M) e 176 do sexo feminino (F); Santa
Maria: 631 atletas, sendo 510 M e 121 F; Garibaldi: 469 atletas M;
Caxias do Sul: 277 atletas, sendo 225 M e 52 F; Cachoeira do Sul: 268
atletas, sendo 198 M e 70 F; Sobradinho: 268 atletas, sendo 263 M e 5 F;
São Borja: 266 atletas, sendo 190 M e 76 F; Nova Prata: 245 atletas M;
Veranópolis: 198 atletas M; Faxinal do Soturno: 175 atletas, sendo 159 M
e 16 F; Passo Fundo: 148 atletas, sendo 93 M e 55 F; Erechim:132
atletas, sendo 107 M e 25 F (Ampessan, 2000: 17). A tradição do jogo da
Bocha no Estado foi um dos fatores que influenciou a realização do
Campeonato Mundial de Seleções na cidade de Garibaldi. Do total de 16
campeonatos brasileiros de bocha realizados até o ano 2000, o Rio Grande
do Sul é o Estado com maior número de vitórias (8) seguido de São Paulo
(5) e Santa Catarina (3). O Estado do Rio Grande do Sul foi sede do
Campeonato Mundial de Seleções em 2002, realizado na cidade de Venâncio
Aires. No mesmo ano, foi realizado o Campeonato Mundial de Clubes de
Bocha na cidade de Passo Fundo (RS), com a participação de 12 países.
A Federação Rio-Grandense de Bocha, desde 2001, publica,
quinzenalmente, “O Bolim”, um boletim organizado por Achilles Ampessan
que informa “tudo sobre a bocha” (entrevista com atletas, carnês dos
campeonatos porto-alegrenses, torneios e campeonatos realizados no
Estado e país, dados históricos sobre o Jogo da Bocha e textos sobre
saúde, ambiente, educação, entre outros temas). Em 2002, foi organizada a
Associação de Bocha Chico Mendes, no Parque Chico Mendes em Porto
Alegre.
Situação Atual: Oficialmente, existem no mundo,
quatro modalidades deste jogo, a saber: Zerbin – reconhecido pela
Federation Internacionale de Boules; Punto-Rafa-Vollo –Confederazion
Boccistica Internazionale; Sul-Americana – Confederação Sul- Americana
de Bochas e; Bocha-Rafa – praticada apenas no Brasil. Neste país,
segundo a Confederação Brasileira de Bocha e Bolão, existem 10
Federações filiadas. Somando-se todas as Federações têm-se
aproximadamente 78 ligas e um número estimado de 620 clubes cadastrados
nas Federações. Há ainda informação de um número expressivo de clubes
onde o Jogo da Bocha é praticado, porém sem registros nas Federações. No
Brasil a Bocha é praticada nos estados de Minas Gerais, São Paulo,
Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Mato Grosso
do Sul tanto na versão comunitária de lazer como na esportiva.
A Federação Rio-Grandense de Bocha é considerada a maior federação de
esporte amador do país em razão do expressivo número de clubes
organizados com sede própria e estatuto (Walques Batista dos Santos,
entrevista em 06/11/2003). Em 2003, os atletas gaúchos, representando a
Confederação Brasileira de Bocha e Bolão, participaram do Campeonato
Mundial de Seleções realizado na Suíça, no qual o Brasil obteve o 3º
lugar entre 20 países participantes. De acordo com Ampessan (2000), as
competições realizadas nos países sul-americanos seguem regulamentos
diferenciados dos países europeus, sendo que esta falta de uniformidade é
um dos fatores que impede a transformação da Bocha em um esporte
olímpico. A Federação Rio-Grandense de Bocha e a Federação Bochófila
Paulista, juntamente com dirigentes da Confederação Brasileira de Bocha e
Bolão estão retomando o debate a respeito da inclusão do esporte da
Bocha nos Jogos Olímpicos.
No mês de janeiro, a Federação Rio-Grandense de Bocha promove os
campeonatos de bocha nas praias. Tradicionalmente, em Capão da Canoa é
realizado o Campeonato Praiano de Bocha e na praia de Rainha do Mar o
Campeonato Praiano de Veteranos (O Bolim, nº 35, 10/12/2003, p. 2). Além
dos clubes, a Bocha é praticada em canchas públicas localizadas,
especialmente nas praças e parques de Porto Alegre. Por exemplo, no
Parque Moinhos de Vento, Parque Marinha do Brasil, Parque Harmonia,
Parque Farroupilha (Redenção), na Vila do IAPI. Nas canchas localizadas
no Parque da Redenção, no local denominado Recanto da Alegria, a
freqüência de jogadores em alguns dias ultrapassa os 150 competidores,
que tem idade superior a 40 anos de idade (Steiger, 1987). A Secretaria
Municipal de Esportes, Recreação e Lazer (SME) de Porto Alegre promove,
anualmente, campeonatos de Bocha dirigidos às associações de Bocha que
possuem canchas naturais e canchas sintéticas. O Campeonato de Bocha
realizado em 2003 contou com a participação de nove associações com
canchas naturais, cada uma representada por 24 atletas, totalizando a
participação de 216 atletas.
No campeonato de Bocha em canchas sintéticas participaram 14
associações, totalizando 444 atletas, a saber: Associação dos Moradores
da Vila Elizabete e Parque – AMVEP, com 90 associados (sede na Avenida
21 de Abril, 792 – Sarandi); Associação dos Moradores e Amigos da Vila
Jardim – Vila Jardim, com 50 associados (sede na Avenida Saturnino de
Brito, 1350, Vila Jardim); Associação Jardim Barão do Cahy – Barão do
Cahy, com 70 associados (sede na Rua Ari Barroso, 855); Associação dos
Moradores Passo da Mangueira – AMVIPAM, com 110 associados (sede na Rua
João Luderitz, 285 – Passo D’Areia); Centro Comunitário – COINMA, com 25
associados (sede na Rua República do Peru, 380); Associação dos
Servidores DEMHAB – Departamento Municipal de Habitação, com 18
associados (sede na Rua Conde D’Eu, 1057 – Santana); Sociedade Esportiva
Recanto da Alegria – SOERAL, com 130 associados (sede na Rua José
Bonifácio, s/nº – Parque Redenção); Associação Comunitária dos Moradores
do Bairro Anchieta – ACOMBA, com 30 associados (sede na Avenida Jaime
Vignoli, 85); Associação dos Profissionais em Telecomunicação e
Tecnologia da Informação – ASTTI, com 80 associados (sede no Beco Souza
Costa, 750 – Jardim Ipu); Associação dos Amigos da Praça Franck Long –
Franck Long, com 80 associados (sede na Avenida Grécia, 707 – Passo D’
Areia); Associação de Bocha Marechal Mesquita – Marechal Mesquita, com
45 associados (sede na Rua Carlos Ferreira, 160, Teresópolis);
Associação Esportiva Bochófila Chácara das Pedras na Chácara das Pedras,
com 60 associados (sede na Avenida Teixeira Mendes, 830); Liga de Bocha
– INTERCAP, com 50 associados (sede na Rua Doutor Fernando Ortiz
Schneider); Departamento de Bocha da Praça Piratini – Piratini, com 65
associados (sede na Praça Piratini); Associação Cristo Redentor –
ASSERCRIR, com 60 associados (sede na Rua Sapé, 800) (dados fornecidos
pela SME/PMPA, 2003).
A historia da pipa...
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A
história das pipas é recheada de mistérios, de lendas, símbolos e mitos,
mas principalmente de muita magia, beleza e encantamento. Tudo de ter
começado quando o homem primitivo se deu conta de sua limitação diante
da capacidade de voar dos pássaros. Essa frustração foi o mote para que
ele desse asas a sua imaginação.
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| No Egito hieróglifos antigos já contavam de objetos que voavam controlados por fios. Os fenícios também conheciam seus segredos, assim como os africanos, hindus e polinésios. Até o grande navegador Marco Polo (1254 - 1324) explorando-lhe as potencialidades, embora levado por motivos menos lúdicos. Conta-se que, em suas andanças pela China, ao ver-se encurralado por inimigos locais, fez voar uma pipa carregada de fogos de artifício presos de cabeça para baixo, que explodiram no ar em direção à terra, provocando o primeiro bombardeio aéreo da história da humanidade.Nos países orientais foi e continua sendo grande a utilização de pipas com motivos religiosos e místicos, como atrativo da felicidade, sorte, nascimento, fertilidade e vitória. Exemplo disto são as pipas com pintura de dragões, que atraem a prosperidade; com uma tartaruga (longa vida); coruja (sabedoria) e assim por diante. Outros símbolos afastam maus espíritos, trazem esperança , ajudam na pesca abundante. As pinturas com grandes carpas coloridas representam e atraem o desenvolvimento do filhos. Nesses aspectos mistico-religiosos, continua sendo muito grande a utilização de pipas como oferenda aos deuses nos países orientais. Um dos quatro elementos fundamentais da civilização ocidental, o vento no caso das pipas, passou rapidamente de inimigo a aliado, pois com o domínio correto de suas correntes e velocidades, o homem conseguiu inteligentemente chegar perto do sonho de voar. O grande mestre e pesquisador de pipas e ação dos ventos é um eolista, palavra criada a partir de Éolo, o deus dos ventos na mitologia grega. Quando Ulisses, famoso personagem do livro Odisséia, de Homero, chegou à ilha Eólia, foi muito bem recebido pelo rei, que o hospedou e a seus companheiros durante um mês. Ao partir, o herói recebeu uma caixa contendo todos os ventos e que deveriam continuar aprisionados, com exceção de um, que, solto, levaria o navio diretamente de volta a Ítaca, sua cidade natal. No caminho os companheiros de Ulisses imprudentemente abriram a tampa, pensando que continha vinho. Saíram de dentro da caixa os ventos proibidos e furiosos que tocaram o navio para trás. Éolo entendendo que aquela gente teria alguma oculta maldição dos deuses, não os ajudou e ainda por cima os expulsou da Eólia. A histórias das pipas data de muitos séculos e se confunde com a própria história da civilização, sendo utilizada como brinquedo, instrumento de defesa, arma, objeto artístico e de ornamentação. Conhecido como quadrado, pipa, papagaio, pandorga, barrilete ou outro nome dependendo da região ou país, ela é um velho conhecido de brincadeiras infantis. Todos nós, com maior ou menor sucesso, já tentamos empinar um. E temos obrigação de preservar sua beleza e simbologia, pois uma infância sem pipa certamente não é uma infância feliz. As pipas adornam, disputam espaço, fazem acrobacias, mapeiam os céus. São a extensão natural da mão, querendo tocar nas ilusões. Ciência, Descobertas e Pesquisas Além do aspecto puramente lúdico, de lazer e encantamento diante das possibilidades de fazer com que os ventos trabalhem a nosso favor, as pipas, ao longo da história, tiveram uma importância fundamental nas pesquisas e descobertas científicas. O inglês Roger Bacon, no ano de 1250, escreveu um longo estudo sobre as asas acionadas por pedais, tendo como base experiências realizadas com pipas. O gênio italiano Leonardo Da Vinci, em 1496, fez projetos teóricos com nada menos que 150 máquinas voadoras, também baseados na potencialidade das pipas. No século 18, época das grandes descobertas, o brasileiro Bartolomeu de Gusmão mostrou os projetos de sua aeronave Passarola ao rei de Portugal, graças a estudos conseguidos através das pipas. |
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Em
1894, B.F.S. Baden Pawell o irmão mais novo de Baden Pawell, o fundador
do escotismo, elevou-se três metros do chão por um trem de quarto pipas
hexagonais com 11 metros de envergadura cada, tornando-se o primeiro homem
erguido do chão com auxílio de pipas, fato que mais tarde seria repetido
em escala militar por exército durante a 1a Grande Guerra Mundial. Em
12 de dezembro de 1921, Marconi utilizou pipas para fazer experiências
com a transmissão de radio, teste que, mais tarde, seriam utilizados por
Graham Bell em seu invento, o telefone.
Mais recentemente, durante a II Guerra Mundial, uma pipa em forma de águia seria empregada pelos alemães para observar a movimentação das tropas aliadas ou como alvo móvel para exercícios de tiros. Os exemplos se multiplicam. Nós brasileiros conhecemos as pipas através dos colonizadores portugueses por volta de 1596 que, por sua vez, as conheceram através de suas viagens ao Oriente. Um fato pouco conhecido de nossa História deu-se no Quilombo dos Palmares, quando sentinelas avançadas anunciavam por meio de pipas quando algum perigo se aproximava - mais uma prova de que a pipa era conhecida na África há muito mais tempo, pois os negros já cultuavam-na como oferenda aos deuses. A exemplo do Éolo da mitologia grega, os negros também tinham o seu deus dos ventos e das tempestades, personificado na figura de Iansã. Através desses fatos temos uma gama muito grande de utilização das pipas através dos tempos. Elas simbolizam o poder espiritual dos homens, um grande instrumento na busca de novas descobertas e objeto capaz de tornar realidade o antigo desejo de voar, o sonho de Ícaro e de toda humanidade. |
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