quinta-feira, 20 de setembro de 2012

As origens do motociclismo.....

A história do Motociclismo

Todos nós devemos muito a esse cidadão aí em cima. O nome dele é Gottlieb Daimler, ele viveu entre os anos de 1834 e 1890 e... inventou a motocicleta!
Para chegarmos às verdadeiras fontes do motociclismo, é indispensável um passeio pela Europa do século XVIII, época de nobres e aristocratas ávidos por passatempos modernos, um ambiente favorável aos mais variados tipos de invenções. Muitas delas eram pura vigarice, pedras de gelo do Pólo Norte, árvores do dinheiro e outras enganações do gênero. A luz verde do transporte em duas rodas acendeu primeiro na França, em 1790, quando o criativo (e riquíssimo) Conde de Sivrac uniu duas rodas do mesmo tamanho por meio de uma pequena tábua de madeira, onde o "condutor" sentava. O movimento era dado apoiando alternadamente os pés no chão. O estranho veículo, batizado de celerífero, foi sucesso imediato e logo virou mania, especialmente entre a "jovem guarda" da ocasião, apesar das dificuldades para apontá-lo na direção desejada...
Aí está uma réplica da Draisiene, o primeiro veículo bípede da história, inspiração para Otto, Daimler e seus asseclas, que "só" tiveram o trabalho de colocar o motor...
Em 1817, outro nobre, o alemão Barão Drais aperfeiçoou o celerífero, instalando um eixo vertical e um "garfo" na roda dianteira, o que permitia "guiar’ o engenho. Ele rebatizou o veículo como Draisiene, e vendeu muitas unidades da sua versão "franco-alemã" da bicicleta. Logo depois apareceu o biciclo, um primitivo velocípede, outra tentativa de invenção do Barão Drais, com roda traseira de diâmetro diferente, para que a rudimentar pedalada rendesse mais impulsão ao veículo.
Cinqüenta anos mais tarde, o inglês Lawson inventa a transmissão por corrente e o selim, ao passo que em 1885 é lançada a lendária Rover, de J. J. Starley, a grande sensação entre os poderosos da Europa. Reis, rainhas e imperadores não dispensavam um "rolé" de Rover, um brinquedo caro, mas de grande potencial como meio de transporte, especialmente na descida...
Uma Roper a vapor de 1869.
No século XIX, em plena era industrial, a engenharia européia tentava de tudo para motorizar o biciclo (ou qualquer coisa que se movesse). Os motores já existiam, mas eram estacionários, enormes e de funcionamento precário. Os propulsores "funcionavam" tendo como "combustível" a pólvora, ar comprimido, eletricidade (com baterias),acetileno, corda (tipo relógio), a gás ou a vapor. Eram engenhocas gigantescas,impróprias para montagem em veículos, a tração animal ainda era o meio de transporte do momento...
Como tudo começou
O alemão Gottlieb Daimler pode ser considerado o "pai do motociclismo". Ele nasceu em Bad Cannstatt, cidade vizinha de Stuttgart, e desde pequeno mostrou uma inclinação especial para os desafios da engenharia mecânica. Depois de se formar, Daimler passou a trabalhar na Gasmotoren - Fabric Deutch, dirigida pelo famoso engenheiro Nikolaus Otto, o inventor do motor de ciclo Otto. Daimler tinha projetos diferentes em mente, o que desagradou o patrão, que o pôs no olho da rua, mesmo pagando grande indenização.
Uma panorâmica da primeira oficina de motos de todos os tempos, na verdade a garagem de Gottlieb Daimler...
Essa verba permitiu que Daimler passasse a pensar exclusivamente em seus inventos. Daimler convenceu seu ex-colega da Gasmotoren, Wilhelm Maybach a trabalhar com ele em uma oficina improvisada no quintal da sua casa em Bad Cannstatt. Já em princípios de 1855 surgia a primeira criação conjunta, um motor de 264 centímetros cúbicos com meio cavalo de força a 500 rotações por minuto, dimensões inéditas para o que se fazia até então. Esse motor, denominado carrilhão, era movido a gás, mas Maybach desenvolveu um flutuador de carburador, introduzindo a gasolina como combustível.
Mas na época ninguém usava gasolina e o risco de explosões era enorme, o que levou a dupla de inventores a informar que o carrilhão era movido a gás e petróleo, o que evidentemente não correspondia à realidade. Depois de alguns estragos, e para a alegria da vizinhança, o motor passou a funcionar bem. O próximo passo era adaptá-lo num veículo. Foi aí que se pensou no biciclo, veículo que se adaptava muito bem à situação , além de ser de fabricação simples, prática e barata; o dinheiro da indenização da Gasmotoren estava chegando ao fim...
Um propulsor Dedion Bouton, o precursor de todos os motores de motocicletas conhecidos.
Em 29 de agosto de 1885, Daimler obtém o registro número 36.423, no Departamento Imperial de Patentes. Seu invento, batizado de Einspur, mais se parecia com um biciclo para crianças, com o tradicional chassis de madeira rodas de apoio. Mas o que mais chamava a atenção era o motor, que gerava 0,5 cavalos de força a 600 rotações por minuto. Em novembro daquele ano, o teste final do novo veículo, que percorreu os três quilômetros que separam a cidade de Bad Cannstatt até Untertürkheim (um bairro da cidade de Stuttgart) em meia hora, a uma velocidade média de 6 km/h. Com o sucesso do teste, Daimler e Maybach deram por cumprida sua missão de locomover um veículo mediante o uso de motor.
Ao que consta, Daimler nunca teve em mente um modelo específico de veículo. Depois da aprovação do motociclo, seus pensamentos dedicaram-se ao aproveitamento do motor para a locomoção aérea e marítima, acabando por fixar-se no desenvolvimento de um veículo de quatro rodas, o embrião do automóvel. Ainda hoje pode ser visto um exemplar réplica do primeiro motociclo, em exposição permanente no Museu de Munich.
A Orient, a primeira motocicleta fabricada nos EUA.
O projeto do motociclo teve que ser, por assim dizer, "reinventado" em 1894, pelos alemães Heinrich Hildebrand e Alois Wolfmuller. Foram eles que empregaram, pela 1ª vez, a expressão "Motor Rad" ("Roda Motorizada"). No prospecto de apresentação do primeiro motociclo fabricado em série, os inventores anunciavam orgulhosos: "Em testes especiais, é possível elevar a velocidade a uns 60 km por hora. Mas quem ousaria andar a tal velocidade?" E de fato, inicialmente foram poucos os compradores do Motorrad, que com uma cilindrada de 1500cc, já desenvolvia uma potência de 2 cavalos de força.
O novo veículo tinha alguns problemas crônicos, como a ignição, que freqüentemente falhava em plena marcha. Só mais tarde é que a ignição por tubo incandescente foi substituída pela magnética, melhorando substancialmente o rendimento do veículo. Mas a essa altura a fábrica tinha que pagar uma série de empréstimos anteriores, e os sócios acabaram fechando as portas, em 1897.

Mas naquele mesmo ano, os Werner, irmãos franceses que seguiram os passos dos engenheiros alemães, decidiram tentar a sorte no nascente mercado das Motorrad. Foram os Werner que criaram a expressão motocyclette, batizando o 1o motociclo fabricado fora da Alemanha. O sucesso imediato despertou o interesse de outros engenheiros e inventores, impulsionando o novo segmento. Com amplo apoio do governo surge, ainda em 1897, a marca italiana Bianchi.
Os ingleses se apaixonam pelo motociclo e organizam a primeira corrida, batizada de Motorcycle Scrambles, que aconteceu no dia 29 de novembro de 1897 em Surrey, subúrbio de Londres. Era o nascimento do motociclismo de competição, em seus anos mais românticos.
Um raríssimo flagrante: Fausto Macieira nos treinos livres para a Motorcycle Scrambles. Infelizmente a imensa correia de seu protótipo rompeu e nem na oficina de Gottlieb
Daimler havia uma sobressalente...
No ano seguinte, os ingleses, todo poderosos de então, entram no novo mercado para valer. O engenheiro James Norton lança sua própria marca, a Norton, que ficaria famosa ao vencer a primeira prova de motovelocidade no lendário "Tourist Trophy", circuito de estrada da Ilha de Man, na costa da Inglaterra.
A estes pioneiros do motociclismo os nossos entusiasmados agradecimentos, pela criação de tão maravilhoso engenho. Os ingleses têm um ditado sobre a motocicleta: "If there is anything better than a motorbike, God must have kept for him in heaven" ( Se existe algo melhor do que a motocicleta, Deus guardou-o para seu uso no céu).



Os primeiros tempos da motocicleta não eram nada fáceis...

Paralelamente aos primórdios da motocicleta, outras invenções que foram aparecendo muito contribuíram para que ela (e também o automóvel) se desenvolvesse. Assim, em 1887, um tal John Boyd Dunlop, veterinário escocês, preocupado em melhorar as vibrações das rodas (de madeira) do triciclo do seu filho, imaginou uma espécie de sobre roda, feita de um tubo de borracha oco, a prendeu na roda com uma embalagem de tela e a encheu com uma bomba de ar. Era o nascimento do pneu, tendo um veterinário como pai. Como diriam os lutadores de vale tudo, esse John B. Dunlop era...o bicho! Dunlop patenteou o invento em 1888, voltado para a bicicleta, mas ao montar sua indústria verificou que um inventor chamado R. W. Thompson já patenteara algo semelhante, nos idos de... 1846! Apesar das dificuldades, a fábrica Dunlop de Pneus seguiu em frente e atualmente é um dos maiores fabricantes de pneus do mundo, ainda que sob o controle japonês...
Na França, os irmãos Michelin também contribuíram para o rápido aperfeiçoamento dos pneus. Corria o ano de 1889 e eles trabalhavam numa tecelagem , quando lá apareceu um ciclista com ambos os pneus destruídos. Naquela época os pneus (Dunlop) eram fixos, presos à roda por meio de tiras de pano que se rompiam facilmente com as irregularidades do caminho. Para recosturá-las eram necessárias mais de 3 horas, fora o tempo de secagem. Era urgente a invenção de um sistema de reparo que demorasse apenas uns poucos minutos.
O cartaz de um megaevento da época...
Os irmãos Michelin estudaram com profundidade o problema, e 3 meses mais tarde construíram um pneu que se fixava ao aro através de 17 cavilhas, bastavam cerca de 15 minutos para ser desmontado e substituído. O novo pneu foi testado na primeira grande prova de velocidade ciclística, em 1891. O vencedor percorreu incríveis 1208 quilômetros, em 71horas e 30 minutos, com 8 horas de vantagem sobre o segundo colocado, um dos melhores ciclistas da época. Para manter os concorrentes acordados durante o inacreditavelmente longo percurso, os treinadores soavam enormes campainhas junto aos seus ouvidos...
Animados, os irmãos Michelin organizaram uma corrida de Paris a Clermont Ferrand, e para demonstrar a eficiência do seu produto, espalharam secretamente na estrada uma grande quantidade de pregos. Foram ao todo 244 furos, reparados em menos de 3 minutos, na média. Reparem que já naquela época existiam organizadores de corridas movidos por outros interesses que não a esportividade... mas os pneumáticos desmontáveis tinham provado de uma vez por todas que haviam chegado para ficar.
Com os progressos da engenharia, fábricas de motos proliferavam por todos os lugares. Antes da virada do século, as inglesas Ariel (1893), Royal Enfield (1898) e Matchless (1899), disputavam espaço com a belga (?) Sarolea (1898) e as francesas Clement (1898) e Peugeot (1899). Os alemães entram na briga com a NSU (1901), e em 1903 surge a lendária Harley-Davidson, um ícone do motociclismo norte-americano que influenciou muitas gerações de motociclistas.
Uma Puch dos anos 20
A maioria das marcas do início do século 20 era produzida de forma artesanal, e muitas acabaram fechando as portas por conta das guerras e dos rigores da florescente economia internacional. Uma das histórias mais interessantes é a da inglesa Brough-Superior, conhecida como o Rolls-Royce das motos, classificação que deu origem a um processo judicial da Rolls, que depois o retirou espontaneamente, satisfeita com o alto nível da B. Superior e com a associação de conceitos com seus automóveis. O famoso oficial inglês Lawrence da Arábia, depois de uma vida super perigosa e atribulada, veio a falecer num acidente com uma dessas, no quarteirão da sua mansão nos arredores de Londres. Aficcionado por motos, ele possuía outras 6 motos da marca.
Em 22 de dezembro de 1904 surge a Federação Internacional de Motociclismo – FIM, mas foi somente no pós guerra que começaram a ser disputados os campeonatos mundiais de motociclismo, modalidade velocidade, categorias 125, 250, 350, 500 e side car 500cc, no ano de 1949. No motocross, o torneio das nações aconteceu pela primeira vez em 1947, e 10 anos mais tarde, o primeiro mundial de cross, na categoria 500cc, vencido pelo sueco Bill Nilsson. O maior campeão da história do motociclismo é o italiano Giacomo Agostini, com 15 títulos mundiais, 7 na extinta categoria 350cc e 8 na 500cc.
A estranhíssima Millet, a tataravó da RCV 211 V, uma pentacilíndrica como ela...
Em 52 anos de mundial de moto velocidade, os pilotos brasileiros conseguiram vitórias, sendo a primeira em 1973, no GP da Espanha, em Jarama, com Adú Celso Santos, na categoria 350 cc, com uma Yamaha. Já no motocross, os brasileiros jamais venceram uma prova ou conquistaram posições de destaque.
Hoje, a motocicleta está em todos os lugares, com uma infinidade de modelos, cores e tamanhos. O Brasil é o terceiro maior mercado motociclístico do planeta, e poderia ser ainda mais forte se fabricantes, dirigentes e usuários de motos e equipamentos fossem mais conscientes de seus papéis no mundo motociclístico.
As coisas acontecem de forma meio casuística por aqui, mas isso não ocorre só no segmento das duas rodas. As motos surgiram no século 19, atravessaram o século 20 e seguem firmes século 21 a dentro, provando a cada dia que são muito mais que um simples veículo, elas representam um jeito diferente de se viver. Agora mesmo, nesse presente momento, elas cruzam as ruas do Brasil, as areias do Ténéré, as planícies da China ou as neves da Finlândia, desempenhando as mais diversas atividades. Isso não é virtual, é realidade.

sábado, 8 de setembro de 2012

Jogos indígenas.....


Sempre que pensamos em um tipo de competição desportiva, pensamos em Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e até em algum que o nosso país participa muito pouco, como as Olimpíadas de Inverno. Porém, nunca imaginamos os Jogos dos Povos Indígenas.
Organizado pelo Comitê Intertribal Indígena, com apoio do Ministério dos Esportes, os Jogos dos Povos Indígenas têm o seguinte mote: “O importante não é competir, e sim, celebrar”. 

Modalidades disputadas nos Jogos dos Povos Indígenas

Por tudo o que já foi dito anteriormente, as Olimpíadas Verdes vão muito além da realização de um evento esportivo. A importância do encontro ultrapassa a demonstração de força, habilidade, destreza, velocidade e cumprimento de regras. Porém, não podemos esquecer que o centro de integração de tudo isso é o esporte. E como forma de organizar as modalidades, os promotores dividiram as mesmas em três categorias:

Modalidades de integração indígenas
- arco e flecha
- arremesso de lanças
- canoagem
- cabo de força
- corrida de tora
- corridas de velocidade (100 m e 4 x 100 m)
- corrida de resistência (5.000 m)
- natação (travessia em águas abertas)

Modalidades demonstrativas tradicionais indígenas
- lutas corporais, Jikunahati, Hipip,  Katulaywa,  Jawary,  Tihimore, Rõkran, Peikran,  Kagót, Insistró, Jãmparty, Akô, Zarabanata, Meomkey, Mentabenreré, Tumutitekré e Háwanri.

Modalidade ocidental
- futebol de campo masculino e feminino

Das provas demonstrativas tradicionais indígenas, escolhemos duas para apresentar: zarabatana e rõkran.

A zarabatana é uma prova individual onde o participante se posiciona a 20 ou 30 metros do alvo – normalmente uma melancia pendurada em um tripé. O objetivo é atingir o alvo o maior número de vezes. A zarabatana é uma arma artesanal parecida com um cano de aproximadamente 2,5 metros de comprimento. No orifício do cano (de madeira) se introduz uma pequena seta de 15 centímetros. Os índios usam bastante a zarabatana para caçar aves já que ela é silenciosa e precisa.
Jogos dos povos indígenas
Mário Vilela / FUNAI
Zarabatana

O rõkrã já é um jogo coletivo disputado por equipes com dez ou mais atletas e em um campo do tamanho de um campo de futebol. Os atletas carregam bordunas (espécie de bastão) e devem ir rebatendo um coco para que ele ultrapasse a linha de fundo do campo do oponente. O jogo é muito semelhante ao Lacrosse, disputado no Canadá, e que por sua vez é  de origem indígena daquele país.

Conheça agora as regras de algumas das modalidades de integração indígena:

- Arco e flecha: cada etnia pode inscrever apenas dois índios. Cada um deles tem direito a três flechadas em direção a um alvo (desenho de um peixe) que está localizado a 30 m do arqueiro. Ganha mais pontos quem acertar mais próximo do olho do peixe.
Jogos dos povos indígenas
Mário Vilela / FUNAI

- Arremesso de lança: em função de haver muita diferença no material das lanças, o comitê organizador dos Jogos achou por bem padronizar o instrumento e as lanças são então fornecidas pela comissão técnica. Cada etnia pode inscrever apenas um atleta e cada atleta tem direito a três lançamentos. Ganha o participante que fizer o lançamento mais distante.

- Canoagem:  cada etnia pode inscrever uma dupla de indígenas do sexo masculino. Os remos e as canoas são confeccionadas pelos próprios índios. O percurso normalmente é triangular de aproximadamente 300 metros e é demarcado por bóias. Ganha a dupla que ultrapassar primeiro a linha de chegada após o término de todas as baterias.

- Natação: a prova de natação é disputada em rio ou mar aberto e é dividida em uma etapa masculina  e uma feminina. Cada etnia pode inscrever dois atletas no masculino e dois no feminino. Os participantes aguardam o sinal sonoro de largada na areia, semelhante à prova do triatlo, e só então podem sair correndo em direção à água. O percurso tem aproximadamente 100 metros e é disputada uma única bateria.

- Corrida de 100 metros: cada etnia pode inscrever duas equipes – masculina e feminina – compostas por dois atletas. O número de séries eliminatórias varia de acordo com o número de atletas inscritos.

- Corrida de fundo: essa modalidade também possui uma prova feminina e outra masculina, porém, não há limite de inscrição de atletas por etnia. Os atletas devem percorrer um trajeto de aproximadamente 3 mil metros e podem correr calçados ou não.

- Corrida de tora:
até a oitava edição dos Jogos a corrida de tora integrava apenas as modalidades demonstrativas. A partir da nona edição, no entanto, ela passou a fazer parte da competição. Para tanto as toras foram padronizadas – 80 cm de comprimento com 50 cm de diâmetro. A tora é colocada então sobre os ombros do corredor e conduzida individualmente com grande velocidade. Os outros integrantes da equipe podem auxiliar o corredor no equilíbrio da tora sobre o mesmo. A passagem é dinâmica e o condutor da tora realiza um giro colocando-a sobre o ombro do companheiro. A equipe de cada etnia é formada por 12 corredores e três reservas.
Jogos dos povos indígenas
Mário Vilela / FUNAI


- Cabo de força:
  cada equipe, masculina ou feminina, é composta por dez atletas. Ganha a equipe que conseguir trazer a fita que fica no meio do cabo para dentro de seu campo.

- Futebol:
cada etnia pode inscrever uma equipe no masculino e feminino com, no máximo, 18 atletas. O jogo dura 40 minutos, sendo dividido em dois tempos de 20 minutos cada. A comissão técnica dos Jogos em questão pode escolher o piso onde serão disputadas as partidas – grama ou areia.  Essa mesma comissão técnica define também se os jogadores devem disputar a partida descalços ou não.

Jogos dos povos indígenas

Como surgiu o golfe....

Tom Bunker Tom Bunker, frequentemente lembrado pelo primeiro campeonato aberto de golfe.
A origem de qualquer esporte é sempre controversa. Popularmente todos associam o Golfe aos escoceses e possivelmente a maioria das pessoas diria que o esporte foi por lá inventado. Entretanto, o Golfe como é conhecido hoje é ligeiramente diferente dos esportes praticados naquela época e com semelhança. A palavra Golfe (ou Golf em inglês) vem do holandês colf, que era um jogo de taco e bola, semelhante ao Golfe, jogado na Holanda por volta de 1360. Provavelmente foram então os Holandeses, os inventores do esporte.
Ocorre, entretanto que o Golfe como conhecemos hoje e suas principais regras foram escritas na Escócia em 1744, em St. Andrews pelo Royal Ancient Golf Club , hoje a principal instituição regulamentadora do Golfe no mundo. Daí o fato de que muitos associam a criação do esporte aos escoceses.
O golfe é jogado em campos de relva ou em parques apropriados, com um ou mais percursos delimitados. O objectivo do jogo é colocar a bola nesse buraco com o mínimo de tacadas possível. Para dificultar a tarefa, o trajecto até o buraco pode incluir pequenos lagos, poços de areia, árvores e locais com relva mais alta.
O campo de golfe oficial deve ter 18 percursos, que para fins práticos são chamados mesmo de buracos. Assim, um jogador diz que está no buraco 12, por exemplo, quando está percorrendo o caminho que leva ao buraco de número 12. O número de tacadas de cada jogador é acumulado e vence quem completar os 18 buracos com um menor número de tacadas. Os jogadores caminham ao ar livre pelo menos quatro quilómetros por jogo. Uma partida costuma durar em média quatro horas.
As mulheres começaram a jogar golfe profissionalmente somente em 1944.
  A chegada do golfe ao Brasil ocorreu de forma curiosa. No final do século XIX, engenheiros ingleses e escoceses que construíam a Estrada de Ferro Santos - Jundiaí, a São Paulo Railway, convenceram monges beneditinos a ceder parte do terreno do Mosteiro de São Bento para a construção do primeiro campo de golfe do país, na região atualmente situada entre a Estação da Luz e o rio Tietê.

A expansão da cidade em direção ao rio obrigou a transferência do campo, em 1901, para um local próximo à confluência das avenidas Paulista e Brigadeiro Luiz Antônio, local este, até hoje, denominado "Morro dos Ingleses", devido aos tais "ingleses" que jogavam seu golfe ali. Fundou-se então o "São Paulo Country Club", que teve o primeiro campeonato interno vencido por J. M. Stuart, em 1903. Depois de nova transferência para o Jabaquara, o campo foi estabelecido definitivamente em 1915 num terreno cedido pela Light, na região de Santo Amaro, com o nome de São Paulo Golf Club. No mesmo ano surgiram mais dois campos, o Santana do Livramento Golf Club, no Rio Grande do Sul, e outro na cidade de São Vicente, no litoral de São Paulo, num terreno que foi entregue a Henrique Lisboa Wright para saldar uma dívida, posteriormente transformado num campo de nove buracos. Wright é avô de Jesse Rinehart Jr., que anos mais tarde seria um dos fundadores e primeiro presidente da Confederação Brasileira de Golfe.

No Rio de Janeiro, na década de vinte, nasce o Gávea Golf & Country Club, encravado entre o mar e as montanhas, um dos campos mais bonitos do mundo. Na década de 30, o Itanhangá, cujo percurso atual em nada lembra o trajeto plano e fácil construído por aduladores para facilitar o jogo do presidente Getúlio Vargas, que não tinha bom desempenho no difícil campo do Gávea. Na mesma época foram construídos o Porto Alegre Country Club, no Rio Grande do Sul, e o Graciosa Country Club, no Paraná. Em 1939, surgia um garoto de Santana do Livramento, com conquistas que marcariam para sempre a história do esporte no Brasil

Como surgiram os jogos de tebuleiro...


Ninguém sabe ao certo precisar quando surgiram os jogos de tabuleiro. Estima-se que eles tenham origem na antiga Mesopotâmia e Egito cerca de 4.000 anos atrás. Porém foi com a expansão do Império Romano que esses jogos se tornaram populares e se expandiram pela Europa. 

Os jogos de tabuleiro ajudam os jogadores a desenvolver a memória e o seu raciocínio lógico e abstrato. O mais tradicional e conhecido é o Xadrez, ele surgiu com a o intuito de ser uma maneira de ensaiar jogadas de guerra e treinar estratégias de combate. 

Jogo de damas
Desenhos encontrados em tumbas egípcias indicam que os primeiros tabuleiros surgiram por volta do ano 2000 a.C., com o objetivo de treinar movimentos de guerra. Quando chegou à península Itálica, tornou-se um passatempo popular entre os nobres romanos. Mas foi na Idade média que ele virou o jogo que conhecemos hoje: enquanto os reis jogavam xadrez, as mulheres preferiam usar peças iguais e seguir regras mais simples. Virou um jogo de damas.
Dominó
Acredita-se que o jogo tenha sido inventado pelo soldado chinês Hung Ming, no século 3 a.C. Com 28 peças feitas de marfim ou osso e pontos marcados de 0 a 6, o jogo se popularizou e chegou à Europa. Lá, virou mania entre os padres que, sempre que ganhavam uma partida, diziam: Domino gratias!, “graças a Deus” em latim. Sem querer, acabaram batizando o jogo.
Tangran

Muitos quebra-cabeças geométricos foram criados ao longo dos anos – o grego Arquimedes, que viveu entre 287 e 212 a.C., já mencionava em seus manuscritos um curioso quebra-cabeça que ficou conhecido como Stomachion. No entanto, nenhum deles conquistou a popularidade do chinês Tangram.
Ninguém sabe ao certo a origem do Tangram – embora o primeiro livro sobre o assunto tenha surgido em 1813, sabe-se que o jogo já existia há muito tempo quando ele foi publicado. O que se sabe é que ele foi trazido para o Ocidente pelo capitão americano M. Donnaldson em 1815, e que em três anos a Europa inteira se divertia montando figuras com as peças do Tangram.
Outro mistério é a origem do nome Tangram. Os chineses chamam-no de “qi qiao ban”, o que significa “sete placas da astúcia” ou “sete placas da habilidade”. Mas ninguém sabe ao certo a origem do nome ocidental; há quem diga que seja uma corruptela de um antigo vocábulo inglês que significa “quebra-cabeça” ou “bugiganga”, mas também há uma teoria que liga a palavra à dinastia Tang, que governou a China de 608 a 907 d.C.
Um dos motivos para o sucesso do Tangram é sua elegância. Composto por apenas sete peças – um quadrado, um paralelogramo e cinco triângulos retângulos – é possível se formar milhares de figuras com um jogo (a conta já passava dos 6 mil apenas com os problemas sugeridos durante o século XIX!). A versatilidade das peças é tamanha que com elas é possível compor pássaros, gatos, árvores, pessoas… Para não falar de uma infinidade de figuras geométricas.
A maneira mais simples de se obter um conjunto de peças de Tangram é recortá-las em um pedaço de papel. No entanto, trabalhar com peças mais elaboradas é bem mais satisfatório – além da tradicional madeira, existem kits feitos em vidro, mármore, cerâmica e até marfim e carapaça de tartaruga!
Jogar Tangram é muito fácil: escolhe-se uma forma e tenta-se montá-la com as sete peças, sem sobrepor umas à outras, no menor tempo possível. 
Mahjong

Criado na corte do rei de Wu, na China, em 500 a.C.? Ou elaborado por oficiais do exército chinês? Dizem que era uma atividade exclusiva da nobreza (e que os plebeus que fossem pegos jogando eram simplesmente decapitados!), e alguns chegam a afirmar que o próprio Confúcio deu uns pitacos nas regras. Mitos à parte, a verdade é que o Mahjong é um jogo apaixonante, popular na Europa, nos Estados Unidos e, principalmente, na China e no Japão – mas ainda desconhecido do público brasileiro.

O que se sabe ao certo a respeito da história do jogo é que seu primeiro registro data de cerca de 1880, na China. Apesar de jogado com peças (geralmente de plástico, mas também feitas com ossos, madeira ou marfim), o jogo é descendente de um jogo de cartas chamado Ma-Tiao – assim, o Mahjong está mais para o Buraco ou a Tranca que para o Dominó.
Em 1920, o americano Joseph Park Babcock publicou um livro com regras do Mahjong adaptadas para o público americano. O sucesso foi estrondoso, e por quase uma década o jogo foi mania nos EUA e na Europa. Infelizmente, as regras de Babcock não eram muito fiéis às originais, e muita gente ainda hoje joga com essas regras “simplificadas”.
Mas afinal, como se joga o Mahjong? Antes de mais nada, os componentes: são 144 peças, sendo que 108 são numeradas de 1 a 9 e divididas em três naipes (Bambu, Círculos e Caracteres). Das restantes, 16 são ventos (quatro de cada: Norte, Sul, Leste e Oeste), 12 são dragões (três quartetos), 4 são flores (ameixa, orquídea, crisântemo e bambu) e 4 são as estações do ano (primavera, verão, outono e inverno)*.
Embaralham-se as peças e monta-se o chamado ‘muro’, que nada mais é do que o suprimento de onde os jogadores irão comprar. A divisão inicial das peças, pelas regras tradicionais, é feita seguindo um verdadeiro ritual, mas que tinha razão de ser: era comum o Mahjong ser jogado a dinheiro, e o burocrático processo serve para dificultar trapaças.
Cada jogador recebe treze peças. No início de sua jogada, compra uma peça e, no final dela, descarta uma peça. O objetivo é formar conjuntos com as peças, da seguinte maneira:
- Trincas (Pung) são compostas por três peças iguais
- Quadras (Kong) são compostas por quatro peças iguais
- Sequências (Chow) são sempre três peças do mesmo naipe, com números sequenciais
- Pares são combinações especiais; para ‘bater’, o jogador deve ter um (e apenas um) par em sua mão.
O jogador que obtiver primeiro um par e quatro das outras combinações faz “Mahjong” (ou seja, ‘bate’). O jogo é interrompido e é feita a contagem de pontos.
Uma das curiosidades do Mahjong é que qualquer jogador pode ‘roubar’ a vez de jogar se a peça descartada por um oponente permitir que ele forme um Pung, Kong ou Chow. Nesse caso, o jogador compra a peça descartada e deixa a combinação aberta na mesa, para que todos possam vê-la.
O sistema de pontuação varia bastante de acordo com a regra utilizada, mas geralmente o jogador que descarta a peça que dá a vitória a um oponente ‘paga’ pontos ao vencedor – ou seja, é muito importante ficar atento ao que já foi descartado e ao descarte de cada oponente (especialmente os que já têm várias combinações abertas em frente a si).
Conseguir um conjunto de peças de Mahjong não é difícil: além de poder ser comprado pela Internet, lojas de produtos orientais costumam vender caixas do jogo – especialmente em regiões com comércio especializado, como o bairro da Liberdade, em São Paulo. Só evite comprar um kit em que o naipe de caracteres não seja acompanhado por números ocidentais – caso contrário, os jogadores terão de memorizar os números chineses…
Fanorana

Fanorona é o jogo nacional de Madagascar. Inventado durante o século XVII, é jogado num tabuleiro igual ao do Alquerque só que mais longo. É um jogo intrigante pela sua regra bastante original de captura de peças. Neste jogo a captura não é feita saltando-se sobre peças adversárias ou ocupando seu lugar, como na maioria dos jogos tradicionais. No Fanorona é possível capturar uma linha inteira de peças adversárias apenas movendo uma de suas peças para perto desta linha. Além disso, a forma como uma partida se desenvolve, com o início bastante violento seguido de uma fase relativamente mais pacífica, é completamente diferente de qualquer outro jogo tradicional.
Existem três variedades: Fanorona-Telo (jogada em um tabuleiro de 3×3); Fanorona-Dimy (jogada em um tabuleiro de 5×5 casas exatamente igual ao do Alquerque) e a mais conhecida Fanorona-Tsivy. É a essa versão que geralmente nos referimos quando dizemos simplesmente Fanorona.
Ao Fanorona são atribuídas também propriedades mágicas ou divinatórias. Há muitas histórias lendárias a respeito do jogo. Numa delas, conta-se que o Rei Ralambo (1575-1610) estava muito doente e preocupado com o que poderia acontecer a seu reino depois da sua morte, pois não queria dividir seu reino entre seus dois filhos. Mandou chamar os dois e decidiu que aquele que chegasse primeiro teria demonstrado ser o filho mais dedicado e por isso seria seu único herdeiro. Quando o mensageiro do rei chegou ao palácio do filho mais velho ele só foi recebido no dia seguinte, pois o príncipe estava ocupado jogando Fanorona e estava numa situação de telo noho dimy (uma situação bem complicada em que você tem apenas três peças e seu adversário cinco, mas mesmo assim é possível ganhar). O príncipe estava completamente absorvido pela partida. No dia seguinte quando recebeu o mensageiro do pai seu irmão mais novo já tinha tomado seu lugar como herdeiro real.
Em outra história conta-se que em 1895, durante a invasão da capital de Madagascar pelos franceses, a Rainha e seus conselheiros jogaram Fanorona, pois acreditavam que o resultado do jogo poderia dizer quem iria vencer a batalha que estava por acontecer.

Jogo de dados

 A etmologia da palavra dado é incerta . Mas muitos a associam ao particípio passado do verbo dar , referindo-se aao que bé dado , em oposição ao que é adquirido . Numa contraposição entre o que o engenho humano pode obter e aquilo que depende apenas da graça divina . Na india , segundo o pesquisador francês Jean Marie Lhote , parece haver relação entre o radical div , "jogar dados" , deva "deus" e daiva , um misteriosa agente cósmico que governa os destinos . O carater magico dos dados tambem pode ser encontrado na Africa ,  onde certos povos os chamam de "a palavra".


A subordinação do homem ao divino e a tentativa de comunicação com o desconhecido parece ter sido a marca de todas ou quase todas as civilizações da antiguidade. Em um grande número de sociedades, em todos os continentes, o dado pode ter sido, entre outras coisas, um meio de dialogar com os deuses ou uma representação de sua influência sobre o destino do homem. O jogo de dados era, às vezes, dotado de um caráter mágico.
Os dados são possivelmente o componente mais antigo usado pelo homem para jogar. Ao longo da História, assumiram várias formas e foram feitos de diferentes materiais. Os dados mais primitivos eram objetos (tais como grãos e conchas) que podiam cair em duas posições diferentes, com um ou outro lado para cima.
O astragalo de ovelhas e cabras, um ossinho que fica entre o calcanhar e o carpo, é um dado com mais possibilidades, pois pode cair em 4 posições diferentes: o lado plano, o côncavo, o convexo e o sinuoso. Os astragalos eram conhecidos pelos povos asiáticos e mediterrâneos e usados por exemplo para se jogar o Ludus Duodecim Scriptorum, ou Jogo das 12 Linhas, um ancestral romano do gamão.
Outro tipo de dado com 4 faces é o dado com faces retangulares alongadas, usado principalmente na Índia, desde tempos antigos.
Segundo Heródoto, historiador grego da antiguidade, os dados cúbicos teriam sido inventados na Lídia (Ásia Menor). Sófocles afirmava que o inventor dos dados seria Palamedes, numa tentativa de divertir o exército grego durante o longo cerco de Tróia. Ambas teorias têm sido postas em dúvida por achados arqueológicos.
Dados cúbicos com marcas praticamente equivalentes às dos dados modernos foram encontradas em tumbas egípcias datadas de antes de 2000 AC e em excavações chinesas datadas de até 600 AC.
Formas muito variadas de dados podem ser encontradas. Algumas delas são usadas atualmente para se jogar wargames ou RPGs. Entre elas, o tetraedro (com 4 faces triangulares), o octaedro (com 8 triângulos), o dodecaedro (com 12 pentágonos) e o icosaedro (com 20 triângulos). Ao contrário do que se poderia imaginar, há referências muito antigas a alguns desses dados. Os tetraedros foram encontrados em tumbas egípcias e os icosaedros eram usados na Grécia desde antes de Cristo.
Os jogos de dados tradicionais, podem ser divididos em 2 tipos: jogos de dados propriamente ditos e jogos de corrida.
Os jogos de dado propriamente ditos, são jogos onde o foco está nos dados, servindo o tabuleiro simplesmente como marcador de pontos ou de apostas.
Alguns exemplos são: pig(Porco), Martinetti(também conhecido como Ohio e como Centennial, LiarDice(Dados de Mentiroso) e Dreidl (cujo dado é um pião).
Os jogos de corrida com suporte dos dados são jogos em que o objetivo é percorrer uma distância no tabuleiro com seu peão ou com suas peças. Os dados têm como função determinar o número de casas que se pode percorrer.
Exemplos famosos são: Gamão, Ludo, O jogo do Ganso e Serpentes e Escadas.
Sid Jackson, o grande criador de jogos americanos, considera como surpreendente que, apesar de toda a sua longa história e popularidade, muito poucos jogos tenham sido desenvolvidos com o foco nos dados. Além disso, a maioria deles são jogos de azar que oferecem poucas oportunidades de exercer a habilidade ou de tomar decisões. Numa tentativa de preencher esse vazio, Sid Sackson inventou o jogo Solitaire Dice, para ser jogado individualmente, sendo necessário apenas de 5 dados, papel e lápis.
Mancalas 
Os mancalas constituem uma família de jogos em que o tabuleiro consiste de duas, três ou quatro fileiras de buracos, nos quais são distribuídas pedrinhas.
A família dos Mancalas é muito antiga e sua origem é incerta. Espalhou-se por vários continentes e tornou-se muito popular na África.
Uma de suas versões mais comuns é jogada no tabuleiro tradicional egípcio, com duas fileiras de 6 buracos e um buraco maior que ocupa as duas fileiras em cada ponta. Os seis buracos de baixo são seus e o buraco maior da direita é a sua mancala, ou seu depósito de pedras capturadas.

O objetivo do jogo é capturar o maior número de pedras.
O jogo começa em geral com 4 pedras em cada buraco. Sua jogada consiste em escolher um buraco, retirar suas fichas e distribui-las pelos outros buracos, uma por buraco, no sentido anti-horário (em algumas versões do jogo, no sentido horário). Quando você passa por sua mancala, você deixa uma pedra nela como se fosse um buraco normal. Mas a mancala do adversário você pula.
Se a última pedra distribuída cair na sua própria mancala, você joga de novo. E se ela cair em um dos seus buracos e ele estiver vazio, você leva para sua mancala não apenas essa pedra, mas todas as pedras que estiverem no buraco adversário exatamente oposto.
Quando os 6 buracos de um jogador estão vazios, o adversário coloca todas as pedras que estiverem na sua metade do tabuleiro em sua mancala. Somam-se então as pedras e quem tiver mais vence.
Jogos de caça e perseguição

São jogos caracterizados pelo fato incomum no mundo dos jogos de serem disputas entre duas forças desiguais, com objetivos e poderes diferentes.
Geralmente um dos jogadores tem apenas uma peça, com grande mobilidade e poder de captura. O outro tem um numeroso exército, mas suas peças tem mobilidade restrita e não podem realizar capturas. O objetivo do grande exército é cercar a poderosa peça adversária imobilizando-a. O objetivo daquele que só tem uma peça é conquistar um número tal de peças adversárias que não lhes seja mais possível cercar sua única peça.
Há jogos em que o objetivo do exército numeroso é ocupar uma determinada parte do tabuleiro e jogos onde o objetivo da peça poderosa é atingir uma casa segura, representando o sucesso de sua fuga.
Todos esses jogos são tradicionalmente jogados em tabuleiros com pontos ligados por linhas, pelas quais se fazem os movimentos. Alguns foram adaptados para serem jogados no tabuleiro de Damas.
Entre os jogos de caça ou perseguição mais conhecidos temos A Raposa e os Gansos (jogado em diversos países da Europa), Maharajah (da Índia), Hnefatafl (da Escandinávia) e O Leopardo e as Vacas (do Sri Lanka).
Abaixo vemos um tabuleiro de O Leopardo e as Vacas. Nesse jogo 2 leopardos enfrentam 24 vacas.

A origem do rodeio...

Siguraaaaa piãooo....

Depois de vencer a guerra contra o México no século XVII, Os colonos norte-americanos acabaram adotando costumes de origem espanhola. As festas mexicanas e a doma foram o começo. Depois veio o rodeio, que pegou o rumo das fazendas de gado no Centro-Oeste
Em 1869, a cidade de Colorado sediou a primeira prova de montarias em sela, no Deer Trail. Ranchos e fazendas, em ambientes parecidos com filmes de faroeste, serviam de cenários para provas espontâneas. Comum a todos os vaqueiros, tais " diversões " testavam habilidades típicas como o "bronc" que testa a montaria e o laço. Entre 1890 e 1910, o rodeio surgiu como entretenimento público, em vários eventos do Oeste, celebrações de julho e as convenções pecuárias.
O Rodeio veio a ser reconhecido como um esporte competitivo durante as primeiras décadas do vigésimo século. Eventos anuais atraíram audiências regionais e concorrentes ao longo do Oeste. Em meados de 1920, campeonato em Boston e na Cidade de Nova Iorque estavam atraindo a atenção em um âmbito nacional para o novo esporte.
Os Promotores e os Tropeiros
O Rodeio saltou de esporte de vaqueiro a entretenimento público pelos esforços dos promotores. No espírito de empresários do Espetáculo do Oeste Selvagem, estes homens viram a oportunidade de fazer do rodeio um grande evento americano. A visão deles/delas e a habilidade organizacional, ajudaram a popularizar o rodeio além das fronteiras americanas. Hoje, tais promotores individuais foram substituídos em grande parte por comitês locais de rodeio.
Uma parte integrante de rodeio do rodeio do século vinte, são os tropeiros que provêem os cavalos e touros que são essenciais ao esporte. Os tropeiros devem ser homens de negócios, sãos enérgicos, como também são excelentes juizes de gado. Hoje, há quase cinqüenta tropeiros que provêem animais vivos para o mais de 600 rodeio sancionados pela PRCA nos Estados Unidos a cada ano
Organização
Fundada em 1929, a Associação de Rodeio da América (RAA- Rodeo Association of America) era um corpo de gerentes e promotores que trouxeram estrutura para programação de rodeio. O RAA sancionou eventos, juizes selecionados e prêmios de bolsa estabelecidos e sistemas de ponto para determinar os campeões gerais. Desde 1946 a organização agiu como a Associação de Rodeio Internacional (IRA - International Rodeo Association). 

Concorrentes do rodeio permaneceram independentes e desorganizados até 1936, quando um grupo robusto formou a Cowboys Turtle Association (CTA), durante uma greve em Boston no Campeonato Mundial. O CTA buscou prêmios maiores, juizes competentes e aplicação de regras uniformes ao longo do sistema de rodeio. Em 1945 o CTA se tornou a Associação de Cowboys de Rodeio (RCA - Rodeo Cowboys Association), e era associada a Associação Profissional de Cowboys de Rodeio (PRCA - Professional Rodeo Cowboys Association) em 1975.
Profissionalismo
Entre 1950 e 1970, houve um crescimento das organizações trazendo profissionalismo para o rodeio. A formação da National Intercollegiate Rodeo Association (NIRA) em 1948 foi a base para expansão do rodeio as novas gerações de cowboys. A criação da NFR - Final Nacional de Rodeio em 1959 fez com que o campeonato se tornasse mais profissional pois os 15 cowboys de cada modalidade tem que participar de inúmeros circuitos regionais para conquistarem pontuação suficiente para concorrerem a premiação final.
Durante os anos cinqüenta, com uma melhor administração, maior atenção das mídia de esporte e aumento do número de eventos , prêmios e freqüência, trouxeram mudanças dramáticas para o rodeio. Com tais incentivos, muitos cowboys surgiram " no circuito ", exercendo a atividade em tempo integral e evoluíram de artistas ocasionais à atletas profissionais de destaque nacional.
O Rodeio continuou se organizando pelos anos cinqüenta. Publicações da associação, como a Hoofs and Homs e The Buckboard ajudaram a criar uma identidade comum entre o esporte e muitos participantes. Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos dos grandes cowboys se alistaram as forças armadas. Porém, o esporte continuou como um capital patriótico que eleva o evento em defesa do esforço de guerra. A prática do rodeio, e as regras para seu uso, continuaram sendo refinadas.
Os anos cinqüenta são conhecidos como a " Idade Dourada de Rodeio " porque os grandes campeões, como Jim Shoulders, Casey Tibbs, Bill Linderman e Harry Tompkins dominaram o esporte. Em recentes décadas, os ranchos de treinamento, como os realizados por Jim Shoulders e Larry Mahan, contribuíram ao desenvolvimento e performance de atletas de rodeio profissionais.
O profissionalismo crescente, sucesso e altos prêmios no rodeio criaram uma " nova raça de cowboys" que são bem-viajados e bem-educados, articuladores e empreendedores. Como acontece com outros atletas profissionais, os cowboys de rodeio passaram a se preocupar com a condição física e medicina no esporte moderno, para poder manter a competitividade e suportar uma longa temporada no ano.

A história do balonismo....


Literalmente, o céu era o limite para o ser humano. A prática de esportes aéreos vem crescendo e ganhando adeptos pelo mundo inteiro. E não é diferente com o balonismo, que existe há mais de 2 mil anos. Aliás, seria justo que o homem ficasse andando enquanto um pássaro pode voar?

Em 1709, o Padre brasileiro Bartolomeu de Gusmão, com apenas 23 anos, apresentou à Corte do Rei D. João V. de Portugal um balão que subiu cerca de quatro metros, mas se incendiou. Na verdade, ele conseguiu provar que algo mais pesado que o ar poderia planar. Na sua segunda tentativa, o balão conseguiu subir quatro metros, quando foi destruído pelos guardas, com medo de que o padre provocasse outro acidente. Acusado de feitiçaria, o inventor foi perseguido e sua experiência ignorada.

Somente em junho de 1783 aconteceu o verdadeiro nascimento das atividades aéreas com o vôo do balão tripulado dos irmãos franceses fabricantes de papel, Joseph e Etienne Montgolfier, que chegou a atingir cerca de 2 mil metros de altura.

Poucos dias depois, em dezembro de 1783, foi realizado novo vôo tripulado, o primeiro de um balão a gás. O Professor Jacques A. Charles, da Academia Francesa, saiu do jardim das Tulherias com Nicolas Robert, um passageiro. Eles voaram duas horas e meia, a uma altura de 250 metros. Depois, Charles deixou seu passageiro em terra e subiu novamente, atingindo uma altura de cerca de 2700 metros.

O balão do professor Charles mostrou-se bastante superior ao dos irmãos Montgolfier e, com isso, os balões de ar quente ficaram praticamente esquecidos durante dois séculos até que, em 1953, Ed Yost reinventou o balão de ar quente, aquecido por um maçarico alimentado por gás propano. Nasce então o balonismo moderno, que se espalha desta vez em forma de esporte. Em 1963 é levado à Europa um balão de 1600 metros cúbicos, que faz a travessia do Canal da Mancha.

Em 1966 foram construídos os primeiros balões na Inglaterra. Em 1968 surgiu a primeira fábrica (Omega) que, em 1970, dividiu-se em duas empresas. Em 1973 foi realizado o Primeiro Campeonato Mundial e, a partir daí, o crescimento do balonismo foi geométrico.

O Brasil, que afinal fora o pioneiro com Bartolomeu de Gusmão, teve seu renascimento com Victório Truffi, que construiu um balão com a ajuda de um americano, Robert Rechs. Em 25 de outubro de 1970, fizeram o primeiro vôo na América do Sul em balão a ar quente moderno, em Araraquara (SP).

Em julho de 1986, com a realização do Primeiro Encontro Brasileiro de Balonismo em Casa Branca (SP), iniciou-se a organização da atividade no país, culminando com a fundação da Associação Brasileira de Balonismo, em dezembro do mesmo ano. Atualmente existem cerca de 60 balonistas no Brasil, a maioria deles em São Paulo.

É seguro voar de balão?

As estatísticas indicam que o vôo de balão é mais seguro que andar de carro, e as organizações internacionais de segurança aérea indicam o esporte do balonismo como sendo o mais seguro dos esportes aéreos, no Brasil nunca foi registrado um acidente fatal.

Com que roupa que eu vou ?

Os passageiros devem vestir-se confortavelmente como se fossem a uma caminhada no campo, chapéu, boné, sapatos esportivos, agasalho, bermudas, calças jeans, pessoas com pele sencivél devem protejer-se com protetor solar, nós desacomselhamos o uso de calçados abertos tipo sandália ou bermudas pois a relva da manhã estará molhada causando algum desconforto tambem não é necessário bolsas, mochilas, carteiras, chaves, que so poderão trazer preocupação e devrão ser deixadas em segurança com nossa equipe de terra.

Devo tomar algum remedio para enjôo ?

Não pessoas que normalmente enjoam até mesmo em veiculos não tem problemas de enjôo no balão, pois nunca perderá a referencia do horizonte e o balão não balança, nunca presenciei enjôos em balões mas já houve casos de passageiros abusarem desses remedios por precaução e foi difilcil mante-los acordados.

Que combustível é usado nos balões?

O combustível do balão a ar quente é o propano (C3 H8) é um dos componentes do gás de cozinha (GLP) e pode ser adquirido nas companhias de gás.
Até que altura voa um balão ?

Um balão pode chegar a grandes altitudes porém os vôos acontecem geralmente entre 300 metros e 500 metros, onde pode-se apreciar melhor as paisagens acima de 4.000 metros por imposição de legislação somente com equipamentos especiais.

E durante o vôo que altura atingiremos ?

A maior parte do tempo estaremos de 30 a 50 metros pois é uma altura mais comtemplativa das paisagens mas se o teto permitir até 500 metros onde temos uma panoramica geral da região, em dia de céu limpo pode-se ver a uma distância de 100 km.
Quantas pessoas transporta um balão ?

Depende do tamanho do balão, mas o nosso balão transporta de 6 a 12 pessoas, com autonomia de combustível de 3:00 horas se quiser fazer um vôo mais prolongado diminuímos o número de passageiros e aumentamos a quantidade de combustível.
E se furar ou rasgar o balão durante o vôo ?

Mantendo o balão em bom estado e não excedendo seu limite de carga e temperatura isso nunca acontecerá, mas se acontecer o balão suporta pequenos furos de até 25 cm. principalmente se for abaixo da linha do equador. Um acúmulo de furos acarretará perda de ar quente diminuindo a velocidade de subida e a autonomia, com um aumento de consumo de gás.

E se alguem passar mal durante o vôo ?

Até hoje isso não aconteceu, mas supondo que acontecesse vamos pousar imediatamente (menos de 3 minutos) pois o balão não necessita de campo de pouso e pousa quase que verticalmente em espaços bem restritos, e nossa equipe de terra que acompanha o vôo visualmente e via rádio estaria presente ao pouso podendo transportar o passageiro imediatamente e providenciar as medidas cabiveis.

E se pegar fogo durante o vôo ?

O primeiro painel do balão que fica próximo ao maçarico é de nomex o mesmo material usado nos macacões dos pilotos de formula 1 e roupas dos bombeiros, o nylon do balão tem uma camada de impermeabilizante com uma resina anti-chama isto é derrete mas a chama não se propaga, e para completa segurança o balão é equipado com extintor de HALLON muito eficiênte.
Como é dirigido o balão ?

No balão o piloto tem um perfeito controle vertical (subida e descida) porém na horizontal ele irá ao sabor dos ventos, o segredo é escolher uma altitude que tenha vento na direção desejada e navegar pelas várias altitudes onde teoricamente encontraremos ventos cruzados.
Qual a velocidade que o balão atinge ?
A mesma velocidade do vento porém se a velocidade for maior que 10 Knts (18 Km/h) somente pilotos com muita experiência decolam e nunca com passageiros a bordo.

Que tamanho tem um balão ?

Vários tamanhos de balões para 1 pessoa até 32 passageiros esse não é o limite, mas normalmente um balão de 2.500 m³ para 3 a 4 pessoas tem 29 m de altura e 22 m de diâmetro.
Posso levar meus filhos para vôar de balão ?

Cada criança tem uma maneira particular de reação ao balão, mas não há problemas na questão de segurança, porém recomendo que voem a partir de 6 anos, porém somente com autorização e presença dos pais no local.
Quais as condições médicas ?


Não estamos qualificados para dar um parecer sobre a sua condição de voar ou não, para ter certeza que você está apto, se sofrer de qualquer condição médica significativa, ou que tenha se submetido a cirurgia recentemente consulte seu médico, nem todos os médicos conhecem as condições do vôo de balão então peça para que ele nos ligue para que sejam esclarecidas as dúvidas. É importante que você informe qualquer aspecto de sua condição médica ou física que pode ser considerada significativa e possa afetar a sua segurança ou a segurança dos outros. Você não pode voar se estiver grávida ou sob a influência do álcool e ou drogas.
E possoas portadoras de deficiências podem voar de balão ?

É benvinda a participação de pessoas com deficiência em nossos vôos, mas reconhecemos não sermos capazes de avaliar de forma segura como certas deficiências podem apresentar mais dificuldades do que outras. Estamos empenhados em assegurar aos clientes com deficiência que serão dadas todas as oportunidades para participar, por isso solicitamos que nos informe sobre qualquer dificuldade. Pessoas com alguma deficiência ou exceção podem voar, mas precisamos ser notificados com antecedência para que possamos providenciar os meios para o maior conforto e segurança de todos.

Como começar no balonismo ?

Na verdade apenas 25% dos participantes do balonismo são pilotos pois uma equipe é composta de 4 pessoas, 1 motorista carro de apoio e 2 ajudantes que fazem as funções de navegador ou co-piloto. Porém você pode começar como colaborador na Escola Brasileira de Balonismo ou entrar em contato conosco e lhes enviaremos maiores detalhes.
Como me tornar um piloto de balão ?

Inicialmente um atestado médico, que comprove sua saúde, freqüentar um curso teórico, e 16 horas de vôo livre, (custo aproximado US$ 10.000,00 ) após essa experiência você será examinado por um checador oficial da Anac, se aprovado você já poderá sair voando. mais detalhes no site: http://www.escoladebalonismo.com.br/

Como são os campeonatos de balonismo ?

Nas competições de balonismo o objetivo é a precisão, os concorrentes decolam com objetivos determinados pelos juizes da prova devendo cumprir várias tarefas, com o objetivo de alcançarem alvos pré determinados, Um saquinho de areia com uma fita e o numero do competidor é lançado o mais proximo do alvo possível e as distâncias são qualificadas como pontos. Vencer que atingir as melhores marcas e cumprir todas as tarefas estipuladas pela organização.
Quem pode praticar o balonismo ?


O balonismo pode ser praticado por qualquer pessoa, desde que tenha os conhecimentos básicos. Pelo fato do equipamento ser caro, o esporte é restrito a um pequeno grupo de pessoas. A solução encontrada para esse problema é a divisão das despesas pela equipe.

Onde praticar o Balonismo

Os melhores locais para a prática do balonismo são as grandes planícies, com muitos pastos e áreas abertas. Dessa maneira a decolagem, o acompanhamento da equipe de terra e o pouso se tornam mais fáceis. O Brasil pelo seu imenso território, é muito favorável para a prática do esporte e pode ser ainda mais explorado no futuro.


Quais os equipamentos necessários para o balonismo ?

O Envelope é a parte do balão que mais chama a atenção, pelo seu tamanho. Construidos em tecido de nylon, com resinagem especial anti-chama e uma impermeabilizado internanamente.O maçarico alimentado com gás propano fornece a chama que aquece o balão,durante o vôo o piloto controla a altitude pelo aquecimento do balão.Tanque de combustível armazena o gás utilizado para a combustão. A quantidade e o tamanho variam de acordo com o tempo de vôo.Cesto ou nascele contruido de vime, com cabos de aço para sustentação, é o unico equipamento que não houve mudanças desde os primeiros balões.Instrumentos, altimetro,variômetro,marca a velocidade de descida ou subida, termômetro indica a temperatura do envelope do balão, bússola, mapas, rádio aeronáutico e atulmente GPS.Ventoinha um motor acoplado a um hélice é utilizada para encher o balão com ar frio.Veiculo de resgate, como o balão não retorna ao lugar de origem a equipe de balonismo segue o balão por terra providenciando após o pouso oretorno do equipamento e passageiros.


Quanto custa um balão ?

Você pode adquirir um balão de 2 passageiros mais 1 piloto sem instrumentos apartir de US$ 15,000, mas você precisa estar habilitado como piloto para comprar um equipamentoou apresentar um piloto para se responsabilisar pelo balão.

Como surgiu a arrancada......


  

Arrancada ou Drag Racing é uma competição onde dois veículos (carros ou motocicletas) tentam cobrir um determinado percurso, em linha reta, no menor tempo possível, partindo com o carro parado. Diferente da irresponsabilidade de alguns motoristas que ainda teimam em tirar "rachas" na rua, a Arrancada é um esporte onde pilotos bem preparados e em local apropriado competem oficialmente.

Esta modalidade surgiu no leito seco do Lago Muroc no deserto do Mojave na Califórnia, logo após a Segunda Guerra Mundial. No início, jovens americanos apaixonados por velocidade, mas sem muito dinheiro, passaram a construir seus carros a partir de sucatas de roadsters (veículos conversíveis de dois lugares) encontrados em ferros-velhos, transformando-os em supermáquinas equipadas com motores V8 de grande cilindrada.


O resultado deste “casamento” deu origem a verdadeiros bólidos, que mais tarde ganhariam o apelido de hot rods (rods em abreviação a roadsters e em referência às bielas, rods em inglês). As corridas, em princípio, eram apenas diversão e brincadeira para os seus participantes, que mediam a força de seus carros dentro de um percurso de 402 metros (1/4 de milha) pelas ruas da Califórnia.
 
Percebendo que toda essa manifestação dos jovens estava sendo feita sem nenhum critério de segurança nem responsabilidade, surge Creighton Hunter, um apaixonado por motores fortes, que resolveu oficializar a corrida, adotando uma pista de pouso da Força Aérea Americana em Santa Ana (Califórnia) criando assim, a primeira associação para profissionais do esporte de Arrancada.

Além dos Estados Unidos e Canadá, as competições de Arrancada fazem um sucesso inacreditável aqui no Brasil, Austrália, Nova Zelândia , Japão, Aruba, México, Grécia, Malta, África do Sul e em alguns países europeus, como Finlândia, Alemanha, Suécia e Noruega. A distância mais comum é um quarto de milha  (402 m), embora um oitavo de milha  (201 m) também seja bastante popular.
Os primeiros “dragsters” eram pouco mais do que carros da rua com os motores levemente modificados. Posteriormente, os motores e os combustíveis tornaram-se mais exóticos, mais poderosos, e, naturalmente, mais temperamentais. Foi uma tremenda  evolução.
 
A segurança e a inovação foram itens que pavimentaram o desenvolvimento da Arrancada.  Os dragsters superiores de hoje são maravilhas computadorizadas projetadas com perfis lustrosos e superfícies de sustentação traseiras testadas em túnel de vento. São os veículos de aceleração mais rápidos na face da terra.

Com essa evolução, as barreiras da velocidade caíram: 260 mph em 1984; 270 em 1986; 280 em 1987; 290 em 1989. A mágica barreira de 300 mph caiu em 1992. Apenas sete anos mais tarde, em 1999, Schumacher Tony transformou-se o primeiro a atingir 330 mph, em Phoenix, Arizona. Como não poderia deixar de ser, as principais competições, bem como os melhores carros e pilotos estão na terra do Tio Sam, onde os Top Fuels percorrem os 402 mts em aproximadamente 4 segundos, com velocidades superiores a 500 km/h.

Para muitos, competir é um passatempo, mas alguns vêem a Arrancada como um bom negócio e a tratam com muito profissionalis-mo. A maioria dos pilotos competem pela pura emoção de dirigir em velocidade elevada. É só adrenalina.  Mesmo o percurso light de 201 metros garante ao piloto adrenalina de sobra, pois atinge facilmente 160 quilômetros nesse curto espaço. O piloto fica esperando a luz verde aparecer e pronto, já chegou. São aproximadamente oito segundos para atravessar a pista toda. É muito rápido.
 
Os carros que participam dos campeonatos são divididos em categorias de acordo com a motorização, nível de envenenamento e tração. Os tempos são medidos por sistema de cronometragem computadorizado, com auxílio de fotocélulas e sinal de largada multi-sequencial apelidado de “Pinheirinho” (christmas tree em inglês, em alusão a uma árvore de Natal).


As largadas ou “puxadas” são realizadas em duplas e divididas por categorias, que na maioria dos casos consegue agrupar os mais diferentes tipos de veículos, dividindo-os pela potência ou pelo nível de preparação de cada um. 
 
No Brasil, a primeira competição aconteceu em Curitiba, em Fevereiro de 1958. A disputa, então denominada de “Primeiro Quilômetro Parado de Curitiba" foi realizada no percurso de 1.000 metros , e teve como destaque o protótipo “Semi Suicide Special” de Marcos Corção, pilotado por Albert “Totty”Glaser Júnior, recordista brasileiro de modalidade na categoria Força Livre com o tempo de 9 segundos e velocidade final de quase 200km/h.
 
 Por conta disso podemos dizer que se São Paulo é a capital do automobilismo, Curitiba é a capital da Arrancada, tamanho o sucesso que a modalidade alcançou naquela cidade.
 
 Mas para quem acompanha as disputas, as provas realizadas em Interlagos e no Autódromo de Piracicaba, cada dia melhoram mais. A quantidade de pilotos vem crescendo, a qualidade das provas idem. O público ainda está aquém do esperado, mas os organizadores pretendem reverter brevemente este quadro, tornando as competições oficiais um ponto de encontro marcado na agenda dos jovens e aficionados, retirando da ilegalidade os carros que promovem rachas e levam perigo às ruas, tornando a Arrancada cada vez mais respeitada e competitiva.
 
Dia 24 e 25 de fevereiro foi a vez de Interlagos e como não podia deixar de ser mais de 140 pilotos participaram, tornando o final de semana emocionante para quem esteve presente. Embora seja um reduto masculino, as moças bonitas não deixaram de levar um brilho especial aos boxes.