segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Como surgiu o rali


A palvra Rally quer dizer reunião, integração, confraternização, já se fazia Rally antes de se imaginar que poderia a palavra se tornar um jogo.
O esporte Rally surgiu em 1814, foi um grupo de amigos que na época já trabalhavam as relações interpessoais e intrapessoais aplicando diversos conceitos em suas atividades e resolveram criar um jogo em que a competição seria inerente a atividade, mas devido a sua temática passaria para segundo plano sem precisar se esforçar para que isso acontecesse.
A invenção do automóvel surgiu apenas em 1869 e a primeira competição de carro foi um Rally em 1874, os organizadores não queriam fazer corrida com medo da velocidade do carro (20km por hora), então se socorreram na idéia do Rally criado em 1814.
Bêni Becker criou o Rally a Pé em 1989, Jipeiro e praticante de Rally automobilístico, fez uma adaptação do regulamento para o trekking. 
O Rali Dakar é a maior competição de corridas em pistas tortuosas do mundo, também uma das mais perigosas, o evento é um de maior 
adrenalina existente no planeta. Alguns acidentes graves acabaram tirando inclusive a vida de participantes tornando a prova um desafio muito perigoso.
Passou a ser classificado como um esporte de caminhada ecológica, praticado por equipes de 3 a 6 pessoas.
Os participantes devem manter-se na velocidade estipulada pela planilha (caminhada). Portanto, adiantar-se ou atrasar-se faz com que a equipe perca pontos.
As velocidades e as dificuldades estão sempre de acordo com o terreno como dos participantes, podendo desta forma ser praticado por pessoas de qualquer idade.
O Rally a Pé de regularidade pode ser considerado um jogo de estratégia.
OBJETIVOS MOTIVACIONAL
Levar às pessoas envolvidas, aspectos de como lidar com o "vazio" que o homem vive hoje, num setting terapêutico diferente, como por exemplo, numa mata, na lama, no rio, no lago, num contexto urbano, ou até no próprio trabalho. São formas de ter um "olhar" diferenciado das situações cotidianas.
Oferecer atividades de lazer voltadas para Empresas com a finalidade de proporcionar uma ressignificação dos papéis de cada indivíduo, de uma forma saudável.

OBJETIVOS PEDAGÓGICOS
Cálculos, regras, geografia, matemática, lingua portuguesa, história, física e educação fisica, tudo isso em uma única atividade que é por sinal bem complexa e abrangente consegue trabalhar as relações humanas (trabalho em equipe, comunicação, liderança, proatividade, superação, solidariedade), leva a pessoa à sair da zona de conforto e conhecer o novo, uma nova situação abrindo a mente para novos desafios.
Uma mente aberta a novas idéias jamais retorna ao seu estado original.

OBJETIVOS DO ESPORTE
Nosso objetivo é levar o participante para fora do ambiente de trabalho (tira-lo de sua zona de comodidade e deixa-lo exposto) assim, mostrar que o trabalho em equipe, a delegação de poderes, a distribuição de tarefas e as atitudes individuais são importantes para o desenvolvimento.
- Trabalho em equipe;
- Integração de Pessoal entre departamentos e equipes;
- Motivação em grupo e pessoal;
- Manter a regularidade através de cálculos matemáticos;
- Criação e elaboração de estratégias;
-Orientar-se por bússola em um conhecimento geográfico da região;
-Exercitar o corpo na melhor forma existente, que é a caminhada;
-Aprimorar o entendimento lingüístico, pois não entender corretamente o que esta escrito, poderá levar a equipe a cometer erros;
-Trabalhar a concentração e descontração simultânea;
-Criação de novos líderes da mesma equipe na mesma prova;
-Intercambiar tarefas criando estratégias para isso;
-Trabalhar diretamente com o meio ambiente, desde recolhimento de produtos recicláveis como também plantação de árvores quando solicitada;
-Passar por todo tipo de terreno, com obstáculos naturais variados, rios, lama, trilhas, areia, cachoeiras, montanhas;
-Lazer e a diversão dentro de uma competição sadia, já que é impossível uma equipe saber como a sua concorrente esta na prova;

TRABALHO EM EQUIPE:
As equipes devem distribuir funções que podem ser intercambiadas durante a prova e cada um será líder dentro de seu espaço.
As funções são:
- contador de passos;
- calculista;
- controlador do tempo;
- navegador;
- Identificador dos postos.
Equipes com menos integrantes devem acumular funções.
LOCAIS PARA A REALIZAÇÃO

Matas, parques, shoppings, dentro de empresas, escolas, áreas rurais e urbanas, hotéis e outros, indicamos diversos lugares em todo território nacional e no exterior.

EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS PARA PARTICIPAR

Os praticantes devem estar com trajes próprio de caminhada, sempre uma troca de roupa e as equipes com bússola, calculadora, relógio digital, caneta e prancheta, um para cada equipe - material esse oferecido pelo Rally a Pé na hora do treinamento.

A história do street luge.....


Não se sabe ao certo quando surgiu o carrinho de rolimã, mas com certeza ele já era um brinquedo bastante utilizado por nossos avós. Com apenas um caixote ou um pedaço de tábua e quatro rolimãs, toda criança pode montar seu carrinho e se divertir pelas ruas.

Com o crescimento das cidades, esse tipo de brinquedo foi sendo abandonado, mas deu origem a outros. Hoje em dia, em seu lugar, as crianças usam o esqueite, o patinete e o street luge (espécie de esqueite maior que o tradicional em que o atleta desce pelas ruas deitado e cuja prática já se tornou uma modalidade esportiva).

Para muitas crianças,este foi um grande sonho de infância. E não apenas porque descer a ladeira dá uma sensação de liberdade - encarar o vento de frente, a velocidade, a aventura, mas construir o próprio carrinho de rolimã é como poder ver, na obra, as mãos daquele que o criou, com todos os traços que só ele sabe. É também poder aprender uma arte que atravessa gerações, de pai para filho, irmão para irmão, tio para sobrinho, e contribuir com a roda da tradição. .

Trata-se da mais nova modalidade nos esportes de ação. É uma mistura de trenó de gelo e skate, ou para os brasileiros que não conhecem é mais parecido com um carrinho de rolimã moderno e futurista. O nome: STREET = significa “Rua” na língua Inglesa. LUGE = Significa “Trenó” na língua Francesa Com o desenvolvimento tecnológico, é possível atingir velocidades superiores à 120 Km/h ou até onde a pista permitir. O recorde Mundial de velocidade é do Tom Mason (USA) alcançou uma velocidade de 130.8 km/h (81.28 mph) no street luge em Mount Whitney, California, USA, em 29 Maio de 1998. O Street Luge surgiu no E.U.A na década de 70, com Bob Ozmam, Bob Pereira e outros que desciam serras e lugares considerados impróprios para isso. Inicialmente os chassis eram feitos de madeira, sendo utilizado eixo e roda de skate. Mas com a evolução e a atual tecnologia, passaram a agregar peças com materiais nobres, entre eles o alumínio, fibra de carbono, etc. Este esporte é muito conhecido e praticado nos Estados Unidos e nos vários Paises Europeus, onde existe uma estrutura enorme, com grandes Associações que regulamentam este esporte no Mundo – IGSA, RAIL, IGSI, GSI, etc., promovendo grandes Campeonatos com excelentes premiações.Temos hoje investimentos de várias empresas na organização de eventos de ponta, sito aqui a RED BULL, SIEMENS. Esta modalidade foi considerada uma das provas mais prestigiadas em provas do X-Games e Gravity Games (Olimpíadas de Esportes Radicais). 
O street luge surgiu no sul da Califórnia, quando alguns skatistas descobriram que poderiam alcançar velocidades maiores se descessem as ladeiras deitados em seus skates. A primeira corrida profissional foi em 1975, nos Estados Unidos. Os equipamentos usados neste campeonato eram variados, dos básicos em madeira aos mais elaborados em fibras de vidro, que em certos modelos cobriam por completo o condutor. As regras ainda não estavam estabelecidas.



Atualmente, ele vem se tornando uma modalidade cada vez mais técnica e independente, crescendo em muitos países. Existem, aproximadamente, 1.200 praticantes ativos pelo mundo, e quase 50 destes são brasileiros.

No Brasil, dois atletas marcaram pontuação no ranking internacional. Assim, o street luge tem evoluído com campeonatos de nível internacional, como os de Teotônia, no Rio Grande do Sul, uma das ladeiras mais rápidas do mundo para o esporte, onde o luge atinge a incrível marca de 139 Km/h.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A historia da patinação...

Patinação de velocidade
A patinação nasceu por volta de 3000 a.C., comprovado através de resíduos de patins de ossos encontrados na Suécia, de acordo com o historiador Stefan Lovgren (2008).


A patinação no gelo surgiu no Norte da Europa. No século 13 os holandeses já corriam em patins no gelo com lâminas feitas de madeira e ossos de animais para se deslocarem sobre lagos e rios gelados..Não se sabe o que foi inventado primeiro, se foram os patins ou os esquis.
No século XIV já se usavam patins de madeira nas deslocações onde a rede de canais existentes formavam autênticas “estradas de gelo” em cima das quais os patinadores viajavam durante o inverno. Mas foi na Escócia que a patinagem se transformou num desporto e foi aí que foram feitos os primeiros patins com lâminas de ferro, em 1572.
Já em 1892, por iniciativa da Federação Holandesa, foi fundada a Federação Internacional de Patinação (ISU), a mais antiga Federação Internacional de esportes de inverno.
A modalidade fez parte do programa das Olímpiadas em 1924 passando a integrar os Jogos Olímpicos de Inverno desde a sua 1a edição em Chamonix, na França.
Já a Patinação de Velocidade Short Track (pista curta) passou a integrar o programa das Olímpiadas somente em 1992 nos Jogos de Albertville, França.
Disciplinas da Patinação de Velocidade
Pista Longa / Long Track
- Masculino: 500, 1000, 1500, 5000, 10.000m e Team Pursuit (equipe de 3 atletas)
- Feminino: 500, 1000, 1500, 3000, 5000m e Team Pursuit (equipe de 3 atletas)

Pista Curta / Short Track
- Masculino: 500, 1000, 1500 e 5000m Relay (equipe de 5 atletas)
- Feminino: 500, 1000, 1500 e 3000m Relay (equipe de 5 atletas)

Os Patins de Velocidade no Gelo
Custo dos patins: R$ 3.000,00 reais (com as lâminas)
Um par reserva de lâminas novas: R$ 1.500,00 reais
Velocidade alcançada: Pista Longa: 60 km/h e Pista Curta: 50 km/h
Fabricação: Feito de couro e lâmina de aço.



Patinacao-velocidade


speed-skating-relay
O Vestuário
O traje de competição é feito sob medida com tecidos aerodinâmicos, térmicos e a prova d’agua, diminuindo a ação da resistência do vento no atleta. Entre 1971 e 2007 a média de velocidade na distância de 1500 m aumentou de 45 para 52 km/h. Esse ganho de velocidade se deu devido a grande evolução dos trajes (speed suits) com caracteristicas “âerodinamicas”. Material / Tecido: Lycra
Custo do traje: cerca de R$ 1.000,00 reais


patins velocidade
A Pista de Patinação de Velocidade no Gelo
Tamanho da pista:
- Long Track / Pista Longa: oval específica de 400 m
- Short Track / Pista Curta: 30 m x 60 m – a mesma da Patinacao Artistica e Hoquei



Pista-Oval-Patinacao-Velocidade
A Competição
Pista Longa / Long Track: Em todas as distâncias, com excessão dos 500m, os patinadores competem uma só vez e o atleta campeão é aquele que tiver o menor tempo individual. Velocidades chegam a 60 km/h, e nas curvas os atletas precisam inclinar o corpo num ângulo entre 45 e 50 graus para aliviar a ação da força centrífuga, evitando assim uma caída e/ou acidente.
Pista Curta / Short Track: Atletas competem em grupos de no máximo até 6 pessoas. Velocidades chegam a 50 km/h, e nas curvas os atletas chegam a tocar o gelo com os dedos para manter o equilibrio. Ultrapassagens são permitidas livremente por fora, já ultrapassagens por dentro só são permitidas se houver espaço (gap). Ultrapassagens ilegais, contato intencional e obstrução são motivos para disqualificação de atletas. Os atletas patinam na direção contra o relógio.

A patinação ao longo dos anos foi se dividindo em modalidades específicas, cada qual com objetivos diferenciados, como por exemplo: saltar, correr, brincar e jogar. O que levou ao desenvolvimento de patins próprios e técnicas específicas para cada modalidade, criadas para diferenciar habilidades e preferências da patinação.
Hoje, no Brasil, temos como modalidades competitivas: a patinação artística, hóquei, patinação radical, slalom, patinação de velocidade e outras menos difundidas, no Brasil e no Mundo.
                                                                  

Patinação Artística
A Patinação Artística, especificamente, surgiu de uma brincadeira onde os patinadores faziam desenhos no gelo com suas lâminas enquanto patinavam.
A partir daí começaram a realizar concursos para ver quem fazia os desenhos mais bonitos e os mais complexos. Parece que, naquela época, a glória era conseguir assinar o próprio nome no gelo. É desse tipo de competição que deriva o termo “Figure Skating”, como é conhecida a patinação artística internacionalmente.
Depois, como os patinadores não estavam mais satisfeitos com a simples emoção de fazer desenhos no gelo, começou a se desenvolver a técnica atual da patinação. Primeiro através da dança executada sobre os patins e, depois, através de saltos e piruetas, que foram a evolução natural do esporte.
A Patinação Artística Sobre Rodas apareceu como uma alternativa para os patinadores do gelo, que não tinham como praticar durante o verão, já que os lagos se descongelavam.
No início, os praticantes dos dois tipos de patinação eram os mesmos. Por isso, as duas técnicas são muito semelhantes e utilizam praticamente os mesmos termos em seu dicionário. Hoje em dia, a Patinação Artística possui várias sub-divisões e, normalmente, os patinadores escolhem apenas uma delas para se dedicarem integralmente.Patinação Radical
Os patins são realmente muito antigos. Dessa forma, não podemos nos enganar, os patins (em inglês skate) surgiram muito antes do skateboard, chamado pelos leigos de skate.
Na década de 1970, reapareceram os patins in-line (os primeiros são do século XVIII). O retorno dos patins in-line promoveu o surgimento da patinação agressiva, subdividida nas modalidades street e vertical. Esses patins só foram chegar ao Brasil na década de 1990. Se tornaram febre por um período tempo, mas hoje poucos continuam patinando.
No Brasil, o Aggressive Inline surgiu em 1992.
                                         

Slalom
O Slalom é uma modalidade criada no último século, que tem por objetivo desviar de pequenos obstáculos. Hoje, são utilizados cones de plástico. As competições podem ser de velocidade ou habilidade.
Dentre as citadas, essa é a modalidade mais recente no país, e a poucos anos que se iniciaram as suas competições por aqui.
São Paulo é a cidade potência nessa modalidade.
 

A historia do esqui ...



slalom Sabe-se com certeza que os esquis surgiram na Escandinávia, inventados por povos indígenas para ajudar na locomoção e na caça. Pinturas encontradas na Noruega, datadas de 5.000 a.C., já representavam homens usando esquis nos pés. O esqui mais antigo de que se tem notícia foi encontrado na Suécia, e data de por volta de 4.500 a.C.. Até mesmo as sagas, as grandes epopeias dos países escandinavos da antiguidade, tinham personagens que esquiavam. O nome "esqui" teria vindo da palavra norueguesa skio, que significa "pedaço de madeira".

O uso dos esquis para o esporte é atribuído ao norueguês Sondre Norheim, nascido em Telemark, distrito da cidade de Morgedal. Norheim teria inventado, por volta de 1850, o desenho do esqui e dos bastões modernos, enquanto os artesãos de Telemark teriam refinado o modelo até chegar próximo aos que usamos hoje. Em um encontro de esquiadores em 1868, Norheim introduziu muitas das técnicas que são usadas no esporte até hoje, e ele e seus colegas teriam sido os responsáveis por espalhar o novo esporte pela Europa.

Assim como todos os esportes, o esqui tinha vários conjuntos de regras diferentes, até ser fundado um órgão regulador para o esporte, a Federação Internacional de Esqui (FIS), durante as Olimpíadas de Inverno de Chamonix, França, em 1924. Originalmente fundada por 14 países, hoje a FIS conta com 109 membros, dentre eles o Brasil, que, embora não tenha neve suficiente para se esquiar, tem diversos atletas competindo internacionalmente neste esporte.

Ao todo, a FIS regula quatro categorias do esqui e mais o snowboarding, do qual eu não vou falar aqui porque esse é um post sobre esqui, e não sobre snowboarding. Eu vou começar pela que eu acho mais complicada, que é o esqui nórdico. Como o nome sugere, o esqui nórdico surgiu nos países nórdicos (Noruega, Suécia, Finlândia e outros lá de cima), praticado por Norheim e seus amigos. A principal característica do esqui nórdico é que as botas dos esquiadores são presas aos esquis apenas pela parte da frente, com o calcanhar ficando solto.

O esqui nórdico é subdividido em três disciplinas. A primeira é o esqui cross-country, o que há de mais parecido com uma corrida de esquis. No esqui cross-country, os atletas esquiam através de um percurso determinado pela organização do torneio, sendo que quem completá-lo no menor tempo é o vencedor. Os esquis são compridos e finos, com por volta de 2 metros de comprimento e 5 cm de largura. Quase todos os esquis feitos para esse esporte são de madeira, embora a maioria seja revestida de fibra de vidro e alguns tenham um núcleo de espuma. Os bastões, feitos de materiais leves como fibra de vidro, alumínio, grafite ou fibra de carbono, devem ter altura proporcional à altura do atleta, mas suficiente para que ele consiga tomar impulso sem ter de se inclinar muito. Dependendo da prova, o esquiador pode usar uma de duas técnicas, conhecidas como livre e clássica.

Na técnica clássica, o esquiador só pode usar dois tipos de movimentos. No chamado "movimento cruzado", uma das pernas permanece firme no chão enquanto o esquiador move a outra para a frente, dando impulso com o bastão do mesmo lado da perna fixa - ou seja, se a perna esquerda está indo para a frente, ele toma impulso com o bastão direito. A seguir, a perna que se moveu se firma, e a outra se move, com o bastão do outro lado dando impulso. Por isso o movimento se chama cruzado, pois a perna de um lado sempre se move junto com o braço do outro. No chamado "double poling", o esquiador põe os esquis em paralelo, e toma impulso com os dois bastões simultaneamente. O "double poling" demanda mais esforço, e só é normalmente usado quando o esquiador precisa subir um aclive ou ganhar velocidade. Na técnica livre, além desses dois movimentos, o esquiador ainda pode usar um movimento parecido com o da patinação, no qual as pernas são impulsionadas alternadamente para a frente e o esquiador desliza sobre cada esqui por alguns instantes, tomando impulso com os dois braços simultaneamente. Por causa desse movimento, esquiadores usando a técnica livre alcançam velocidades maiores do que os usando a técnica clássica - lembrando, porém, que a escolha da técnica depende da prova, não do esquiador.

Além dos dois tipos de técnicas, existem dois tipos de largada, a largada clássica e a largada em massa. Na largada clássica, um esquiador larga a cada 30 segundos, e o tempo da prova é contado apenas para aquele esquiador. Assim, o vencedor será o que terminar a prova com o menor tempo, e não o que cruzar a linha de chegada primeiro. Já na largada em massa, todos os esquiadores largam juntos, e o vencedor é o que cruzar a linha de chegada primeiro - evidentemente, como todos largaram juntos, ele também será o que completou o percurso em menos tempo.

Finalmente, as provas do esqui cross-country se dividem em individual, perseguição, revezamento, sprint e sprint por equipes. O individual dispensa explicações, cada um compete por si, e quem completar o percurso em menos tempo vence. Na perseguição, cada esquiador também compete por si, mas deve obrigatoriamente começar a prova usando a técnica clássica, só podendo mudar para a livre após a metade da corrida. O sprint é a prova de distância mais curta, e, por isso mesmo, os atletas têm de passar por baterias classificatórias, com apenas os seis melhores chegando à final. No sprint por equipes, cada equipe é composta de dois esquiadores, e o primeiro dá três voltas na pista antes de tocar a mão de seu companheiro, que espera em uma área de 30 metros específica para a troca, e dará mais três voltas para completar a prova, sendo vencedora a equipe cujo segundo esquiador cruzar a linha de chegada primeiro. Finalmente, na prova de revezamento, cada equipe é composta por quatro esquiadores; os dois primeiros devem obrigatoriamente esquiar com a técnica clássica, enquanto os dois últimos podem usar a técnica livre. Cada esquiador dá uma volta na pista, e então toca em seu companheiro, que estará dentro da área de troca de 30 metros. A primeira equipe cujo último esquiador cruzar a linha de chegada é a vencedora.

cross-country O esqui cross-country faz parte das Olimpíadas de Inverno desde sua primeira edição, em Chamonix, 1924. Atualmente, fazem parte do programa olímpico doze provas, seis masculinas e seis femininas. As masculinas são os 15 km livre (única prova com largada clássica), 30 km perseguição, 50 km clássico, 1,4 km sprint clássico, sprint por equipes livre, e revezamento 4 x 10 km. As provas femininas são os 10 km livre (também única com largada clássica), 15 km perseguição, 30 km clássico, 1,2 km sprint clássico, sprint por equipes livre e revezamento 4 x 5 km. Além das Olimpíadas, o esqui cross-country também faz parte do Campeonato Mundial de Esqui Nórdico, disputado a cada dois anos desde 1925, e conta com várias provas "soltas" ao longo do ano, como as famosas Vasaloppet, disputada na Suécia, Birkebeineren, na Noruega e Tour de Anchorage, no Alasca, Estados Unidos.

A segunda disciplina do esqui nórdico é a dos saltos com esqui, na qual o esquiador desce por uma rampa e salta tentando alcançar a maior distância possível. Simplesmente saltar mais longe, porém, não adianta, pois os esquiadores também recebem notas de juízes pelo estilo do salto - quem salta todo torto, portanto, não vence, mesmo que chegue mais longe. Os esquis usados para saltos são bem mais longos que os do cross-country, com de 2,6 a 2,75 metros de comprimento, e os atletas não usam bastões.

As provas dos saltos com esqui podem ser disputadas no que ficou conhecido como colina alta ou colina baixa. Na colina baixa, o fim da rampa está entre 80 e 100 metros do ponto onde o atleta começa sua descida, enqaunto na colina alta ele fica entre 120 e 130 metros. Na colina baixa, um esquiador pode alcançar, com um salto, distâncias por volta de 110 metros, enquanto na alta ele pode chegar a mais de 145 metros. Recentemente, está se tornando popular uma variação conhecida como "voo com esqui", no qual o final da rampa fica a 185 metros do ponto onde o esquiador começa a descida, e este pode alcançar até 240 metros em um salto. As competições de saltos com esqui também podem ser individuais, onde cada atleta recebe uma nota e o de pontuação mais alta é o vencedor, ou por equipes, nas quais são somadas as notas dos quatro membros de cada equipe para se determinar a equipe vencedora.

Assim como o esqui cross-country, os saltos com esqui fazem parte das Olimpíadas de Inverno desde 1924, e são atualmente disputados nas modalidades individual colina baixa e alta, e por equipes em colina baixa. Curiosamente, nas Olimpíadas a disciplina é disputada apenas no masculino, embora em outros campeonatos, inclusive o Mundial e a Copa do Mundo, haja competições femininas. Os saltos com esqui também fazem parte do Campeonato Mundial de Esqui Nórdico, mas a competição considerada como segunda mais importante deste esporte é a Copa do Mundo de Saltos com Esqui, disputada anualmente desde 1979.

A terceira e última disciplina do esqui nórdico recebe o curioso nome de combinado nórdico. Não por acaso, já que ele é uma combinação das outras duas. Existem dois tipos de provas, a de largada clássica e a de largada em massa. Na de largada clássica, a prova dos saltos é disputada primeiro, com cada competidor tendo direito a um salto. Na prova de cross-country, que tem distância de 10 km e técnica livre, os competidores largarão na ordem do melhor para o pior salto, sendo que, para cada 15 pontos de diferença, o competidor recebe uma vantagem de um minuto - ou seja, ele larga, e só depois de um minuto larga o que fez 15 pontos a menos no salto que ele. Diferentemente de uma largada clássica "normal", esses minutos contam para o tempo dos competidores, pois será o campeão quem cruzar a linha de chegada primeiro, independente de em que posição largou. Quem for um mal saltador, portanto, deve ser um excelente corredor para conseguir recuperar a distância. As provas de largada clássica podem ser disputadas individualmente ou em equipes; na prova por equipes, chamada de revezamento, cada equipe conta com quatro esquiadores, cujas notas são somadas após os saltos. Assim como no individual, cada equipe larga um minuto atrás para cada 15 pontos de diferença. Cada um dos integrantes da equipe percorre 5 km antes de tocar no seguinte, e a equipe que cruza a linha de chegada primeiro é a vencedora.

Já na prova de largada em massa acontece o contrário, com a corrida acontecendo primeiro. Cada competidor começa a corrida com 120 pontos, e perde 15 pontos por cada minuto ou fração que cruzar a linha de chegada atrás do vencedor. Esses pontos serão somados aos pontos do salto para se determinar o vencedor da prova.

O combinado nórdico também estreou nas Olimpíadas de Inverno em 1924, e atualmente conta com três provas, a de colina baixa com largada clássica, a de colina alta com largada clássica e a do revezamento e colina alta. Assim como ocorre com os saltos, nas Olimpíadas as provas são exclusivamente masculinas, embora em outros campeonatos, como o Mundial de Esqui Nórdico, exista o combinado nórdico feminino.

A segunda categoria do esqui talvez seja a mais famosa, o esqui alpino. Originário dos Alpes, a cadeia de montanhas que corta Itália, França, Alemanha, Suíça, Áustria, Eslovênia e Liechtenstein, o esqui alpino surgiu como esporte por volta de 1880, e consiste em descer uma montanha o mais rápido possível, seguindo um determinado trajeto no percurso. Diferentemente do esqui nórdico, no esqui alpino os esquis são presos às botas dos atletas tanto na frente quanto nos calcanhares, embora as presilhas possuam um sistema de segurança que solta os esquis facilmente em caso de acidente. Os esquis do esqui alpino são semelhantes aos do esqui cross-country, mas os bastões são mais curtos, até porque são menos usados.

saltos O esqui alpino se subdivide em cinco disciplinas. A mais famosa é o slalom (que significa, em norueguês, "descer a montanha"), na qual, durante a descida, o esquiador deve passar por dentro de "portais", formados por bandeirolas alternadamente azuis e vermelhas. As duas bandeirolas de um mesmo portal ficam a aproximadamente 2 metros uma da outra.

Uma prova de slalom masculina tem entre 65 e 75 portais, enquanto uma feminina tem entre 50 e 60. Para não ser desclassificado, o atleta tem de passar com os dois esquis totalmente dentro de cada portal. Para não perder muita velocidade, porém, é comum que os esquiadores "trombem" com uma das bandeirolas enquanato passam pelo portal, em um movimento conhecido como "blocking". Os portais costumam ser dispostos de modo que o atleta precise primeiro fazer um movimento para a esquerda e depois um para a direita e assim sucessivamente, descendo a montanha como se estivesse rebolando. Provas de slalom costumam ser disputadas em duas "pernas", com os tempos das duas descidas sendo somados para se determinar o vencedor.

A segunda disciplina do esqui alpino é a chamada slalom gigante, que segue as mesmas regras do slalom, mas com portais mais espaçados, o que resulta em curvas menos fechadas e velocidade final maior. Uma prova de slalom gigante masculina tem entre 56 e 70 portais, enquanto uma feminina tem entre 46 e 58. A terceira disciplina é o slalom super gigante, também conhecido como Super-G, na qual os portais são ainda mais espaçados, com curvas mais abertas, menos mudanças de direção e, logicamente, mais velocidade. Um prova de Super-G masculina tem entre 35 e 45 portais, enquanto uma feminina tem entre 30 e 40.

A prova mais veloz do esqui alpino é o downhill (que, por um acaso, significa, em inglês "descer a montanha"). No downhill, um esquiador pode alcançar velocidades de até 150 km/h, contra 96 km/h do Super-G, o mais rápido dos slaloms. O objetivo do esquiador no downhill é cumprir um traçado de aproximadamente 600 metros montanha abaixo. Esse traçado também é marcado por portais pelos quais o esquiador deve obrigatoriamente passar, mas eles são todos de bandeirolas da mesma cor - normalemnte vermelhas - e não obrigam o esquiador a fazer curva atrás de curva como no slalom. Também diferentemente do slalom, o downhill é definido por uma única descida, sendo vencedor quem a fizer no menor tempo.

Finalmente, a quinta e última disciplina do esqui alpino é o super combinado, que, como vocês devem estar imaginando, é uma combinação de downhill e slalom. Primeiro os esquiadores devem descer uma pista de downhill menor que a da prova completa, com entre 300 e 400 metros; depois todos participam de uma prova de slalom, e os tempos são somados para se determinar o vencedor. Esta configuração é recente, a a tradicional, ainda utilizada em alguns torneios, previa uma descida de downhill completa e duas de slalom, ou até mesmo a soma dos tempos individuais das provas principais de downhill e slalom ao invés de se disputar uma nova prova de combinado. Outra variação recente do combinado prevê uma descida de slalom primeiro, seguida de uma de Super-G.

O esqui alpino estreou nas Olimpíadas de Inverno apenas em Garmisch-Partenkirchen, 1936. Atualmente, todas as suas cinco disciplinas fazem parte do programa, nas modalidades masculina e feminina. Além das Olimpíadas, as competições mais importantes desse esporte são o Campeonato Mundial de Esqui Alpino, disputado a cada dois anos desde 1931, e a Copa do Mundo de Esqui Alpino, disputada anualmente desde 1967.

A terceira categoria do esqui é conhecida como esqui estilo livre. Inventada nos Estados Unidos na década de 1960, pode-se dizer que esta é a categoria mais "radical" do esqui, já que suas provas se assemelham às provas de esportes como skate e snowboarding. Para não atrapalhar as manobras dos esquiadores, os esquis dessa categoria, conhecidos como "twin-tip", são mais curtos, com por volta de 1,8 m de comprimento, e simétricos, com uma ponta curvada de cada lado - o que permite, inclusive, que se esquie de costas, algo impossível com um esqui tradicional.

O esqui estilo livre se subdivide em quatro disciplinas bem diferentes entre si. A primeira é conhecida como aerials. Nela, o esquiador desce uma rampa íngreme de 2 a 4 metros de comprimento, que o lança a aproximadamente 6 metros de altura, em uma queda de 20 metros até tocar o chão novamente em uma área de pouso de 30 metros de comprimento e entre 34 e 39 graus de inclinação. Enquanto está caindo, o esquiador deve realizar manobras, como giros e piruetas, que valem pontos atribuídos por juízes. Esses pontos são somados a pontos conferidos pela decolagem e pela aterrissagem, que deve ser o mais suave possível, e multiplicados por um fator de dificuldade das manobras realizadas para obter a nota final do salto. No final da competição, o atleta com a maior pontuação é declarado vencedor. Dependendo da prova, cada atleta pode ter direito a dois saltos; nesse caso, as notas são somadas para se determinar a pontuação final.

A segunda disciplina do esqui estilo livre é conhecida como moguls, nome de pequenos morrinhos de neve construídos pela organização em um percurso íngreme no qual os esquiadores devem descer. Enquanto descem e desviam dos moguls, os esquiadores também devem executar manobras, pelas quais ganham pontos. O vencedor, ao final da prova, é aquele que obtém a maior pontuação, e não o que chegar ao final do percurso primeiro.

aerials A terceira disciplina é o famoso half-pipe. Literalmente "meio-cano", o half-pipe é uma pista em formato de U, cortada diretamente na neve. Os esquiadores começam em uma das pontas mais altas da pista, e descem a toda velocidade, sendo impulsionados para o ar quando chegam ao outro lado. Após essa impulsão, antes de tocar a pista novamente, eles devem realizar manobras, que contarão pontos. Cada competidor tem direito a um determinado número de manobras, normalmente entre 4 e 6, antes de sair da pista e receber sua nota. Dependendo da prova, cada competidor pode também ter direito a duas descidas, após as quais as notas são somadas. Ao final, o atleta com a maior pontuação é declarado vencedor.

A única disciplina do esqui estilo livre que não depende de notas dos juízes é também a mais recente, batizada de skicross. Nela, os esquiadores devem descer um percurso semelhante a uma pista de BMX, com curvas em ângulo inclinado e rampas que os levam a grandes saltos. O skicross é uma prova de velocidade, o que significa que o esquiador que completar o percurso no menor tempo será o vencedor. Curiosamente, em uma competição de skicross primeiro cada esquiador desce a pista sozinho, com os 16 ou 32 melhores tempos, dependendo do evento, se classificando para a etapa seguinte; a partir daí, porém, os esquiadores passam a descer em grupos de quatro, com os dois piores de cada bateria sendo eliminados até que só restem os quatro que disputarão a final, sendo o vencedor aquele que cruzar a linha de chegada primeiro.

Até 2000, o esqui estilo livre tinha uma quinta disciplina, chamada acroski ou ski ballet, na qual os esquiadores executavam uma série de movimentos obrigatórios e opcionais durante 90 minutos ao som de música, recebendo notas pela apresentação. Essa disciplina chegou a faezr parte, como esporte de demonstração, das Olimpíadas de Inverno de 1988 e 1992, mas hoje não é mais regulada pela FIS, que não a inclui em nenhum de seus campeonatos.

O esqui estilo livre estreou nas Olimpíadas de Inverno, como esporte de demonstração, em Calgary, 1988, passando a fazer parte do programa olímpico na edição seguinte, em Albertville, 1992. Atualmente, fazem parte do programa os aerials, moguls e o skicross, tanto no masculino quanto no feminino. Além das Olimpíadas, essas três disciplias e mais o half-pipe fazem parte do programa do Campeonato Mundial de Esqui Estilo Livre, realizado desde 1986, atualmente a cada dois anos, sempre nos anos ímpares. Os moguls também possuem um Circuito Mundial de provas disputadas anualmente.

A quarta e última categoria do esqui não tem um nome formal, e é referenciada no site da FIS simplesmente como "other". Como ela é composta de disciplinas, digamos, pouco usuais, acabou ganhando o apelido de esqui extremo. O esqui extremo é dividido em quatro disciplinas, sendo que, curiosamente, apenas duas envolvem neve.

A primeira dessas disciplinas é conhecida como telemark, devido a uma manobra conhecida como "Telemark turn", inventada pelo próprio Sondre Norheim, e batizada em homenagem à sua cidade natal. Com a popularização do esqui alpino, essa manobra, originalmente usada para descer montanhas no esqui cross-country, foi caindo em desuso - já que ela requer os calcanhares livres para que o esquiador se ajoelhe sobre o esqui, e no esqui alpino os calcanhares são presos, o que impossibilita o ajoelhamento - até que, em 1970, no Colorado, Estados Unidos, alguns entusiastas do esqui nórdico decidiram ressucitá-la, essencialmente criando uma mistura do esqui nórdico com o alpino: no telemark, o esquiador, equipado com esquis do tipo nórdico, desce uma montanha como em uma prova de downhill do esqui alpino, executando a "Telemark turn" para fazer as curvas. A manobra consiste em esticar uma das pernas para a frente, se ajoelhando no esqui com a outra perna, e jogando o peso do corpo para a perna esticada, o que faz com que o esquiador faça a curva para o lado da perna ajoelhada.

Tradicionalmente, o telemark é disputado em quatro tipos de provas: o slalom gigante é semelhante ao do esqui alpino, mas com as curvas feitas usando a "Telemark turn", e um salto no meio do percurso pelo qual os competidores ganham pontos por estilo e distância, como na competição dos saltos com esqui. O Telemark Classic envolve uma descida em Super-G, um salto, uma descida em slalom gigante, uma curva de 360 o conhecida como reipelókke, e uma subida de 200 m em cross-country estilo clássico, sendo vencedor quem completar o percurso em menos tempo, e penalidades de até 7 segundos somados ao tempo final do competidor por falha na execução do salto. No Telemark Sprint, os competidores descem um percurso de slalom gigante, fazem a reipelókke e sobem 200 m em cross-country estilo livre. Finalmente, o telemark de montanha é disputado em um percurso "selvagem" - ou seja, sem qualquer preparação prévia da organização além de portais para marcar o percurso - com trechos de descida onde deve ser usada a "Telemark turn", reipelókkes e trechos de cross-country, sendo vencedor o esquiador que cruzar a linha de chegada primeiro.

skicross O telemark não faz parte do programa olímpico nem possui campeonato mundial; anualmente, porém, são realizados nos Estados Unidos e Europa os Telemark Festivals, nos quais os profissionais disputam várias provas enquanto os amadores se divertem e os iniciantes aprendem mais sobre o esporte. Além dos Telemark Festivals, todos os anos são disputadas provas tradicionais, como o U.S. Extreme Freeskiing Telemark Championships, em Crested Butte, Colorado, e a Sun Valley Tele Series, uma espécie de circuito norte-americano de telemark, realizado desde 1981.

A outra disciplina com neve do esqui extremo é o esqui em velocidade, no qual o objetivo não é cruzar a linha de chegada no menor tempo, mas obter a maior velocidade média possível durante a descida. Para isso, os esquiadores usam esquis especiais, de 2,4 m de comprimento e 10 cm de largura, bastões de 1 m de comprimento e formato aerodinâmico quando juntos ao corpo, capacetes aerodinâmicos e roupas com proteções especiais nas pernas e costas em caso de acidente. Um por vez, os equiadores descem uma rampa de 1 Km de comprimento, e o tempo da descida é usado para calcular a velocidade média, sendo vencedor o que obtiver a maior. O recorde mundial atual é de 251,4 km/h no masculino e 242,59 km/h no feminino, o que transforma este no segundo esporte não-motorizado mais veloz do mundo, só perdendo para o paraquedismo.

O esqui em velocidade foi esporte de demonstração nas Olimpíadas de Inverno de Albertville, 1992. Como não é fácil construir uma rampa reta de 1 Km em uma montanha, e normalmente elas são feitas em altas altitudes, para minimizar a resistência do ar, é pouco provável que ele um dia entre para o programa olímpico - para Albertville, por exemplo, foi usada a pista de Les Arcs, a 60 Km da cidade-sede. A competição mais importante do esqui em velocidade é a Copa do Mundo, disputada anualmente desde 2000, mas todos os anos são disputadas competições isoladas nas por volta de 30 pistas da modalidade existentes no planeta.

Além dessas duas disciplinas, ainda existem, como eu mencionei, duas disciplinas que não requerem neve para serem disputadas. A primeira é o esqui sobre grama, inventado na Alemanha em 1966 como treinamento para o esqui alpino. Evidentemente, os esquis para grama são adaptados, e possuem uma esteira, tipo daquelas encontradas em tanques, sob cada esqui, que é bem curtinho, com entre 70 cm e um metro de comprimento. Os esquiadores também usam bastões para ganhar impulso, e mais equipamentos de segurança obrigatórios, como caneleiras, joelheiras, cotoveleiras e capacete. Assim como no esqui alpino, o objetivo no esqui sobre grama é descer uma montanha, embora seja uma montanha sem neve, e a trilha seja mais ou menos sem curvas, como em uma competição de downhill. A competição mais importante do esqui sobre grama é a Copa do Mundo, disputada anualmente desde 1999, e que é, na verdade, um circuito mundial, com etapas em diversos países do mundo cujos pontos são somados para se determinar o campeão.

Finalmente, temos o rollerski, que também foi inventado como treinamento, mas para o esqui cross-country. Os esquis do rollerski têm o mesmo tamanho dos do esqui sobre grama, mas, ao invés de esteiras embaixo, têm rodinhas, uma na frente e uma atrás. As primeiras competições de rollerski começaram na década de 1970 - e na época usavam esquis com uma rodinha na frente e duas atrás, depois substituídos pelo modelo atual, que permite maior mobilidade e velocidade - mas sabe-se que esquis com rodinhas já eram usados na Europa para treinamento desde a década de 1930. Assim como no esqui sobre grama, os esquiadores usam alguns itens de segurança, como joelheiras, caneleiras e cotoveleiras, embora pelas regras só sejam obrigatórios o capacete e óculos protetores.

Assim como o esqui cross-country, o rollerski pode ser disputado em uma grande variedade de formatos, usando as técnicas clássica ou livre. Como as rodinhas permitem velocidades superiores às do cross-country, com os melhores esquiadores atingindo mais de 50 km/h, provas de velocidade - em distâncias curtas, em oposição às de resistência, nas distâncias longas comuns do cross-country - também são disputadas, sendo a mais veloz a do sprint de 200 metros. A competição mais importante do rollerski é a Copa do Mundo, também composta de várias etapas ao redor do planeta, e disputada anualmente desde 1993 no masculino e de 2000 no feminino.

A historia do esqui aquatico...


Criado no início do século XX, o esqui aquático passou a ser praticado em todo o mundo a partir de 1936, quando esquiadores europeus provocaram impacto com uma grande exibição em Nova York.
Esqui aquático é o esporte em que o praticante desliza sobre a superfície da água com o auxílio de esquis semelhantes aos utilizados na neve, rebocado por uma lancha a motor, a uma velocidade mínima de 24km por hora. No início de cada corrida, o esquiador abaixa-se na água e segura um cabo, de comprimento variável, que tem a outra extremidade presa à lancha. Quando esta arranca, ele se levanta e, para equilibrar-se, inclina o corpo ligeiramente para trás. Nessa posição, desliza sobre a água durante o tempo em que o barco estiver em movimento.
Os esquis são produzidos em diversos materiais, como madeira, alumínio e fibra de vidro. Os utilizados para divertimento pessoal têm em geral cerca de 1,7m de comprimento por vinte centímetros de largura. Os usados em competições são mais curtos e especialmente desenhados para que os esquiadores dêem uma volta completa durante as acrobacias.
Acredita-se que o esqui aquático teve origem nos esportes de inverno europeus, em que esquiadores eram puxados sobre a neve por cavalos. Muitos já deslizavam sobre a água com esquis de neve quando foi registrada a primeira patente de esqui aquático, por volta de 1900, pelo americano Fred Walter, que em 1914 venceu uma competição em Londres. No fim da década de 1930, o esporte já se tornara popular nos Estados Unidos, Reino Unido, França  e Austrália.
No início da década de 1960 surgiu uma nova modalidade de esqui aquático. Nela, o esquiador é preso a uma espécie de pipa leve e de grandes dimensões. Deslizando contra o vento, é alçado da água e pode atingir uma altura de trinta metros. À medida que a lancha reduz a velocidade, o esquiador inicia o movimento descendente e aterrissa suavemente na água.
Embora praticado mais como divertimento individual, o esqui aquático tornou-se também um popular esporte de competição. Nas disputas, os participantes demonstram sua habilidade sobre um e sobre dois esquis, tanto em águas calmas quanto na esteira do barco. Para os saltos, são utilizadas rampas de 7,3m de comprimento e 1,8m de altura. Os esquiadores são julgados tanto pela altura quanto pelo estilo do salto.
Na modalidade slalom, é necessária muita técnica para se completar um percurso sinuoso a velocidade cada vez maior, até atingir 55km por hora. O desportista deve ser capaz de fazer curvas rápidas e bruscas e mostrar equilíbrio> ao cruzar a esteira do barco. Grande parte das competições internacionais é promovida pela Associação Americana de Esqui Aquático, fundada na Flórida em 1939. Em 1946, França, Bélgica e Suíça fundaram a primeira federação internacional e, meses depois, Estados Unidos e México criaram uma segunda. Os recordes do esporte são registrados pela União Internacional de Esqui Aquático (WWSU).

Como surgiu o iatismo...


O iatismo é um esporte náutico, praticado com barcos à vela, que competem em regatas ou em cruzeiros, podendo, igualmente, ser utilizados para competições e para navegação de recreio das mais variadas formas.
No século XVIII surgiu a prática do Iatismo como atividade de recreio. Inicialmente, iatismo de cruzeiro, seguindo-se as corridas de regatas, das quais, uma das primeiras foi a “Taça América”. Com o desenvolvimento técnico natural, surgiram as regulamentações e com elas as divisões em séries e classes. Com a maior difusão do esporte a vela, o iatismo galgou o foro olímpico. O iatismo também se aperfeiçoou no sentido de se obter a construção de barcos mais leves, de pequenas toneladas, especialmente a partir da segunda guerra mundial, ficando os de média toneladas ou iates de cruzeiro reservados para regatas de longa distância. Surgiu posteriormente o iatismo a motor.
A origem do iatismo presume-se ter ocorrido na Holanda, apesar de ter sido a Inglaterra o primeiro País a instituir tal prática como modalidade esportiva. O primeiro clube de iatismo, Cork-Harbour Water Club, hoje Royal Cork Yacht Club, foi instituído na Irlanda e a primeira regata, provavelmente, foi realizada no ano de 1749, com o percurso Greenwich a Nore, quando foi disputada uma Taça de Prata, ofertada pelo então Príncipe Jorge e posteriormente Rei Jorge III.
O iatismo se difundiu pelo mundo e, em 1811, foi fundado em Nova York, o Knicker-Bocker Clube, que teve vida efêmera, apenas um ano. Entretanto, a bordo do Iate Gimcrack, foi fundado o New York Yatch Club que, de fato, se constituiu na mola propulsora do iatismo nos Estados Unidos, País onde mais se desenvolveu a modalidade, mantendo até hoje, a liderança internacional. Hoje praticamente desapareceram as grandes escunas. O iatismo oceânico apresenta barcos de dimensões que variam de 10 a 15 metros de comprimento, predominando, os pequenos iates com comprimento médio de 6 metros.
As regatas, que tanto podem ser de oceano (porto a porto), como águas abrigadas (percursos fechados, triangulares e retilíneos), obedecem às regras do Internacional Yacht Racing Union. Nas regatas oceânicas utilizam-se barcos diferenciados, embora obedeçam a um padrão de “hamdicaps” para igualar as possibilidades dos concorrentes. Nas regatas de águas abrigadas são geralmente utilizadas barcos monotipos, organizando-se as competições dos diferentes tipos em grupos, através das associações de classe “Shipe” as de maior difusão, seguida da de “Lightining” vindo em seqüência a de “Star”.
Nos Jogos Olímpicos, o iatismo figura com as classes 5,5 R.I., Star, Dragão, Flying Dutchman e Finn. No Brasil o iatismo foi introduzido pelos europeus ainda no século XIX e o primeiro clube foi fundado em 1906, o Iate Clube Brasileiro do Rio de Janeiro, seguindo-se posteriormente a fundação do Iate Clube do Rio de Janeiro e de Associações idênticas em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Em 1934 foi fundada a primeira entidade de direção do iatismo que se denominou Liga Carioca de Vela e, no mesmo ano, apareceu a Federação Brasileira de Vela e Motor. Adequando-se ao modelo do sistema esportivo pátrio, surgiu a Confederação Brasileira de Vela e Motor em 1941. Os primeiros monotipos que figuram nas regatas brasileiras são os das classes Snipe, Star, Lightining e Pinguins.

A história do handebol....


Em 29 de outubro de 1917, surgiu uma modificação no aperfeiçoamento do Handebol. O professor alemão da Escola Normal de educação fisica  de Berlim Karl Schelenz, com a colaboração de dois patrícios, Max Heiser e Erich Konig trabalharam na formação do Handebol como esporte competitivo. No sentido de obter uma divulgação maior, enviou este trabalho,juntamente com as regras especiais do Handebol de campo, a países como: Estados Unidos, Irlanda, Itália, Suíça, França, etc.
Foi assim que surgiu este esporte competitivo, que anteriormente, era praticado apenas como preliminar e mais pelo sexo feminino. Agora, já seria praticado também pelo sexo masculino, o que aumentaria ainda mais o espírito de competição.
É por essa razão que chamamos Karl Schelenz, o pai do Handebol, já que foi ele quem adaptou o Torball para o Handebol, forçando assim, a popularização do jogo em toda a Europa. Este trabalho foi favorecido pelo fato de ter sido ele, professor da faculdade de Educação Física de Berlim, onde havia muitos alunos estrangeiros, que levaram para seus respectivos países os conhecimentos ali obtidos. O professor Schelenz fez palestras sobre a nova modalidade em vários países europeus, entre 1920 e 1930.


História do handebol no Brasil

Apesar de muitas pessoas no Brasil ainda não conhecem o Handebol, este já tem vasta matéria a seu respeito, depois de sua introdução.
Sabemos que há alguns anos atrás vários Estados começaram a prática de Handebol e, por isso, têm suas histórias.
No ano de 2009 o Handebol brasileiro, completou 60 anos no Estado de São Paulo, onde até 1973 foi a base e o domínio.
Em 1978 aconteceu a crise e São Paulo perdeu a hegemonia, a liderança, que dominou longos e longos anos seguidos.
Nesta época, sem ninguém esperar e para surpresa de muitos (para não dizer de todos) surgiu o Estado de Minas Gerais pela sua prática de Handebol.
Aparecem após Rio de Janeiro, Brasília, os Estados do Paraná, Maranhão, etc., para constar o desenvolvimento de Handebol nestes referidos Estados.


Regras básicas

1) Dimensões da quadra: 40x20m.
2) Distância que devem observar os jogadores adversários até que os tiros sejam cobrados: 3m.
3) É considerado gol: Quando a bola ultrapassar completamente a linha de gol.
4) Tiro de 7m: É cobrado quando um jogador de quadra passa a bola para o seu próprio goleiro dentro da área de gol. Durante a execução de um tiro de 7m qual a colocação dos jogadores de defesa e de ataque é fora da linha dos 9m
5) Sanções disciplinares: No jogo as sanções são progressivas seguindo a ordem: advertência, exclusão, desqualificação, expulsão.
6) Passos:  Pode-se dar, no máximo, 3 passos com a bola na mão.

7) 4 casos onde é ordenado Tiro Livre:

É ordenado Tiro Livre no handebol nos seguintes casos: entrada ou saída irregular de um jogador, lance de saída irregular, manejo irregular da bola, comportamento incorreto para com o adversário, execução ou conduta irregular no lance livre e no tiro de 7m; conduta anti-desportiva.
8) Os casos em que o jogo é reiniciado com um Tiro de Árbitro:

Um tiro de Árbitro de handebol é ordenado quando:
a) jogadores de duas equipes cometerem ações anti-regulamentares ao mesmo tempo na quadra.
b) a bola encostar o teto ou objeto fixado sobre a quadra.
c) o jogo é interrompido sem que tenha acontecido qualquer infração e a bola não estar em poder de nenhuma equipe.
d) o primeiro ou o segundo meio tempo tenha sido encerrado antes do tempo regulamentar e os jogadores tenham abandonado a quadra. Neste caso, o jogo de handebol é retomado por um tiro de árbitro executado do centro da quadra após o apito do árbitro. Sem apitar, o árbitro central lança a bola para cima no local onde a bola se encontrava no momento da interrupção do jogo. Caso, o local fosse situado na área do goleiro ou nos 9m, o tiro é executado do local mais próximo fora da linha dos 9m. Neste tiro os jogadores, salvo um de cada equipe, devem estar pelo menos a três metros do juiz. Os dois jogadores devem estar um de cada lado do árbitro, cada um do lado de seu próprio gol.
9) Equipe de arbitragem: A equipe é composta por dois árbitros assistidos por um secretário (que é o marcador dos gols, faltas,etc.) e por um cronometrista.
10) Tiro de meta: O tiro de meta no handebol é ordenado quando antes de ultrapassar a linha de fundo, a bola tenha sido tocada, por último, num jogador da equipe que ataca ou pelo goleiro da defensora.
11) Tiro de lateral: Na execução deste tiro, uma parte do pé do executor deve estar em contato permanente com o solo. É permitido levantar o outro pé e recolocá-lo no solo diversas vezes.


O Jogo

O jogo de handebol é constituído por dois tempos de 30 (trinta) minutos com 10 (dez) minutos de intervalo entre eles, nas últimas olimpíadas ¾ em Atlanta 1996 ¾ foi permitida a utilização do tempo, como no voleibol.
O número de substituições é ilimitado mas elas tem de ser feitas no espaço de 4,45m que cada time possui especialmente para isso, elas são feitas também sem a interrupção do jogo e é preciso que um jogador saia completamente da quadra, antes que outro entre em seu lugar, caso ocorra uma substituição incorreta, ela deve ser avisada ao árbitro da partida pela mesa do jogo, que é constituída por um cronometrista e um marcador de gols. E, então, o jogador que cometeu a infração recebe uma punição de dois minutos. O objetivo básico do jogo de handebol é manobrar o adversário passando a bola hábil e rapidamente entre os jogadores e quando possível arremessá-la ao gol adversário, marcando um ponto caso a bola ultrapasse completamente a linha de gol. É preciso muito jogo de corpo para enganar o adversário e deixar um companheiro livre. Como no futebol e no basquete, é preciso mudar rapidamente de direção, velocidade e usar passes inesperados (às vezes no estilo NBA) para atingir o gol.
As punições no handebol são bastante rígidas e variam desde a advertência com o cartão amarelo até a desclassificação com o vermelho. A seguir, uma lista com todas as punições possíveis:
Cartão amarelo (advertência): serve como advertência a um jogador, é usado em algumas faltas, por reclamação ou quando o jogador não deixa a bola no lugar após a marcação do árbitro.
Dois minutos: o jogador de handebol que receber esta punição deve ficar por dois minutos fora do jogo, sem direito à substituição, ou seja, seu time fica com um jogador a menos durante dois minutos, esta punição é dada a faltas violentas ou a substituições incorretas. O jogador também recebe dois minutos caso for receber o segundo amarelo e caso o time já tenha dois amarelos, o próximo cartão será substituído por um dois minutos.
Cartão vermelho (desqualificação): quando um jogador receber um cartão vermelho ele deve retirar-se da quadra, também do banco de reservas e não pode mais voltar para a quadra durante a partida. O time fica com um jogador a menos durante dois minutos e depois desse tempo pode completar o time com outro jogador, desde que não seja aquele que foi expulso. Um jogador de handebol não pode receber mais de três durante uma partida, se isso acontecer ele é desclassificado do jogo, como se tivesse ganho um cartão vermelho.