sábado, 3 de novembro de 2012

A história do kitesurf...


O kitesurf Kite em inglês = pipa, ou seja, surf com pipa! É uma mistura de windsurf com esqui, wakeboard, surf, vôo livre. Onde de desliza sobre a água em uma pranchinha ou um wakeboard, puxado pelo kite.

O kitesurf que nós conhecemos hoje foi criado por dois irmãos franceses, Bruno e Dominique Legaignoux, em 1985. Mas muito antes disso já se ouvia falar da pipa. Há cerca de 2 mil anos, os chineses já utilizavam-na para auxilar os barcos no transporte de materiais pesados.

A pipa também teve outras "funções" no decorrer da história. O inglês George Peacock é considerado o pai da tração à pipa por ter inventado, em 1826, uma estrutura em que uma carroça era puxada por pipas a uma velocidade de até 20 km/h. O norte-americano, Samuel Franklin Cody chegou até mesmo a navegar no Canal da Mancha sendo puxado por uma pipa.
Muito tempo depois, por volta dos anos 1970 e 1980 a pipa chegou a ser usada para impulsionar canoas, patins, patins no gelo, esquis e esquis aquaticos. O suíço Andréas Kuhn foi quem chegou mais perto do kitesurf atual. Ele utilizava um parapente de aproximadamente 25 m2 para impulsioná-lo sobre uma prancha parecida com as wakeboards que conhecemos. Seus saltos chegaram a ser televisionados e divulgados em toda a Europa.

Mas, havia ainda um grande problema a ser resolvido. O parapente, ao cair na água, não permitia uma nova decolagem. Esse foi o grande diferencial da pipa dos irmãos Legaignoux - eles criaram uma pipa inflável que, além de permitir ser reerguida caso caísse na água, também retornava em um ângulo de 10 graus contra o vento, ideal para a decolagem.

O Kitesurf é um esporte novíssimo e que vem sendo praticado por muitos velejadores de windsurf. Em São Paulo, na represa de Guarapiranga, há praticantes desde 1998. No mundo é um esporte que vem ganhando terreno, já existem algumas revistas especializadas no mundo como a Kiteboarding.

Nem tudo foi fácil para os irmãos Legaignoux. Em 1985, ano em que patentearam o kite, o windsurf estava no auge e nenhuma empresa quis arriscar-se a produzir a pipa. Apenas 10 anos depois, em 1995, é que a pipa começou a ser produzida e comercializada.

Um dos responsáveis pela divulgação do esporte foi Robby Naish, campeão mundial de wind. Naish se apaixonou pelo esporte e hoje, além de velejar é também um fabricante de kite. Ele inclusive foi o primeiro campeão mundial de kite, em torneio realizado no ano de 1998, em Maui, no Havaí.

As primeiras tentativas de usar o kite como vela foram no final da década de 70. De lá para cá os equipamentos foram evoluindo e o Kitesurf virou uma febre.

Em um recente campeonato na França foi registrado um salto com sete segundos de duração e há registros em vídeo de feras como Robby Naish, lenda viva no Windsurf, saltando a mais de 20 metros de altura com sua pipa.

Um equipamento de Kite é composto basicamente de duas partes: a pipa e a prancha. A pipa é construída do mesmo material dos para-quedas e possui o mesmo princípio de algumas pipas na qual podemos controlar sua trajetória. A prancha pode ser uma de surf com alças, um wakeboard ou a uma mistura das duas.

Os pontos positivos dos Kites são: tamanho, comodidade no transporte e pouco vento para executar manobras. Os pontos negativos: perigo das linhas do Kite, já ocorreram alguns acidentes graves fora do Brasil e ainda poucos fornecedores de equipamentos.
Entenda os termos usados..
Alça
Tira de tecido parafusada à prancha, usada para o kitesurfista fixar os pés.

Anemômetro
Aparelho usado para medir a velocidade do vento.

Arc
Kite híbrido entre um foil e um inflável. Possui o formato de um inflável e estrutura semelhante a um foil.

Barlavento
De onde o vem vento. O contrário de Sotavento – para onde vai o vento.

Barra
É usada pelo kitesurfista para controlar o kite, aonde são conectadas as linhas de vôo do kite.

Bexigas
Feitas de material plástico, vão dentro das talas dos kites infláveis e cheias de ar comprimido dão rigidez e estrutura ao kite. Fazem a função das varetas nas pipas de crianças, com a vantagem de não machucarem uma pessoa em caso de impacto.

Bico (nose)
(ou Nariz). Parte frontal da prancha, conhecida pelos marinheiros como proa.

Bidirecional
Prancha que tem frente e traseira idênticas e veleja em ambos os sentidos.

Body drag
Ser arrastado controladamente pelo kite na água, usando apenas o corpo, sem prancha. Manobra usada principalmente no aprendizado, com a intenção de entender o controle do kite com a segurança de estar na água e não se preocupar com a prancha.

Bomba
Pode ser manual (mais comum), de pedal ou elétrica. É usada para bombear o ar nas bexigas que dão estrutura e rigidez ao kite inflável.

Bordo de ataque
Parte frontal do kite (ou de uma asa), aonde este ataca o vento.

Bordo de fuga
Parte traseira do kite (ou de uma asa), aonde o vento escapa.

Bota
Bota ajustável parafusada à prancha, usada para o kitesurfista fixar seu pé a uma prancha de wakeboard.

Cabresto
Sistema de linhas e roldanas utilizado para manobrar os kites infláveis. Todos os kites duas linhas possuem cabresto para virar. Nos kites de 4 linhas é dispensável. Nos kites foil se chama cabresto o complexo conjunto de linhas que vai fixado ao kite.

Chicken loop
Também chamado de Depower ou Trim Loop é um sistema que permite que o kitesurfista ajuste a potência do kite.

Deck
Superfície superior da prancha, aonde se pisa.

Decolar
Procedimento para colocar o kite em vôo.

Depower
Ver Chicken Loop

Direcional
Prancha que só navega em um sentido. Possui nariz e rabeta distintos. Uma prancha de surf é direcional.

Downwind
Ir a favor do vento. O mesmo que arribar.

Foil
Tipo de kite semelhante a um parapente, também chamado de Ram Air. A palavra Foil é usada também para se chamar a curvatura do kite e das quilhas num corte transversal.

Front Stall
Quando o kite perde o vôo e cai com o bordo de ataque para baixo.

Gato
Pequena peça náutica (geralmente de metal) usada no kitesurf para atar o depower da barra ao trapézio. Possui um sistema que permite que se solte rapidamente em alguma emergência.

Grab
Segurar a borda da prancha durante uma manobra.

Handle-pass
É a passagem da barra por trás do corpo, para executar essa manobra é necessário desengatar o chicken loop
Indy Grab
Segurar a borda pelo meio da prancha durante uma manobra.

Janela de vento
A área aonde é possível voar o kite.

Jibe
Manobra de mudança de direção da prancha feita pelo kitesurfista em que se troca as posições dos pés.

Kevlar
Polímero usado para fazer linhas com alta resistência à cortes e rompimento. Linhas de Kevlar são menos usadas no kitesurf do que as de Spectra.

Kit trapézio
Laço atado à barra, que permite prendê-la ao gancho do trapézio. Normalmente é um cabo revestido com um tubo plástico.

Kite (pipa)
Usando o vento como fonte de energia, o kite é o gerador de potência para o kitesurfista, da mesma maneira que um barco puxa o esquiador!

Kite Loop
Dar uma volta completa com o kite no ar, durante um salto ou durante o velejo, desenhando a letra O no ar.

Kiteboarding
Nome comumente utilizado pelos americanos para o kitesurfing.

Leash
Também conhecido como cordinha, é o sistema usado para se manter preso ao kite ou à prancha e recuperá-los caso os perca. No kitesurf não é recomendado seu uso na prancha, pois ela pode voltar com muita força contra você. Já o leash no kite é obrigatório, para que você não o perca ou que ele não atinja terceiros.

Linhas
(linhas de vôo) São as linhas usadas para ligar o kite à barra. Podem ser de Spectra (mais comum) ou Kevlar. Normalmente aguentam mais de 300 kgs de tração cada. Existem kites que usam 2, 3 e 4 linhas.

Looping
Dar uma volta vertical completa com o próprio corpo durante um salto.

Lufar
Deixar o kite perder sustentação e cair. Normalmente a lufada acontece quando o kite passa da Zona Neutra acima da cabeça do kitesurfista.

Mutante
Prancha híbrida que funciona como direcional, mas pode ser usada como bidirecional também, pois possui pequenas quilhas na frente.

No Whip
Manobra feita usando apenas a velocidade da prancha e a superfície da água ou marolas para saltar. Normalmente praticada com o kite a 45 graus. Não se joga o kite para cima para saltar.

Nose Grab
Segurar a borda pela frente (nariz) da prancha durante uma manobra.

Nós
Medida de velocidade, que corresponde a Milhas Náuticas por Hora. Muito usada para se medir a velocidade do vento. Corresponde também a 1,8 km/h.

Orçar
Navegar em ângulo que permite ganhar altura contra o vento. O mesmo que upwind.

Over powered
Situação em que o kitesurfista fica com potência demais por estar usando um kite maior do que o recomendado para seu peso e/ou velocidade do vento.

Pigtail
É o cabinho com nós nas pontas do kite, onde são atadas as linhas de vôo.

Pop
Manobra realizada para a decolagem dos saltos sair mais potente. É um impulso usando a força das pernas com a cravada da prancha (bem na rabeta) em sincronia com o comando do kite. Muito usado em manobras No Whip (sem comandar o kite).

Power Zone
Zona da janela de vento em que o kite traciona com mais força. O centro da janela.

Quick release
Sistema de segurança que permite que o kitesurfista se desconecte do kite com rapidez em uma emergência.

Quilha
Aleta fixada embaixo da prancha que mantém a direção da velejada e permite mais potência para saltos mais altos.

Rabeta
Parte traseira da prancha.

Rail
Borda da prancha.

Rajada
Aumento momentâneo da velocidade do vento. É possível observar a chegada de uma rajada pelo jeito mais encrespado da superfície do mar, antecipando o aumento da pressão no kite.

Redecolar
Colocar em vôo novamente o kite que caiu na água.

Rocker
Curvatura do fundo da prancha no sentido longitudinal. É um elemento importante que define a navegabilidade da prancha, assim como a sua facilidade de fazer curvas e velocidade com controle.

Saquinho de chá
Situação em que o kitesurfista fica Over e começa a subir e descer suspenso pelo kite, mergulhando e saindo da água como se fosse um saquinho de chá. Também chamado de Isca de Tubarão

Sheeting Strap
ver Trim

Sleeve
Roupa de neoprene usada para proteger o kitesurfista contra o frio. A palavra sleeve é usada também para denominar a capa que vai no terminal das linhas para protegê-las contra o rompimento.

Sossega Palhaço
Susto muito grande causado por alguma situação de perigo, geralmente constrangedor. Normalmente acontece quando o cara fica empolgado e quer fazer uma graça perto da areia para impressionar a platéia, mas toma um sossega-palhaço do kite e para de andar rapidinho.

Sotavento
Para onde o vento está indo. O contrário de Barlavento – de onde o vento está vindo.

Spectra
Marca comercial para linhas feitas de dynema – polímero com resistência superior ao nylon, utilizado para fazer as linhas usadas no kitesurf. As linhas Spectra possuem alta resistência quando tracionadas, mas se cortam com certa facilidade.

Switch
Manobra em que se gira a prancha, trocando a frente pela traseira, sem alterar a direção do velejo. Normalmente é feita antes ou depois de uma transição.

Tail Grab
Segurar a borda pela rabeta da prancha durante uma manobra.

Toeside
Estilo de velejo em que se veleja de backside para o kite, fazendo a pressão na borda com os dedos dos pés para manter a prancha na água.

Trainer kite
Pipa de treinamento pequena com pouco ou nenhum poder de tração, usada na primeira hora de aprendizado do controle do kite.

Transição
Manobra de mudança de direção do velejo. Por exemplo, o kitesurfista está indo em direção do mar para a praia, faz a transição e volta em direção ao mar!

Trapézio
Espécie de cinto com gancho frontal que o kitesurfista veste. É usado para prender o Chicken-Loop ou o Kit Trapézio, dando mais conforto, pois a força do kite não fica totalmente concentrada nos braços. Deixa também as mãos livres para pegar a prancha e realizar manobras como grabse board-offs

Trim
Sistema de fivela ou mordedor náutico conectado nas linhas da frente logo acima da barra, que permite fazer ajustes na potência do kite, antes ou durante o velejo.

Twin tip
Prancha que tem as pontas iguais (frente e rabeta). Não é necessariamente uma bidirecional, pois pode possuir rocker direcional (mais curvatura no nariz).

Upwind
ver Orçar

Wakeboard
Prancha semelhante à usada no wakeboard tradicional (puxado por uma lancha).

Wakeskate
Prancha sem alças, com deck curvado e com anti-derrapante, utilizada para fazer flips e manobras semelhantes às de skate.

A histporia dos Esportes especiais...



O Esporte Adaptado
Carta Internacional de Educação Física e Esporte - UNESCO (1978)Como é possível perceber, o esporte é um fenômeno social universal, podendo estar presente como instrumento de manifestação cultural, ideológica, política, econômica, científica e social. (Prieto apud Tubino, 1987).Segundo Fanali (apud Araújo, 1997), hoje se compreende o esporte contemporâneo (moderno/convencional) da seguinte forma:"Atividades específicas de emulação na qual se valorizam intensamente as formas de praticar os exercícios físicos para que o indivíduo ou um grupo chegue ao aperfeiçoamento das possibilidades morfofisiológicas e psíquicas, concretizando em recorde ou uma superação de si mesmo ou do concorrente. Podemos entender como sendo a prática sistematizada de uma atividade esportiva".Essa prática sistematizada de uma atividade esportiva não contempla as pessoas deficientes que sofreram lesões medulares ou perderam um ou mais membros do corpo durante as guerras, pois a estrutura de jogo é limitante devido às regras existentes.   
A realidade de grande parte dos portadores de necessidades educativas especiais no Brasil e no mundo revela poucas oportunidades para engajamento em atividades esportivas, seja com objetivo de movimentar-se, jogar ou praticar um esporte ou atividade física regular.
    A prática de atividade física e/ou esportiva por portadores de algum tipo de deficiência, sendo esta visual, auditiva, mental ou física, pode proporcionar dentre todos os benefícios da prática regular de atividade física que são mundialmente conhecidos, a oportunidade de testar seus limites e potencialidades, prevenir as enfermidades secundárias à sua deficiência e promover a integração social do indivíduo.
    As atividades físicas, esportivas ou de lazer propostas aos portadores de deficiências físicas como os portadores de seqüelas de poliomielite, lesados medulares, lesados cerebrais, amputados, dentre outros, possui valores terapêuticos evidenciado benefícios tanto na esfera física quanto psíquica.
    Quanto ao físico, pode-se ressaltar ganhos de agilidade no manejo da cadeira de rodas, de equilíbrio dinâmico ou estático, de força muscular, de coordenação, coordenação motora, dissociação de cinturas, de resistência física; enfim, o favorecimento de sua readaptação ou adaptação física global (Lianza, 1985; Rosadas, 1989 e Souza, 1994). Na esfera psíquica, podemos observar ganhos variados, como a melhora da auto-estima, integração social, redução da agressividade, dentre outros benefícios ( Alencar, 1986; Souza, 1994; Give it a go, 2001).
    A escolha de uma modalidade esportiva pode depender em grande parte das oportunidades que são oferecidas aos portadores de deficiência física, da sua condição sócio-econômica, das suas limitações e potencialidades, da suas preferências esportivas, facilidade nos meios de locomoção e transporte, de materiais e locais adequados, do estímulo e respaldo familiar, de profissionais preparados para atende-los, dentre outros fatores.
    Diversos autores como Guttman (1976b), Seaman (1982), Lianza (1985), Sherrill (1986), Rosadas (1989), Souza (1994), Schutz (1994) e Give it a go (2001), e ressaltam que os objetivos estabelecidos para as atividades físicas ou esportivas para portadores deficiência, seja esta física mental, auditiva ou individual devem considerar e respeitar as limitações e potencialidades individuais do aluno, adequando as atividades propostas a estes fatores, bem como englobar objetivos, dentre outros:
  • Melhoria e desenvolvimento de auto-estima, autovalorização e auto-imagem;
  • o estímulo à independência e autonomia;
  • a socialização com outros grupos;
  • a experiência com suas possibilidades, potencialidades e limitações;
  • a vivência de situações de sucesso e superação de situações de frustração;
  • a melhoria das condições organo-funcional (aparelhos circulatório, respiratório, digestivo, reprodutor e excretor);
  • melhoria na força e resistência muscular global;
  • ganho de velocidade;
  • aprimoramento da coordenação motora global e ritmo;
  • melhora no equilíbrio estático e dinâmico;
  • a possibilidade de acesso à prática do esporte como lazer, reabilitação e competição;
  • prevenção de deficiências secundárias;
  • promover e encorajar o movimento;
  • motivação para atividades futuras;
  • manutenção e promoção da saúde e condição física
  • desenvolvimento de habilidades motoras e funcionais para melhor realização das atividades de vida diária
  • desenvolvimento da capacidade de resolução de problemas.
    Os jogos organizados sobre cadeira de rodas forma conhecidos após a Segunda Guerra Mundial, onde esta tragédia na história da humanidade fez com que muitos dos soldados que combateram nas frentes de batalha voltassem aos seus países com seqüelas permanentes. Porem este evento, terrível, proporcional ao portador de deficiência, melhores condições de vida, pois os deficientes pós-guerra eram heróis e tinham o respeito da população por isto, bem como uma preocupação governamental (Guttman, 1981, Adms e col., 1985; Alencar, 1986 Cidade e Freitas, 1999).
    O pós-guerra, de acordo com Assumpção (2002), criou uma situação emergencial, onde a construção de centros de reabilitação e treinamento vocacional, em todo o mundo foi extremamente necessária. Os programas de reabilitação destes diferentes centros perceberam que os esportes eram um importante auxiliar na reabilitação dos veteranos de guerra que adquiriram algum tipo de deficiência.
    As atividades desportivas foram introduzidas em programas de reabilitação pelo Dr. Ludwig Guttmann no Centro de Reabilitação de Stoke Mandeville no ano de 1944, como parte essencial no tratamento médico de lesados medulares, auxiliando na restauração e manutenção da atividade mental e na autoconfiança (Guttmann, 1981).
    Concordando com o Dr. Guttmann, Sarrias (1976), ressalta que o esporte pode ser um agente fisioterapêutico atuando eficazmente na reabilitação social e psicologia do portador de deficiência, não devendo ser considerada apenas como uma atividade recreativa.
    Os jogos paraolímpicos aconteceram oficialmente em 1960 em Roma, sendo instituída pela Organização Internacional de Esportes a realização dos Jogos Paraolímpicos após a realização das Olimpíadas (Alencar, 1986).
    Souza (1994), enfatiza que o esporte adaptado deve ser considerado como uma alternativa lúdica e mais prazerosa, sendo este parte do processo de reabilitação das pessoas portadoras de deficiências físicas.
    A ACMS (1997), relata que um programa de atividades físicas para os portadores de deficiência física devem observar a princípio se a adaptação dos esportes ou atividades mantendo os mesmos objetivos e vantagens da atividade e dos esportes convencionais, ou seja, aumentar a resistência cardio-respiratória, a força, a resistência muscular, a flexibilidade, etc. Posteriormente, observar se esta atividade possui um caráter terapêutico, auxiliando efetivamente no processo de reabilitação destas pessoas.
    Um outro ponto a considerar na elaboração de atividades para os portadores de necessidades educativas especiais, em destaque aqui o portador de deficiência física, é a necessidade de adaptação dos materiais e equipamento, bem como a adaptação do local onde esta atividade será realizada.
    A redefinição dos objetivos do jogo, do esporte ou da atividade se faz necessário, para melhor adequar estes objetivos às necessidades do processo de reabilitação. Assim como reduzir ou aumentar o tempo de duração das atividades, mas sempre com a preocupação de manter os objetivos iniciais atingíveis.
    A realização de atividades físicas, esportivas e de lazer com deficientes, tem que respeitar todas as normas de segurança, evitando novos acidentes, deve-se estar atento a todos os tipos de movimentos a serem realizados, auxiliar o deficiente sempre que necessário, e estimular sempre o desenvolvimento da sua potencialidade.

Modalidades Esportivas
    As modalidades esportivas para os portadores de deficiências físicas são baseadas na classificação funcional e atualmente apresentam uma grande variedade de opções. As modalidades olímpicas são o arco e flecha, atletismo, basquetebol, bocha, ciclismo, equitação, futebol, halterofilismo, iatismo, natação, rugby, tênis de campo, tênis de mesa, tiro e voleibol ( ABRADECAR, 2002). Apresentaremos algumas das modalidades esportivas, as mais conhecidas, que podem ser praticadas pelos deficientes físicos, sendo: 

LEVANTAMENTO DE PESO
O QUE É: É uma modalidade esportiva paraolímpica dividida em várias categorias de deficiência e praticada por ambos os sexos.


Arco e flecha: Esta modalidade esportiva pode ser praticada por atletas andantes como amputados ou por atletas usuários de cadeiras de rodas como os lesados medulares. Todas as deficiências físicas podem participar desta modalidade esportivas, respeitando estas duas categorias, em pé e sentado. A participação em competições e o sistema de resultados são semelhantes à modalidade convencional olímpica.
Atletismo: As provas de atletismo podem ser disputadas por atletas com qualquer tipo de deficiência em categorias masculina e feminina, pois os atletas são divididos por classes de acordo com o seu grau de deficiência, que competem entre si nas provas de pistas, campo, pentatlo e maratona. Esta é uma modalidade esportiva que sofre freqüentes modificações, visando possibilitar melhores condições técnicas para o desenvolvimento desta modalidade.
Basquetebol sobre rodas: é jogado por lesados medulares, amputados, e atletas com poliomielite de ambos os sexos. As regras utilizadas são similares à do basquetebol convencional, sofrendo apenas algumas pequenas adaptações.
Bocha: Esta modalidade esportiva foi adaptada para paralisados cerebrais severos. O objetivo do consiste em lançar as bolas o mais perto possível da bola branca.
Ciclismo: Neste esporte participam atletas paralisados cerebrais, cegos com guias e amputados nas categorias masculina e feminina, individual ou por equipe. Pequenas alterações foram realizadas nas regras do ciclismo convencional, melhorando a segurança e a classificação dos atletas de acordo com sua deficiência, possibilitando adaptações nas bicicletas. Os atletas participam de provas de estrada, velódromo e contra-relógio.
Equitação: Os deficientes físicos participam deste esporte apenas na categoria de habilidades. Para esto é necessário analisar os possíveis deficientes que podem participar.
Esgrima: Este esporte é praticado por atletas usuários de cadeira de rodas como os lesados medulares, amputados e paralisados cerebrais em categorias masculina ou feminina. Estes atletas participam das modalidades de espada, sabre e florete, sendo provas individuais ou por equipes. Para participação em eventos competitivos todos os atletas são presos ao solo, possuindo os movimentos livres para tocar o corpo do adversário. 

FUTEBOL DE CINCO
O QUE É: A modalidade é praticada por deficientes visuais  onde os jogadores se orientam por um guiso na bola. As condições de quadra e regras são as mesmas do futsal praticado por videntes.
As dimensões são as mesmas da quadra de futsal - 40mx20. Porém, há uma pequena mudança na área do goleiro, visto que a do Futebol de cinco é retangular,  enquanto a do Futsal é semicircular e bem maior. Esta mudança serve para reduzir o espaço de ação dos goleiros. Os times têm oito jogadores e dois goleiros.
Em quadra,  jogam  quatro  na  linha  e  um  no  gol.  O goleiro é vidente.
Atletas com diferentes graus de deficiência visual podem competir, porem são vendados para se igualarem.
GOLBOL
O QUE É: Esta modalidade é praticada por deficiente visual onde os jogadores são orientados por um guiso na bola, esta modalidade é exclusiva para deficientes visuais, de ambos os sexos, onde os jogadores de uma equipe lançam a bola contra o gol da equipe adversária e os jogadores desta equipe se deitam em frente ao gol de sete metros, tentando evitar que a bola entre no gol.
DANÇA
O QUE É:  A dança que é uma modalidade esportiva de jogos de inverno, também é amplamente praticada por pessoas com deficiência em seus vários estilos.




Futebol: Nesta modalidade esportiva, sendo que o atleta portador de paralisia cerebral compete na modalidade de campo e o atleta amputado compete na modalidade de quadra. Alterações nas regras como o número de jogadores, largura do gol e da marca do pênalti estão presente.
Halterofilismo: Esta modalidade esportiva é aberta a todos os atletas portadores de deficiência física do sexo masculino e feminino. A divisão de acordo com o peso corporal em 10 categorias.
Iatismo: Todos os atletas deficientes podem participar, as modificações são realizadas apenas no equipamento e na tripulação, não havendo alterações nas regras da competição.
Lawn Bowls: é um esporte similar a Bocha, sendo este aberto à participação de todas os portadores de deficientes físicas.
Natação: As regras são as mesmas da natação convencional com adaptações quanto as largadas, viradas e chegadas. As provas são variados e os estilos abrangem os estilos oficiais. As competições são realizadas entre atletas da mesma classe. Podem participar desta modalidade esportiva portadores de qualquer deficiência, sendo agrupados os portadores de deficiência visual e os demais.
Racquetball: Este esporte pode ser praticado por atletas paralisados cerebral, é possui características similares ao tênis de mesa.
Rugby em cadeira de rodas: Esta modalidade foi adaptada para lesados medulares com lesões altas - tetraplégicos - que realizam um jogo com bola de voleibol com objetivo de marcar pontos ao fazer com que a bola ultrapasse uma determinada linha no fundo da quadra.
Tênis de campo: Esporte realizado em cadeiras de rodas, independente do tipo de deficiência física que o atleta possua nas categorias masculina e feminina. As regras sofrem apenas uma adaptação em relação ao tênis de campo convencional, sendo esta que a bola pode quicar duas vezes, a primeiro pingo deverá ser dentro da quadra. As categorias são: masculino e feminino, individual e em duplas.
Tênis de mesa: Deficientes físicos como o lesado cerebral, lesado medular, amputados ou portador de qualquer tipo de deficiência física pode-se participar desta modalidade esportiva, onde as provas são realizadas em pé ou sentado. As provas podem ser realizadas em duplas e individuais, sendo a classificação de acordo com o nível de deficiência. As regras sofrem poucas modificações, em relação ao tênis de mesa convencional.
Tiro ao alvo: Esporte aberto a atletas com qualquer tipo de deficiência física do sexo masculino ou feminino, nas categorias sentado e em pé. As equipes podem possuir atletas de ambos os sexos e diferentes tipos de deficiência física. As provas podem ser realizadas utilizando pistola ou carabina.
Voleibol: Poderá ser praticado por atletas Lesados medulares que participaram da modalidade de voleibol sentado e os amputados, que participarão desta modalidade em pé.

sábado, 20 de outubro de 2012

a história do paintball...


No final dos anos 60, alguns engenheiros florestais americanos, utilizavam uma pistola de tinta para marcar as árvores que seriam derrubadas. Mas algumas as árvores estavam em local de difícil acesso, como o outro lado de um rio. Para solucionar esse empecilho, os engenheiros preencheram drágeas de remédios com tinta e mudaram o sistema das pistolas, assim poderiam acertar as árvores a uma maior distancia. Assim foram “inventadas” as marcadoras.
Mas o esporte teve seu ponto de partida no inicio dos anos 80 onde 12 amigos pegaram essas pistolas marcadoras e fizeram uma brincadeira em que um pintava o outro. Esta brincadeira foi tão interessante que logo ganhou novos adeptos. E foi com essa “brincadeira” que foi inventado o esporte paintball nos Estados Unidos. No Brasil o paintball chegou a São Paulo no ano de 1990.
Hoje, é o esporte de ação que mais cresce no mundo, estima-se que mais de 15 milhões de pessoas no mundo sejam praticantes freqüentes. Já no Brasil são cerca de 30 mil praticantes freqüentes, e pelo menos 1 milhão já tiveram contato com o esporte.


AS MODALIDADES DO ESPORTE
Embora existam diversas modalidades dentro do esporte Paintball, a equipe Dagger of Hell – Paintball Team, tem como objetivo a prática na modalidade “cenário”, mais especificamente o woodsball e o real action (MilSim).
- Cenário
A modalidade cenário tem como principal característica à utilização de roupas camufladas e a semelhança com um combate real. Possui as variações:

- Woodsball
Campos de mata e/ou floresta.
A principal característica é que a camuflagem passa a ser a principal vantagem. Neste tipo de jogo, roupas coloridas tendem a uma fácil percepção do adversário em campo, enquanto roupas camufladas dificultam o reconhecimento do adversário.

- Real Action (MilSim)
A principal regra desta variação é: simular um combate próximo do real.
Munição e recarga limitada, campos de mata e cenários reais (casas, construções abandonadas, ruínas e outros), e outros condições que tentam ao máximo simular um combate.
Cada jogador carrega com si uma quantidade reduzida de munição, característica diferente de qualquer outra modalidade / variação. Diferente de qualquer outra modalidade, o jogador só é eliminado quando este recebe um disparo em pontos considerados como fatais: cabeça ou tronco. Nos demais pontos (braços, pernas e armas) o “médico” da equipe podem tratar dos “ferimentos” permitindo que o jogador possa retornar a combate como em uma situação real.

TIPOS DE DISPARO
Antes de começar a explicar os tipos de marcadoras existentes, é importante informar a forma com que o marcador efetua o disparo, sendo este realizado em 3 partes:
  • O momento em que o gatilho é pressionado (ida)
  • O momento em que o gatilho permanece pressionado
  • O momento em que o gatilho retorna a sua posição inicial (volta)
Baseado nestas 3 partes é que poderemos definir os modos de tiro, que são:
- Modo Manual ou Auto-Trigger (pump)
O disparo só é executado após o carregamento / engatilhamento do bolt por ação mecânica (pump). Ou seja, para cada disparo que o jogador quiser efetuar o mesmo deverá, antes de disparar, empurrar o bolt para trás.

- Modo Semi-Automático (semi-auto)
Este é o modo mais comum nos dias de hoje e encontrado facilmente em marcadores eletrônicos e mecânicos. O modo semi-auto consiste em um disparo para cada vez que o gatilho é pressionado.

- Modo Automático (full-auto)
Neste modo o marcador irá disparar automaticamente por todo o momento em que o gatilho permanecer pressionado, parecendo uma metralhadora. Este modo é mais comum em armas eletrônicas, onde se consegue uma alta cadência de tiro através da configuração feita pelo jogador.

- Modo Auto-Response
Este modo de tiro consiste de 1 disparo no momento em que o gatilho é pressionado e outro disparo no momento em que o gatilho retorna a sua posição inicial.

- Modo Ramp
Este modo está presente somente em armas eletrônicas e funciona conforme a programação executada pelo jogador. O ramp consiste em proporcionar uma cadência de tiro maior através de uma quantidade de acionamentos do gatilho menor.

- Modo Burst
Este modo consiste em 3 ou 6 tiros para cada vez que o jogador pressionar o gatilho. Encontrado em armas eletrônicas e mecânicas.

- Modo RT (Response Trigger)
Este modo é encontrado somente nas marcadoras mecânicas e como o nome já diz consiste em um mecanismo que quando o gatilho é pressionado, este é empurrado novamente para frente, forçando a sua volta à posição de início. Neste modo, enquanto o jogador manter o gatilho pressionado o RT irá trabalhar de forma semelhante a uma automática.

TIPOS DE MARCADORAS
Existem inúmeras divisões das categorias de cada marcadora, e existem várias maneiras de classificar as marcadoras, a divisão mais clássica é uma divisão que fala em highend e lowend markers, que traduzindo seria mais ou menos como, armas de alta tecnologia e de baixa tecnologia.
Ao contrário do que muitos pensam, um marcador lowend não significa um marcador de baixa qualidade ou padrão inferior a highend. Para um fácil e mais rápido entendimento, as marcadoras serão divididas em 2 grandes grupos (open bolt e closed bolt) e outros 2 grupos (eletrônicas e mecânicas) que podem ocorrer simultaneamente com os 2 primeiros.

- Open Bolt e Closed Bolt
Antes de tudo, é necessário explicar o que é o bolt!
Bolt em inglês significa “pino” e corresponde a parte móvel das marcadoras que entra em contato com a bolinha preparando ela para o disparo. É pelo bolt também que passa o ar que impulsiona a bola através do cano! Pois bem, open bolt (pino aberto) é de certa forma o contrário do closed bolt (pino fechado).
Esses termos se referem ao modo como funciona o ciclo do bolt, resumindo, a diferença entre os dois, é a posição inicial (ou de repouso) do bolt quando se puxa o gatilho para efetuar o disparo, ou seja, o ciclo de disparo começa em pontos diferentes.

- Eletrônica e Mecânica
A diferença básica consiste, no sistema que aciona a marcadora, o gatilho.
Nas eletrônicas, o acionamento é como se fosse um botão de mouse, ou seja, é muito leve, basta dar toques com os dedos (dedilhar) que a marcadora dispara. Enquanto nas armas mecânicas o gatilho é uma alavanca que movimenta as partes internas e abre as válvulas e libera as peças da marcadora, como numa arma de fogo.
As eletrônicas permitem maior abrangência de regulagens e permitirem o uso de sensores que auxiliem no melhor funcionamento da arma. As armas mecânicas possuem também, manutenção mais simples e suas peças de reposição são facilmente encontradas.

TIPOS DE FUNCIONAMENTO
O tipo de funcionamento consiste praticamente em como a arma efetua o seu disparo, ou seja, o que acontece dentro da arma para que a bolinha seja impulsionada:
- Blowback
É um dos sistemas mais simples que existe e mais popular. Muito comum entre os jogadores iniciantes e também para aluguel em campos.
Possuem manutenção baixa e fácil, além de utilizar sistema de open bolt.
Funciona da seguinte maneira:
O bolt é ligado por um pino ao hammer, atrás do hammer tem uma mola que empurra o hammer e o bolt para frente quando o gatilho é acionado.
No final do curso a bolinha que esta na frente do bolt é empurrada para frente. O hammer bate na válvula que assopra o ar pra cima, fazendo o disparo e uma parte do ar, empurra o hammer para trás junto com o bolt, reengatilhando a arma.

- Blowforward (Automags)
É de certa forma o oposto do blowback, aonde o conjunto (hammer e bolt) vai pra frente com gás, e volta com mola. Contudo as Automags não tem hammer, ela tem um regulador de pressão na parte traseira. Esta “válvula” trabalha direto com a balança do gatilho, quando este é puxado, ele fecha a passagem de ar para dentro da arma que acaba por soltar o bolt, impulsionado para frente pelo ar acumulado depois da válvula.
Quando o bolt chega ao final de seu curso o ar “escapa” pela frente do bolt assoprando a bola, como o ar acumulado foi assoprado, a mola empurra o bolt de volta e este fica prezo ao gatilho que quando é solto enche novamente essa câmara de ar.

- Autococker
Consiste em uma pump que se reengatilha sozinha, o disparo é feito por um hammer que bate numa válvula, liberando o gás, e o reengatilhamento é feito por um sistema pneumático ligado ao curso do gatilho. Basicamente o que acontece quando se puxa o gatilho da autococker é que na metade do caminho até o fundo, ela libera o hammer e da o disparo, quando o gatilho chega ao final do curso, ele aciona o sistema pneumático que por sua vez empurrando o backblock para trás, leva o hammer de volta a posição inicial e trás o bolt para traz para que entre outra bola na arma. E quando o gatilho volta a sua posição inicial o backblock volta para frente apenas com o bolt e outra bolinha em sua frente.

- Eletropneumáticas
Essas marcadoras possuem a grande vantagem que não usam molas em suas partes moveis, o que lhes da uma durabilidade ao uso muito maior.
Elas exigem menos peças de reposição, trocando-se basicamente os o´rings para as vedações. Por essa vantagem não sofrem tanto desgaste ao uso, são usadas largamente em competições e seu funcionamento pode ser comparado ao de uma blowback. Porém o conjunto móvel é empurrado para frente com o ar. O que significa maior consumo de ar.

- Pumps ou Stock Class
Foram as primeiras a serem inventadas e foram largamente usadas no inicio do paintball. Estão em gradual fase de extinção.
Elas consistem de um tipo de funcionamento que a cada disparo precisa ser reengatilhado, ou seja, pumpeado, como uma espingarda 12. A pump é de longe o sistema mais simples que existe, é formado por uma válvula, um hammer e o bolt, este que é conectado ao pump, que é a parte aonde se segura com a mão para reengatilhar.

- Pistolas
Estas não possuem nenhum funcionamento muito diferenciado e exceto por alguns modelos a maioria das pistolas de paintball são blowbacks com peças menores e algumas adaptações.
As pistolas vem de fabrica prontas para usarem mini cilindros descartáveis de CO2 tem uma autonomia para aproximadamente 20 tiros, o que é suficiente para disparar 2 magazines da pistola.
A pistola ao contrario das armas convencionais de paintball não usa loader, e sim carregadores especiais com capacidade para 10 bolinhas.

TIPOS DE ALIMENTADOR
- CO²
Gás muito utilizado e comum em marcadores mecânico. O principal motivo disso é o custo do AC (Ar Comprimido) que é no mínimo 3x maior que o CO². Em cilindros de CO², o peso é que determina quando ele está cheio e não a pressão,

- AR COMPRIMIDO (O²)
O AC (Ar comprimido) é muito comum em marcadores eletrônicos. O ar comprimido tem como principal vantagem à estabilidade de tiro e não “congelar” o marcador. A nomenclatura normalmente usada é a capacidade volumétrica / Pressão interna

REGRAS DE SEGURANÇA
- Equipamentos de Segurança
No paintball os equipamentos de segurança são os principais equipamentos do jogo, pois visam garantir a integridade do jogador.
- Máscara
A máscara é o principal equipamento de segurança. A única regra:
Nunca retire a máscara em um local de jogo
A escolha da máscara é uma das mais importantes escolhas para um jogador de paintball. Existem diversos tipos de máscara sendo comercializadas, lentes termais anti-embaçantes, lentes-duplas, máscara com proteção full e proteção normal. Cabe ao jogador escolher a máscara que melhor lhe atende.

- Barrel Sox ou Barrel Plug
O barrel Sox é um acessório que deve ser utilizado sempre em que o jogador não estiver em área de jogo combate. O uso deste equipamento consiste em se “tampar” o cano da arma com o objetivo de evitar que tiros acidentais acertem outras pessoas em áreas fora do jogo.
- Colete
O colete possui duas finalidades:
  • Proteger o peito e as costas contra os tiros, reduzindo assim o impacto das bolinhas no corpo.
  • Carregar equipamentos, acessórios, tubes, ferramentas, cilindros de gás, rádios e outros.
- Calçado apropriado (botas ou coturno)
No Paintball cenário se faz necessário o uso de calçado apropriado para terrenos acidentados, tais como botas e coturnos. O uso de calçados tais como tênis, sandálias e outros podem favorecer a torção e outros danos ao jogador.
- Cuidados com a munição (bolinhas)
A munição é biodegradável e com isto esta sujeita a variação de tamanho em desempenho logo que exposto ao meio ao ar (umidade).
As bolinhas fazem grande diferença em combate. As bolinhas mais baratas causam grande variação na precisão do tiro, enquanto as mais caras possuem pouca variação quanto à precisão.
Quando os sacos de munição forem abertos, as bolinhas devem ser armazenadas em locais secos e em temperatura ambiente. Jamais devem ser guardadas em locais apertados ou debaixo de pesos, pois estes podem provocar variação no formato da bolinha, causando assim variação quando a precisão do tiro.

A história da Tirolesa...


A tirolesa é uma atividade esportiva de aventura originária da região do Tirol , na Austria. Consiste em um cabo aéreo ancorado entre dois pontos, pelo qual o praticante se desloca através de roldanas conectadas por mosquetões a um armês. Tal atividade permite ao praticante a sensação de sobrevoar o terreno que passa por baixo, sem exigir esforço físico do praticante.
A tensão da corda é importante para que não se forme uma "barriga" no cabo, o que prejudicaria a trajetória da carga em movimento, podendo detê-la antes do final do curso pretendido.
Essa atividade é praticada em campo aberto e de preferência acima de um lago. Geralmente, quando a tirolesa é praticada sobre um lago, no final do percurso o aventureiro se solta de seu equipamento e cai na água, acrescentando assim mais adrenalina e emoção.

Tirolesa da Pedra Caída em carolina. Maranhão. 1200 metros de aventura a mais de 200 de altura.
Tirolesa Ecológica.
A Ecomant elabora, desenvolve, constrói e presta gestão de tirolesas com qualquer intuito, seja ela didática, para lazer ou comercial, em qualquer ambiente, pois os materiais, equipamentos e conhecimentos adquiridos se evidenciam em sua construção, podendo ser contemplativa, de velocidade, didática e aquática.
Nossa empresa conta com colaboradores com anos de experiência e um profundo estudo dos procedimentos, equipamentos e materiais atualizados, MUNIDOS de muita Devoção ao que fazem, onde trabalhamos com materiais exclusivamente convenientes ao meio ambiente, utilizamos da permacultura, como um exemplo a MADEIRA PLÁSTICA ( Plásticos retirados do meio ambiente e derretidos).

 

Uma variante da tirolesa, chamado "Fantasticable", tem tido recentemente alguma adesão em França, Itália e Portugal. A diferença da tirolesa tradicional é que a travessia é feita com o corpo na horizontal, em vez de sentado ou na vertical. Tal permite intensificar a sensação de vôo. O único existente em Portugal situa-se no Pena Aventura Park, no concelho de Ribeira da Pena , e é, actualmente, o maior Fantasticable do mundo, com 1538 metros de comprimento, unindo Bustelo a lamenas. Encontra-se suspenso a cerca de 150 metros de altura e, nele, pode-se atingir uma velocidade de cerca de 130 Km/h.

A história do ultraleve...


As primeiras aeronaves conhecidas por ultraleves surgiram no final dos anos 70 e início dos anos 80, mas o início de sua história recua ao início do século XX, com os primeiros aviões de pioneiros como os Irmaos Wright e Santos Dumont de peso idêntico aos ULMs atuais.
Os praticantes brasileiros apontam como avô dos ultraleves o pequeno avião construído por Santos Dumont em novembro de 1907, o nº 19, apelidado pelos franceses de Demoiselle, devido a sua graciosidade e semelhança com as libélulas. Durante as primeiras experiências, o nº 19 sofreu um acidente, ficando seriamente avariado. Pesando 110 quilos, era uma aeronave com motor de 35 HP e estrutura de bambu.
Em 1923, o espanhol Juan de la Cierva inventou o autogiro ou girocóptero, que foi o precursor do helicoptero. O autogiro é ainda fabricado, geralmente em kits a serem montados pelos próprios usuários, e tem muitos aficcionados. Por suas características, se enquadra na legislação vigente sobre ultraleves. Tal como no helicóptero, sua sustentação em vôo é fornecida por asas rotativas, mas, ao contrário destes, a propulsão é fornecida por um motopropulsor convencional, por isso decola tal como um avião e não verticalmente. Uma variação do autogiro é o glider ou giroplanador, dotado de asas rotativas, mas sem motor, daí necessitar ser tracionado por um veículo terrestre para levantar vôo.
O primeiro ULM, o Pterodactilo, assim chamado por sua semelhança com a ave pré-histórica, surgiu nos Estados Unidos na década de 70. Logo, estas aeronaves de baixo custo, que tornavam o sonho de voar acessível a mais pessoas, se espalhou pelo mundo. No Brasil, as primeiras fábricas foram instaladas na década de 80 e até 2006 mais de 4 mil unidades já foram fabricadas.
O pequeno Demoiselle, de Santos Dumont, o avô dos ultraleves
Os primeiros ULMs eram muito simples, precários até, e não passavam , como se dizia pejorativamente, de banquinhos com asas ou asas deltas com motor. Mas com a evolução tecnológica os modelos foram se sofisticando e alguns têm a aparência de aviões executivos.

Legislação

A legislação dos diversos países cuida de regulamentar os ultraleves em todos os seus aspectos, definindo seus requisitos mínimos, requisitos de vôo, processo de fabricação e habilitação de seus pilotos.

Portugal

A portaria 332 2 de maio de 1992, do Instituto Nacional de Aviação Civil, assim define ultraleve:
Os ultraleves, sem e com motor de propulsão, adiante respectivamente designados pelos acrónimos UL e ULM, podem ser apresentados nas seguintes versões: 1) Quanto ao seu controlo em voo: a) Por deslocação do centro de gravidade; b) Por efeito aerodinâmico sobre superfícies móveis; 2) Quanto à fonte de energia para descolagem e voo: a) Por corrida do piloto e energia potencial; b) Por propulsão auxiliar externa e energia potencial; c) Por motor próprio; 3) Quanto à estrutura alar, incluindo superfícies de comando: a) Flexível; b) Semi-rígida; c) Rígida.
Um Autogiro ou Girocoptero

Brasil

O Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica (RBHA) nº103 A, publicado pela AGENCIA NACIONAL DE AVIAÇão CIVIL, também define o que seja ultraleve:
(a) Veículo ultraleve ou ultraleve, significa uma aeronave muito leve experimental tripulada, usada ou que se pretenda usar exclusivamente em operações aéreas privadas, principalmente desporto e recreio, durante o horário diurno, em condições visuais, com capacidade para 2 (dois) ocupantes no máximo, podendo ser autopropulsada, ou não, e com as seguintes características adicionais:
(1) Não propulsados
(i) Podem, com facilidade, ser montados ou armados na área de decolagem e desmontados ou desarmados na área de pouso;
(ii) Peso vazio máximo igual ou inferior a 70 kgf.
(2) Autopropulsados:
(i) Monomotores, com motor a explosão e propulsados por uma única hélice;
(ii) Peso máximo de decolagem igual ou inferior a 750 kgf.
(iii) Velocidade calibrada de estol (CAS), sem motor, na configuração de pouso (Vso) igual ou inferior a 45 nós.

Tipos de ultraleve

Os ultraleves podem ser de três tipos:
  • PRIMÁRIO
  • não motorizado - peso vazio máximo igual ou inferior a 70 kg (155 lb).
  • motorizado - peso vazio máximo igual ou inferior a 115 kg(254 lb);capacidade máxima de combustível igual ou inferior a 20 l;
  • velocidade máxima em vôo nivelado e com potência plena igual ou inferior a 102 km/h (55 kt); e
  • velocidade de estol sem motor igual ou inferior a 46 km/h ( 25 kt).
Um modelo de trike
  • BÁSICO
  • peso máximo de decolagem igual ou inferior a 600 kg ( 1320 lb);
  • velocidade de estol sem motor igual ou inferior a 65 km/h (35 kt);
  • peso vazio máximo igual ou inferior 230 kg para equipamentos terrestres e 280 kg para aquáticos ou anfíbios;e
  • carga alar com peso máximo igual ou inferior a 28 kg/ m².
Obs.: Carga alar é o peso que suporta a aeronave por unidade de superfície. Quanto maior o tamanho da asa maior será o peso suportado.
Entre os ultraleves básicos, são muito populares os chamados trikes, não constituindo ultraleves primários como se é pensado já que na sua grande maioria possuem peso vazio máximo superior a 115kg e capacidade de combustível superior a 20Lts
Ultraleve avançado Flamingo
  • AVANÇADO
  • peso máximo de decolagem igual ou inferior a 600 kg ( 1320 lb);
  • velocidade de estol sem motor igual ou inferior a 65 km/h ( 35 kt);
  • peso vazio máximo igual ou inferior a 300 kg;e
  • carga alar com peso máximo igual ou inferior a 38 kg/m².
O avançado se caracteriza ainda por ter o painel de comando mais completo, com recursos não disponíveis em outros modelos.